Juramento anti-modernista

[O juramento anti-modernista foi promulgado em 1910 por São Pio X, e todos os padres, bispos e professores eram obrigados a fazê-lo até ser suprimido em 1967 por Paulo VI – N. da P.]

Eu, N.N., abraço e aceito firmemente todas e cada uma das coisas que foram definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério inerrante da Igreja:

Principalmente aqueles pontos de doutrina que diretamente se opõem aos erros do tempo presente.

1. E em primeiro lugar: professo que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser certamente conhecido e, portanto, demonstrado, como a causa por seus efeitos, pela luz natural da razão, mediante as coisas que foram feitas (Rom 1,20), isto é, pelas obras visíveis da criação;

2. Em segundo lugar: admito e reconheço como sinais certíssimos da origem divina da religião cristã os argumentos externos à Revelação, isto é, os feitos divinos, e em primeiro lugar os milagres e profecias, e sustento que são sobremaneira acomodados à inteligência de todas as idades e dos homens, mesmo os deste tempo;

3. Em terceiros lugar: creio igualmente com fé firme que a Igreja, guardiã e mestra da palavra revelada, foi próxima e diretamente instituída pelo próprio Cristo, verdadeiro e histórico, enquanto vivia entre nós, e que foi edificada sobre Pedro, príncipe da hierarquia apostólica, e sobre seus sucessores para sempre;

4. Em quarto lugar: aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida até nós desde os Apóstolos por meio dos Padres ortodoxos, sempre no mesmo sentido e na mesma sentença; e, portanto, rechaço de ponta a ponta a invenção herética da evolução dos dogmas, que passariam de um sentido a outro diverso do qual primeiramente a Igreja sustentou. Igualmente condeno todo erro, pelo qual, ao depósito divino entregue à Esposa de Cristo para que por ela seja fielmente guardado, substitui-se uma invenção filosófica ou uma criação da consciência humana, lentamente formada pelo esforço dos homens e que, posteriormente, deve se aperfeiçoar por um progresso indefinido.

 


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Rumo a um “entendimento doutrinal”?

 

Pe. Jean-Michel Gleize, FSSPX

Numa entrevista recente, Mons. Guido Pozzo declarou que “a reconciliação acontecerá quando Dom Fellay aderir formalmente à declaração doutrinal que a Santa Sé lhe apresentou. É também a condição necessária para proceder à regularização institucional, com a criação de uma prelazia pessoal”. E no retorno da recente peregrinação à Fátima (12-13 de maio), numa conferência concedida à imprensa no avião, o Papa Francisco aludiu ao documento preparado pela Congregação da Doutrina da Fé, em sua última sessão de quarta-feira, 10 de maio. Segundo o espírito de Roma, tratar-se-ia de um entendimento doutrinal. A expressão, porém, é equívoca; com efeito, pode ser entendida em dois sentidos.

Num primeiro sentido, o fim buscado é que a Tradição reencontre todos os seus direitos em Roma, e que, por conseguinte, a Santa Sé corrija seriamente os erros doutrinais que são a fonte da crise sem precedentes que ainda açoita a Santa Igreja. Essa correção é o fim buscado, um fim em si mesmo e causa final, princípio de todo agir subsequente no quadro das relações com Roma. E esse fim é simplesmente o bem comum de toda a Igreja. Nesse sentido, o entendimento doutrinal significa que Roma deve entender-se não com a Fraternidade São Pio X, mas com a doutrina de sempre, e abandonar os seus erros.

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Revista Permanência 281 – Tempo da Quaresma 2016

– Revista Permanência 281 (Quaresma de 2016)                        192 págs

(Editorial) ´Faze a obra de um Evangelista´ (2Tm 4,5)    Dom Lourenço Fleichman
Nota sobre a revolução de 1974 em Portugal        Marcos Pinho de Escobar
Quem inspirou René Guénon   Antoine de Motreff
Tratado para converter os judeus (parte IV) São Vicente Ferrer
Vida de Santo Tomás de Aquino Anônimo
Os mártires irlandeses do século XVII Matthew Bruton
Assassinato na Catedral T. S. Eliot

                                       

 

                    

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O Concílio do Papa João

 

Breve crônica da ocupação neo-modernista da Igreja Católica 

O CONCÍLIO DO PAPA JOÃO

    

Ângelo Giuseppe Roncalli: o futuro João XXIII

No conclave após a morte de Pio XII, o cardeal Ângelo Giuseppe Roncalli, patriarca de Veneza, foi eleito Soberano Pontífice e tomou o nome de João XXIII. O novo Papa tinha antecedentes bastante inquietantes.

Na época de seus estudos eclesiásticos, o jovem Ângelo Giuseppe Roncalli tinha se tornado amigo de certos condiscípulos já ligados ao modernismo e que deviam depois se tornar seus célebres representantes: Dom Ernesto Buonaiuti, Dom Alfonso Manaresi e Dom Giulio Belvederi, que ele encontrava todas as noites na igreja do Gesú em Roma para a visita ao Santíssimo Sacramento, mas também para inflamadas discussões “progressistas”.


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Os novos modernistas da nova teologia

 

Breve crônica da ocupação neo-modernista da Igreja Católica

Os novos modernistas da Nova teologia[1]

 

Henri de Lubac e os “novos teólogos”

Nos anos 30 e 40, uma nova geração de modernistas entrou em cena. Seus nomes serão muito conhecidos mais tarde, como os dominicanos Marie-Dominique Chenu e Yves Congar, os jesuítas Henri de Lubac, Hans Urs von Balthasar e, em seguida, Karl Rahner, formuladores de uma “nova teologia”, cujas raízes estão fincadas no velho modernismo.

Assim como os “velhos” modernistas, os novos teólogos estavam, eles também, fortemente impregnados de imanentismo, subjetivismo e relativismo, com todas as consequências imagináveis no domínio da dogmática e da moral.

O Padre Henri de Lubac, por exemplo, líder da Nova Teologia e, por isso mesmo, tido como “pai” do Concílio Vaticano II e da nova Igreja conciliar, tinha ele também, assim como seus mestres modernistas, uma noção muito elástica da verdade.

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Revista Permanência 264 – Tempo do Natal de 2011

– Revista Permanência 264 (Natal de 2011)                        121 págs

(Editorial) Novos tempos    Dom Lourenço Fleichman
(Editorial) Editorial do número 1 da Permanência        Gustavo Corção
A obrigação de buscar a perfeição da Caridade      Pe. Reg. Garrigou-Lagrange
Os papas e a Consagração da Rússia  Dominicus
Genocídio da Armênia      Pe. Jacques Rhétoré
Gustavo Corção animal-professor, escritor genial      Dom Lourenço Fleichman
Comentário ao Salmo 1       Santo Tomás de Aquino
(Recensão) “Islam at the gates”      Alexandre Bastos
(Recensão) Catecismo católico da crise na Igreja     Leonardo Calabrese

                                                            

 

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Revista Permanência 267 – Depois de Pentecostes de 2012

Índice da Revista (267)                                                           156 págs

(Editorial) Tu o dizes, sou rei       Dom Lourenço Fleichman
Pecados de ignorância, fraqueza e malícia    Pe. Rég. Garrigou-Lagrange
A Escola de Frankfurt   Arnaud de Lassus
A erupção da Montanha Pelada   Pe. Nicolas Pinaud
Comentário ao Salmo 4     Santo Tomás de Aquino
O Sermão da montanha      Pe. José Maria Mestre
Formação e deformação do homem     Dom Lourenço Fleichman
A casa Gustavo Corção
(Recensão) As virtudes morais       Alexandre Bastos

      

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Revista Permanência 274 – Pentecostes de 2014

Índice da Revista (274)                                              155 págs

(Editorial) Vaticano II canonizado?     Dom Lourenço Fleichman
Sobre o anticristo  Cardeal Pie
Dúvida e confusão     John Vennari
Breve compêndio da lei natural      Jean Madiran
Entrevista com o Coronel Ustra      Carlos Brilhante Ustra
As grandezas de Jesus Cristo      Pe. Roger-Thomas Calmel
Fiel à paternidade Randall C. Flanery
Vida intelectual versus vida de curiosidade   Pe. Luiz Cláudio Camargo
Conferências sobre a santidade    Pe. Matèo Crawley-Boevey
O problema do lazer Gustavo Corção

                                        

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Revista Permanência 275 – Depois de Pentecostes de 2014

índice da revista (275)                                                         151 págs      

(Editorial) Pode a Igreja morrer?  Dom Lourenço Fleichman
O Estranho pontificado do Papa Francisco   Alexandre Marie
Madre Teresa de Calcutá: verdadeira ou falsa caridade? Irmão Marie-Dominique
A Igreja Católica e a Outra    Dom Lourenço Fleichman
Um amigo de Dom Vital      Luís da Câmara Cascudo
Meios secundários para crescer em graça Pe. José Maria Mestre
A restauração da tradição musical   Pe. Hervé de la Tour
Divagações a respeito dos jovens     Gustavo Corção

 

 

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Revista Permanência 272 – Tempo do Natal 2013

ÍNDICE DA REVISTA (272)                                              127 págs

(Editorial) O Oráculo dos deuses  Dom Lourenço Fleichman
Nazaré ressuscitada  Pe. Emmanuel-Marie
Ainda em defesa da Vulgata Dom Lourenço Fleichman
Ensaio sobre a história de Roma    Juan Fernando Segovia
O Terceiro Segredo de Fátima  Ir. Michel de la Sainte Trinité
O Terceiro Segredo de Fátima – um testemunho Franco Adessa
Milagre austríaco de 1955  Christopher Ferrara
Nas ruas  Gustavo Corção
Considerações destituídas de lógica impecável   Gustavo Corção
(Recensão) 10 datas que todo católico deve conhecer     Fernando Prado de Barros   

                                               

                                                       

                            

   

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