{"id":224,"date":"2011-01-16T13:34:59","date_gmt":"2011-01-16T15:34:59","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224"},"modified":"2011-01-16T13:34:59","modified_gmt":"2011-01-16T15:34:59","slug":"falsas-licoes-sobre-gustavo-corcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224","title":{"rendered":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size:larger\">&nbsp;<em>Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB<\/em><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/drupal\/sites\/default\/files\/imagens\/Corcao\/Corcao_Julio001.jpg\" style=\"height:238px; width:152px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Quando escrevi o pref\u00e1cio ao livro <em>O Pensamento de Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, <\/em>procurei denunciar a falsifica\u00e7\u00e3o que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda refer\u00eancia aos textos do grande bispo, com data a partir da d\u00e9cada de 1970.&nbsp;Nesta \u00e9poca tornaram-se mais claras as causas dram\u00e1ticas da crise da Igreja e por todo o mundo apareceram cr\u00edticas mais severas ao Conc\u00edlio Vaticano II e sua obra. <a href=\"http:\/\/www.permanencia.org.br\/drupal\/node\/1890\"><em>LEIA A CONTINUA\u00c7\u00c3O<\/em><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-size:larger\">&nbsp;<em>Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB<\/em><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/drupal\/sites\/default\/files\/imagens\/Corcao\/Corcao_Julio001.jpg\" style=\"height:238px; width:152px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Quando escrevi o pref\u00e1cio ao livro <em>O Pensamento de Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, <\/em>procurei denunciar a falsifica\u00e7\u00e3o que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda refer\u00eancia aos textos do grande bispo, com data a partir da d\u00e9cada de 1970.&nbsp;Nesta \u00e9poca tornaram-se mais claras as causas dram\u00e1ticas da crise da Igreja e por todo o mundo apareceram cr\u00edticas mais severas ao Conc\u00edlio Vaticano II e sua obra. <a href=\"http:\/\/www.permanencia.org.br\/drupal\/node\/1890\"><em>LEIA A CONTINUA\u00c7\u00c3O<\/em><\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<p><!--break--><\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Para ilustrar a presen\u00e7a desse mesmo fen\u00f4meno em outros escritores, citei Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Nosso fundador tamb\u00e9m percebeu essas causas e as denunciou com a veem\u00eancia que os pr\u00f3prios esc\u00e2ndalos exigiam de cada cat\u00f3lico. Todos esses bravos soldados da verdade n\u00e3o tiveram medo de denunciar os erros doutrin\u00e1rios que eram difundidos pelas autoridades da Igreja, mesmo sabendo que seriam duramente criticados pelos \u201cconservadores\u201d temerosos, aqueles que preferiam se esconder atr\u00e1s das autoridades para tirarem de si toda responsabilidade.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ocorre, por\u00e9m, outra semelhan\u00e7a entre Dom Ant\u00f4nio e Gustavo Cor\u00e7\u00e3o: o fato de terem surgido nos \u00faltimos anos pessoas que se pretendem admiradores do escritor, desde que se esque\u00e7a, se apague, tudo que ele escreveu nos anos 1970. Querem um Cor\u00e7\u00e3o literato, humanista e amansado. Enquanto se trata da reprodu\u00e7\u00e3o de textos do autor, basta eles n\u00e3o publicarem os mais recentes para se apresentar o Cor\u00e7\u00e3o que mais lhes serve; mas quando se trata de escrever um texto biogr\u00e1fico, j\u00e1 n\u00e3o se poderia simplesmente fingir que ele n\u00e3o existiu a partir do in\u00edcio daquela d\u00e9cada. Era preciso, ent\u00e3o, uma opera\u00e7\u00e3o cir\u00fargica que amputasse do morto partes consider\u00e1veis do seu pensamento. Assim mutilado, recortado e falsificado foi Gustavo Cor\u00e7\u00e3o apresentado ao p\u00fablico pela senhora Marta Braga, num livro que deveria chamar-se <em>Falsas Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o<\/em>[fn]Braga, Marta, Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, Quadrante, 2010.[\/fn]<em>.&nbsp;<\/em><\/span><\/div>\n<p>\n<span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Logo ap\u00f3s a morte de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, ocorrida em 6 de julho de 1978, alguns dos nossos companheiros, da Perman\u00eancia, j\u00e1 sem o apoio do firme pensamento do mestre, vacilaram na f\u00e9 e adotaram um posicionamento conciliador com os erros de Vaticano II e, sobretudo, puseram a obedi\u00eancia aos bispos acima da f\u00e9, mesmo se esta obedi\u00eancia significasse o abandono da verdade[fn]Parece-me leg\u00edtimo afirmar este abandono da verdade quando se sabe que esses \u201cconservadores\u201d aceitaram uma missa sem sacrif\u00edcio, uma Igreja ecum\u00eanica, j\u00e1 n\u00e3o mais a \u00fanica fonte de salva\u00e7\u00e3o, ou ainda a falsa liberdade religiosa.[\/fn].<\/span><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Infelizmente essas pessoas come\u00e7aram um trabalho de contamina\u00e7\u00e3o dos membros da Perman\u00eancia, sobretudo os mais jovens, com esse novo esp\u00edrito que contrariava abertamente tudo o que Cor\u00e7\u00e3o nos havia ensinado ao longo de tantos anos.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Para defender a honra do fundador da Perman\u00eancia, meu pai, Julio Fleichman, que dirigiu a Revista Perman\u00eancia de 1969 at\u00e9 sua extin\u00e7\u00e3o, em 1990, publicou um n\u00famero especial da revista que trazia na capa um t\u00edtulo: \u201cO Pensamento de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o\u201d. Composto por artigos onde a pena do g\u00eanio das nossas letras estava a servi\u00e7o da verdade cat\u00f3lica, este n\u00famero da revista provava que Gustavo Cor\u00e7\u00e3o tinha um pensamento muito definido sobre os desmandos do Conc\u00edlio Vaticano II, que trouxe para dentro da Igreja os princ\u00edpios da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, de 1789[fn]\u00c9 j\u00e1 bem conhecida a frase de Yves Congar: \u201cVaticano II foi uma verdadeira Revolu\u00e7\u00e3o na Igreja\u201d, ou a frase do Cardeal Suenens: \u201cVaticano II foi 1789 dentro da Igreja\u201d.[\/fn]. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ap\u00f3s d\u00e9cadas de esquecimento completo, eis que surgem, aqui e ali, estudos e teses sobre a obra de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Deveria ser, para n\u00f3s, herdeiros do seu pensamento e do seu combate pela f\u00e9, motivo de alegria. Mas a maioria desses trabalhos segue essa linha da falsifica\u00e7\u00e3o, vergonhosa e inaceit\u00e1vel.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">A <em>Editora Global<\/em> publicou, tamb\u00e9m em 2010, uma cole\u00e7\u00e3o de artigos de jornal, sob a responsabilidade do sr. Luiz Paulo Horta[fn]Cor\u00e7\u00e3o, Gustavo, Cole\u00e7\u00e3o Melhores Cr\u00f4nicas, Ed. Global, 2010.[\/fn]. Poder\u00edamos assinalar certas falhas na sele\u00e7\u00e3o do que este senhor considera \u201cmelhor\u201d dos escritos do mestre, mas v\u00e1 l\u00e1, que sejam esses os seus preferidos. Pior \u00e9 ter ele demonstrado, no seu pref\u00e1cio, que n\u00e3o gosta de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Na mesma linha de Marta Braga, Horta esquarteja o cad\u00e1ver de Cor\u00e7\u00e3o criando um homem dividido e vacilante. Inventa uma \u201cbalan\u00e7a\u201d na qual o pensamento do autor oscilaria entre as cr\u00edticas a Vaticano II e as obras importantes do in\u00edcio de sua carreira liter\u00e1ria. Segue uma tentativa de cristalizar a amizade com Alceu Amoroso Lima[fn]Alceu foi presidente do Centro Dom Vital e Cor\u00e7\u00e3o era vice-presidente e diretor da revista A Ordem.[\/fn]. Na realidade, esta amizade foi drasticamente abalada quando Cor\u00e7\u00e3o deixou o Centro Dom Vital devido \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es marxistas do presidente. Nessa altura do pref\u00e1cio, Luiz Paulo Horta j\u00e1 abandonou Cor\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sorte, passando a tecer os maiores elogios a Alceu. Horta se entusiasma tanto com Trist\u00e3o de Athayde[fn]Pseud\u00f4nimo de Alceu Amoroso Lima.[\/fn] que seu pref\u00e1cio caberia muito bem num livro deste, jamais num livro de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o: \u201c<em>No nosso cen\u00e1rio brasileiro, Alceu Amoroso Lima empunhou decididamente a bandeira dos \u201cotimistas\u201d. E, desde ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil achar quem ainda sustente a tese de que Vaticano II foi uma amea\u00e7a aos alicerces da Igreja<\/em>[fn]Idem, pag. 9.[\/fn]<em>\u201d<\/em>. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ora, se Luiz Paulo Horta tivesse um m\u00ednimo de honestidade intelectual, seria obrigado a mostrar que Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, esse mesmo Cor\u00e7\u00e3o que ele pretensamente quer elogiar, manteve at\u00e9 o fim de sua vida a evid\u00eancia (n\u00e3o a tese) de que Vaticano II foi uma amea\u00e7a aos alicerces da Igreja. No momento em que diversas obras de bispos e prelados de Roma s\u00e3o publicadas com ferozes cr\u00edticas a Vaticano II, o sr. Horta d\u00e1 provas de um impressionante atraso nos conhecimentos da vida da Igreja[fn]Citemos a t\u00edtulo de exemplo, Gherardini, Mons. Brunero, Concilio Ecumenico Vaticano II, um discorso da fare, Casa Mariana Editrice, It\u00e1lia, 2009.[\/fn]. A parte final do pref\u00e1cio \u00e9 t\u00e3o agressiva contra Gustavo Cor\u00e7\u00e3o que mereceria um pedido de explica\u00e7\u00f5es: \u201c<em>Cor\u00e7\u00e3o podia passar ao <u>ataque pessoal<\/u> com uma <u>virul\u00eancia<\/u> que n\u00e3o conhecia medidas, e ser eventualmente <u>injusto<\/u> e at\u00e9 <u>cruel<\/u>\u201d<\/em>. Em uma linha o sr. Horta consegue uma proeza de grosseria contra aquele mesmo que ele deveria elogiar. Mas n\u00e3o p\u00e1ra a\u00ed. Depois de atingir covardemente a Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, demonstrar\u00e1 todo o desprezo por suas id\u00e9ias, apoiado no fato de que a espada de Cor\u00e7\u00e3o repousa sobre o Altar do Sacrif\u00edcio, inerte e inofensiva, silenciada por sua morte: \u201c<em>Em seus \u00faltimos tempos estava perigosamente pr\u00f3ximo do bispo cism\u00e1tico Marcel Lefebvre, enquanto no plano pol\u00edtico manifestava seu apoio ao regime militar brasileiro&#8230; Mas se diversas posi\u00e7\u00f5es do \u201cCor\u00e7\u00e3o de 1960\u201d n\u00e3o s\u00e3o mais recuper\u00e1veis&#8230;Como pessoa, o \u201c\u00faltimo Cor\u00e7\u00e3o\u201d conheceu uma fase de ensombrecimento&#8230;\u201d <\/em>E completa sua \u201ctese\u201d dizendo que o Cor\u00e7\u00e3o dessa \u00e9poca produzia artigos e livros que poucos leram, o que contraria o fato dos seus livros, at\u00e9 hoje, n\u00e3o pararem nas prateleiras dos sebos. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Quais s\u00e3o essas \u201c<em>posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o mais recuper\u00e1veis<\/em>\u201d? Suas cr\u00edticas \u00e0 missa de Paulo VI e sua defesa da missa tridentina? Ou sua defesa de Mons. Marcel Lefebvre? Ignora ele que Bento XVI \u201crecuperou\u201d, tanto com o Motu Proprio sobre a Missa Tridentina quanto com o levantamento das excomunh\u00f5es que pesavam injustamente sobre Mons. Lefevre e os quatro bispos, algumas dessas posi\u00e7\u00f5es do \u201c<em>Cor\u00e7\u00e3o de 1960\u201d<\/em>? Ensombrecida \u00e9 a intelig\u00eancia de Luiz Paulo Horta que d\u00e1 mostras de uma ignor\u00e2ncia colossal. Como \u00e9 f\u00e1cil criticar o pensamento de um morto, sem dar nenhum argumento de comprova\u00e7\u00e3o! Fica, pois, registrada a defesa da honra da mais l\u00facida intelig\u00eancia que o Brasil conheceu.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">*<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Marta Braga \u00e9 doutora em Hist\u00f3ria. Doutora por uma universidade espanhola. Traz no livro sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o seu curr\u00edculo pessoal. E faz bem de explicar aos seus leitores a autoridade que adquiriu ao longo dos anos de estudo. Esperamos que a autora compreenda que essa autoridade n\u00e3o \u00e9 isenta de responsabilidades e que seus leitores t\u00eam o direito de exigir dela escritos dignos dos t\u00edtulos que ostenta.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">N\u00e3o somente por seus estudos e por sua tese sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m por todo o envolvimento de sua fam\u00edlia com o grande defensor da f\u00e9 cat\u00f3lica, acredito na sinceridade do seu gosto em ler e estudar Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Infelizmente, ao longo da obra, veremos a bi\u00f3grafa deixar de lado as exig\u00eancias cient\u00edficas do seu of\u00edcio, em favor de sentimentos familiares. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Pretende demonstrar \u201c<em>o g\u00eanio total de Cor\u00e7\u00e3o\u201d, <\/em>de ter dele \u201c<em>uma imagem inteira<\/em>[fn]Braga, Marta, Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, Quadrante, 2010, Pref\u00e1cio.[\/fn]<em>\u201d<\/em>. Mas considera que o redescobrimento de Cor\u00e7\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o de seu lugar singular na nossa hist\u00f3ria cultural, deve basear-se no \u201c<em>florescimento do Conc\u00edlio Vaticano II a partir dos grandes pontificados de Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI\u201d<\/em> [fn]Idem.[\/fn]. Isso significa que o ponto de partida do seu estudo j\u00e1 falsifica os dados da quest\u00e3o que a autora pretende apresentar, visto que Gustavo Cor\u00e7\u00e3o n\u00e3o via, de modo algum, o Conc\u00edlio ter \u201cflorescido\u201d, assim como jamais diria que Paulo VI tenha sido um grande papa. A autora pode discordar de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o lhe \u00e9 l\u00edcito forjar um Cor\u00e7\u00e3o a partir das suas pr\u00f3prias id\u00e9ias. Eis algumas pinceladas de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o falando do Conc\u00edlio Vaticano II:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>O que vimos com estupor que at\u00e9 agora n\u00e3o se dissipou, foi o espet\u00e1culo de toda uma tentativa de secularizar a Igreja em lugar da esperada cristianiza\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo. E esse empreendimento sinistro foi realizado por gente da Igreja, por membros do Conc\u00edlio<\/em>\u201d [fn]A esperada renova\u00e7\u00e3o&nbsp;&#8211;&nbsp;O Globo,&nbsp;1\/4\/1978[\/fn].<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>A primeira coisa que os bispos fizeram foi a de declarar que aquilo n\u00e3o era um Concilio para valer. N\u00e3o era um Concilio para definir coisa nenhuma. N\u00e3o era um Concilio dogm\u00e1tico, e, portanto, n\u00e3o era uma reuni\u00e3o eclesial do magist\u00e9rio extraordin\u00e1rio da Igreja, que para ser magist\u00e9rio extraordin\u00e1rio da Igreja tem, como condi\u00e7\u00e3o essencial, de se colocar sob a prote\u00e7\u00e3o, a sombra ou a luz da infalibilidade da Igreja e da inspira\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia para isso, em especial do Divino Esp\u00edrito Santo<\/em>\u201d [fn]Aula gravada de 26\/8\/1974.[\/fn].<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">E sobre Paulo VI:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>E o papa que n\u00e3o p\u00f5e o problema da Santidade em primeiro lugar \u00e9 o mais triste papa&#8230; No seu interesse apaixonado, \u00e9 (ele) puramente carnal; n\u00e3o digo que ele ande com mulheres, n\u00e3o \u2013 isto eu n\u00e3o sei \u2013 mas o carnal e o temporal do interesse de Paulo VI \u00e9 publicado nos jornais todos os dias, e nas suas alocuc\u00f5es. \u00c9 ele mesmo quem estridentemente anuncia que se interessa muito pelas coisas do mundo<\/em>\u201d [fn]Aula gravada de 6\/10\/1975.[\/fn].<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Antes de entrarmos nos cap\u00edtulos do livro, n\u00e3o posso deixar de assinalar outro detalhe do procedimento profissional da autora: as fontes de onde tirou os dados da sua pesquisa. Marta Braga nos fornece uma vasta lista de pessoas com quem conversou, que lhe forneceram todo tipo de informa\u00e7\u00e3o sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Todas elas fazem parte de uma linha de pensamento espec\u00edfico, pensamento conservador, mas que aceitaram pacificamente as dr\u00e1sticas mudan\u00e7as de Vaticano II. N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m ali que fa\u00e7a parte dos amigos de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o que o acompanharam at\u00e9 o fim no seu posicionamento cr\u00edtico aos erros do Conc\u00edlio Vaticano II e aos esc\u00e2ndalos produzidos por bispos, e mesmo pelos papas desses \u00faltimos tempos. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">N\u00e3o digo que ela devesse ter a coragem de conversar com um Julio Fleichman, isso talvez fosse pedir demais! Mas ao desprezar e deixar de lado pessoas de sua pr\u00f3pria fam\u00edlia, ficou clara sua inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o querer entender as raz\u00f5es profundas que levaram Cor\u00e7\u00e3o ao seu combate final. Com isso, do ponto de vista cient\u00edfico, hist\u00f3rico, o livro da doutora em hist\u00f3ria perde for\u00e7a, por n\u00e3o contemplar todos os dados da vida do seu personagem. Sua argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que fraca, \u00e9 tendenciosa. Com isso, Marta Braga selou o destino da sua obra. O Gustavo Cor\u00e7\u00e3o que ela retrata \u00e9 o ideal que ela mesma concebeu, que ela gostaria que ele tivesse sido, mas que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade da vida do pensador.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">O livro come\u00e7a com a narrativa da inf\u00e2ncia e forma\u00e7\u00e3o de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Saborosos momentos para qualquer dos seus admiradores e disc\u00edpulos. Tirando o fato da autora insistir no \u201chumanismo\u201d de Cor\u00e7\u00e3o, sua vida \u00e9 relatada de modo correto. Claro est\u00e1 que em parte da sua vida, Gustavo Cor\u00e7\u00e3o iludiu-se com o pensamento humanista de Jacques Maritain. Mas esbarramos aqui no primeiro obst\u00e1culo causado pela parcialidade da autora. Ao negar ao leitor a compreens\u00e3o mais profunda do que Cor\u00e7\u00e3o pensava sobre o humanismo ou sobre a Democracia, deixa a falsa impress\u00e3o de que Gustavo Cor\u00e7\u00e3o foi, at\u00e9 o fim da sua vida, um humanista. Na p\u00e1gina 44, ao tratar do Humanismo Integral, de Jacques Maritain, a autora afirma: <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Posteriormente, o Conc\u00edlio Vaticano II e sobretudo o pontificado de Jo\u00e3o Paulo II confirmariam a import\u00e2ncia urgente da busca desse humanismo crist\u00e3o. A convers\u00e3o de Cor\u00e7\u00e3o respondeu aos seus anseios humanistas<\/em>\u201d. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">N\u00e3o me parece honesto apresentar um Cor\u00e7\u00e3o ligado a uma doutrina que ele combateu com todo o seu vigor. Na realidade, ela, a autora, \u00e9 quem admira exageradamente o humanismo de Jacques Maritain, e fica o tempo todo empurrando Cor\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o desse humanismo. Fa\u00e7a, leitor, um pequeno exerc\u00edcio: busque nos cap\u00edtulos 4, 5, 6 e 7, quantas vezes a autora fala em <em>humanismo, pessoa humana, <\/em>afirmando ser Cor\u00e7\u00e3o um <em>humanista<\/em>. Eu contei 12 vezes. Em muitas dessas, Marta Braga traz alguma cita\u00e7\u00e3o de Cor\u00e7\u00e3o para comprovar suas afirma\u00e7\u00f5es. Em nenhuma dessas cita\u00e7\u00f5es Cor\u00e7\u00e3o usa o termo <em>humanismo, humanista, pessoa humana<\/em>. Ora, \u00e9 preciso afirmar com for\u00e7a que Gustavo Cor\u00e7\u00e3o jamais embarcou nesse humanismo, mesmo quando ainda admirava Maritain. Desde <em>A Descoberta do Outro<\/em>, ou seja, j\u00e1 em seu primeiro livro, Cor\u00e7\u00e3o olhava para a frente, para o alto, buscava no homem a Semelhan\u00e7a divina. Tudo em Cor\u00e7\u00e3o \u00e9 iluminado pela vida da gra\u00e7a, pela luz sobrenatural. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Curiosamente, depois de pretender assimilar o pensamento de Cor\u00e7\u00e3o ao propalado <em>humanismo crist\u00e3o<\/em>, sem perceber que a ess\u00eancia do pensamento dele \u00e9 a vida crist\u00e3, sobrenatural e sacramental, Marta aborda a vis\u00e3o objetiva que nosso autor tinha das realidades. Ali, no cap\u00edtulo 6, <em>O Prisioneiro de Deus<\/em>, na p\u00e1gina 58 e 59, ela, enfim, deixa de lado a bobagem personalista de Maritain e mergulha no verdadeiro e genial mundo de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Sinto mesmo um al\u00edvio, num texto que nunca desejaria ter escrito, mas que me foi imposto para a defesa do verdadeiro pensamento de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, em trazer algum elogio, em saborear o que h\u00e1 de mais elevado, l\u00facido e belo em nossas letras. E sinto muita pena que a autora n\u00e3o tenha percebido o tamanho da montanha que separa este Cor\u00e7\u00e3o, original e genial, do pretendido humanismo que ele nunca aceitou. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Eis, ent\u00e3o, a realidade do pensamento de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o sobre o humanismo:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Um novo humanismo foi anunciado na Gaudium et Spes. Um documento conciliar que nos anuncia que n\u00f3s estamos diante de um novo humanismo, em que os homens, todos n\u00f3s, seremos julgados pelo pr\u00f3ximo e pela Hist\u00f3ria. Isto est\u00e1 dito com todas as letras na Gaudium et Spes, artigo 55, e \u00e9 uma blasf\u00eamia que ficou gravada e que hoje est\u00e1 encadernada e posta como documento da Igreja<\/em>[fn]Aula gravada em 16\/6\/1975[\/fn].<em>\u201d<\/em> <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201cO que nos apavora e nos entristece no quadro moderno \u00e9 a invers\u00e3o de todas as ordens de valores, \u00e9 o envenenamento desse progresso consentido por Deus para que o homem se encha e se farte com as obras de seu orgulho. E o resultado de toda uma civiliza\u00e7\u00e3o mais humanista, j\u00e1 se v\u00ea na deteriora\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria obra temporal t\u00e3o glorificada\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\"> [fn]A Descoberta do Homem, <em>O Globo, 13\/5\/1976.[\/fn].<\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Em artigos recentes, mais de uma vez, aludimos ao fen\u00f4meno da exalta\u00e7\u00e3o do homem que, ultrapassando a natural e aceit\u00e1vel glorifica\u00e7\u00e3o da bela natureza racional, colocada logo abaixo dos anjos, chega a formar um humanismo que pretende dar o tom de uma civiliza\u00e7\u00e3o em lugar do cristianismo<\/em>[fn]Homens sem mulher, <em>O Globo<\/em>, 29\/1\/1976.[\/fn]<em>.<\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Antes de prosseguir, paro um instante. Neste intermezzo passo vagarosamente as p\u00e1ginas do livro, nas an\u00e1lises que a autora tece sobre os diversos livros escritos por Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Ia eu passar direto ao \u00faltimo cap\u00edtulo, quando deparei-me com o final da an\u00e1lise sobre <em>Dois Amores Duas Cidades<\/em>[fn]Cor\u00e7\u00e3o, Gustavo, Dois Amores Duas Cidades, Agir, 1967, dois tomos.[\/fn]<em>.<\/em> <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Nos nossos tempos de transi\u00e7\u00e3o, de traumas e de perplexidades, e num par\u00e1grafo que bem poderia ter sido escrito anos mais tarde e cuja mensagem est\u00e1 em estreita conex\u00e3o com as palavras de Jo\u00e3o Paulo II sobre a nova civiliza\u00e7\u00e3o do amor, Cor\u00e7\u00e3o conclui a sua obra<\/em>\u201d [fn]Braga, Marta, Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, Quadrante, 2010, pag. 122, 123.[\/fn].<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Me impressiona ainda a teimosia dessa senhora de tentar assimilar a obra de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o ou seu pensamento, com qualquer aspecto da obra dos papas deste \u00faltimo Conc\u00edlio. Marta Braga n\u00e3o pode ser ing\u00eanua a ponto de ignorar que Cor\u00e7\u00e3o protestaria com mais essa falsidade. <em>Civiliza\u00e7\u00e3o do amor<\/em>? Eis o que Cor\u00e7\u00e3o pensava sobre ela: <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Em nome de um otimismo confiante nos recursos humanos, na ida \u00e0 Lua, e nos transplantes de cora\u00e7\u00f5es logo rejeitados, em nome de um novo humanismo que ousa dar o qualificativo de <\/em>novo<em> ao capricho inconstante dos homens, em nome do nada e da vaidade das vaidades, persegui\u00e7\u00e3o de vento, o caudal de erros se alargou neste estu\u00e1rio de disparates que inunda o mundo e produz na Igreja devasta\u00e7\u00f5es incalcul\u00e1veis. Que nome daremos ao mal deste s\u00e9culo?<br \/>\nEste: DESESPERAN\u00c7A. <\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ei-lo, o mal de nosso tormentoso e turbulento s\u00e9culo que ousou horizontalizar as promessas de Deus transformadas em promessas humanas. Que ousou tentar a seculariza\u00e7\u00e3o do Reino de Deus que n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Ei-los os escavadores do nada a construir em baixo-relevo, <\/span><\/em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">en creux<em>, a nova torre de Babel. Esperantes \u00e0s avessas, eles querem fazer revolu\u00e7\u00f5es niilistas, querem voltar ao zero, querem destruir, querem contestar, rejeitar, querem niilizar. E se chamam &#8220;progressistas&#8221;. <\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">No s\u00e9culo anterior as agress\u00f5es e trai\u00e7\u00f5es convergiram contra a F\u00e9, como se viu na crise modernista que S\u00e3o Pio X represou.<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em>&nbsp;<\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Tremo de pensar que o pr\u00f3ximo s\u00e9culo ser\u00e1 o do DESAMOR<\/span><\/em><\/strong><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">. <\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">\n<em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Perguntando ao mar, \u00e0s \u00e1rvores, ao vento, o que querem esses homens que se agitam e meditam coisas v\u00e3s, parece-me ouvir uma resposta de pesadelo. Eles querem produzir uma sinarquia, uma esp\u00e9cie de unanimidade, uma esp\u00e9cie terr\u00edvel de paz e bem-estar. Qual?<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">&nbsp;<br \/>\nQuerem chegar ao PECADO TERMINAL\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">[fn]Cor\u00e7\u00e3o, Gustavo, O S\u00e9culo do Nada, Ed. Record, 1973, pag. 435.[\/fn].<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Al\u00e9m disso, apesar da beleza l\u00edrica da cita\u00e7\u00e3o das \u00faltimas p\u00e1ginas de <em>Dois Amores Duas Cidades<\/em>, n\u00e3o poderia ter escapado \u00e0 historiadora as palavras do pr\u00f3prio Cor\u00e7\u00e3o sobre este livro, especialmente sobre este ep\u00edlogo que ele chamou de <em>Inconclus\u00e3o<\/em>, justamente por ter percebido que algo ficara mal explicado. Por que raz\u00e3o a doutora Marta Braga n\u00e3o pesquisou este dado essencial para se compreender o pensamento do autor? Ei-lo:<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Na \u00e9poca em que escrevi <\/em>Dois Amores&nbsp;Duas Cidades<em> n\u00e3o tive clara consci\u00eancia de estar escrevendo um livro oposto ao <\/em>Humanismo Integral<em> de Maritain. Hoje a evid\u00eancia \u00e9 solar e dolorosa. Maritain, dizendo em seu Avant-Propos, que coloca sua obra no plano da filosofia pr\u00e1tica, na verdade despoja a mat\u00e9ria tratada de toda a seiva M\u00edstica e teol\u00f3gica, e com isto tenta afirmar a praticabilidade de um mundo que se afastou de Deus gra\u00e7as a um humanismo que \u00e9 o pseud\u00f4nimo do grande pecado desta civiliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3stata. Em muitos pontos nossas obras se op\u00f5em, porque n\u00e3o fa\u00e7o outra coisa todos os dias, sen\u00e3o reafirmar minha confian\u00e7a no cristianismo dos Santos, dos santos papas, santos doutores, santos m\u00e1rtires \u2014 no cristianismo de Jesus, Maria e Jos\u00e9.<\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Perguntei acima por que a bi\u00f3grafa n\u00e3o foi em busca do real pensamento do autor. A resposta \u00e9 aquela concep\u00e7\u00e3o tendenciosa que j\u00e1 citei, a id\u00e9ia pr\u00e9-concebida de modificar o pensamento de Cor\u00e7\u00e3o, reduzindo-o ao que ela mesma pensa e gostaria que Cor\u00e7\u00e3o pensasse. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u00c9 por isso que Marta Braga chama Gustavo Cor\u00e7\u00e3o de velho! Velho e manipulado! Agora, vejam se \u00e9 poss\u00edvel crer que o homem que escreveu a p\u00e1gina do <em>S\u00e9culo do Nada<\/em> citada acima, tenha sido manipulado por seus disc\u00edpulos (ou seria, senhora, por um s\u00f3?). <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ao longo de toda a obra, a tendenciosa historiadora, sempre que toca no assunto dos dez \u00faltimos anos de vida de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, martela impiedosamente: ficou velho, sa\u00fade fraca, manipulado. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>A d\u00e9cada de 1970 \u00e9 a \u00faltima da vida do grande mestre. Ele aqui j\u00e1 est\u00e1 adiantado em idade e (&#8230;) concentra-se no seu desgosto com a terr\u00edvel crise na Igreja p\u00f3s-conciliar. \u00c9 um Cor\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o brilhante e certamente muito mais sentimental\u201d<\/em> [fn]Braga, Marta, Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, Quadrante, 2010, pag. 51.[\/fn]<em>. <\/em><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em>&nbsp;<\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201cCor\u00e7\u00e3o, embora na velhice tenha tido simpatias tradicionalistas religiosas por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias e da m\u00e1 orienta\u00e7\u00e3o de companheiros, apresentou etc.\u201d <\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ser\u00e1 que ela n\u00e3o percebe que rouba de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o um peda\u00e7o substancial da sua grandeza? Diminui sua capacidade intelectual, transforma-o num velho gag\u00e1, a ponto de ter toda aquela firmeza de car\u00e1ter e da intelig\u00eancia virado p\u00f3!<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">N\u00e3o posso deixar de ver no \u00faltimo cap\u00edtulo, chamado <em>Tempos de Crise<\/em>, uma engana\u00e7\u00e3o que beira o cinismo. Come\u00e7a eliminando as cita\u00e7\u00f5es do autor, de modo que suas afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser confirmadas por textos de Cor\u00e7\u00e3o. As \u00fanicas cita\u00e7\u00f5es, curiosamente, s\u00e3o de um artigo da revista <em>A Ordem<\/em>, datado de 1957! Os arquivos do jornal <em>O Globo <\/em>conservam centenas de seus artigos dessa d\u00e9cada, mas a historiadora os ignora, todos!, como ignora o <em>S\u00e9culo do Nada<\/em>, afirmando, sem provas, que tratava-se de um Cor\u00e7\u00e3o \u201csentimental\u201d e \u201cn\u00e3o t\u00e3o brilhante\u201d. <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Na p\u00e1gina 133 do seu triste livro, afirma: <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">\u201c<em>Nunca deixou de defender o humanismo crist\u00e3o <\/em>[vimos que isso n\u00e3o \u00e9 verdade]. <em>Mas, no seu <strong>desgosto de velho<\/strong> julgou ter-se equivocado na pr\u00e1tica<\/em>\u201d. \u00c9 muito f\u00e1cil afirmar sem provas tais aberra\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do mais, porque teria ele julgado ter-se equivocado apenas na \u201cpr\u00e1tica\u201d? De onde tirou isso? Onde o autor Gustavo Cor\u00e7\u00e3o escreveu ou disse ter-se equivocado s\u00f3 na pr\u00e1tica? Quantos artigos de Cor\u00e7\u00e3o, sobre a filosofia humanista, sobre democracia, sobre Maritain e sua nefasta obra, devo eu transcrever aqui[fn]<em>Uma id\u00e9ia que se imp\u00f5e, O Globo,<\/em>24\/1\/1976; <em>A descoberta do homem, O Globo, 13\/5\/1976; As alternativas do homem, O Globo, 8\/5\/1976; Democracia, Jornal do Brasil, 8\/8\/1970<\/em> e tantos outros.[\/fn]? <\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Al\u00e9m de velho, outra sa\u00edda encontrada pela autora para eliminar o Cor\u00e7\u00e3o que a incomoda \u00e9 dizer que era um convertido, logo seria necessariamente \u201capaixonado\u201d, \u201cimpulsivo\u201d. Engana-se Marta Braga ao atribuir alguma mudan\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o da Revista Perman\u00eancia ao fato do seu fundador e mestre ter-se dedicado mais \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do <em>O S\u00e9culo do Nada<\/em>. Ao contr\u00e1rio! Cor\u00e7\u00e3o afirma jamais ter estudado tanto como nessa \u00e9poca em que escreveu seu \u00faltimo livro, justamente por ter percebido, com <em>Dois Amores Duas Cidades,<\/em> que algo de estranho acontecia. Esse estudo era acompanhado por seus alunos e disc\u00edpulos, na conviv\u00eancia semanal, nas aulas das segundas-feiras, quando o mestre transmitia suas descobertas sobre a hist\u00f3ria recente da Fran\u00e7a, sobre a vida da Igreja, sobre o Conc\u00edlio, al\u00e9m das suas conclus\u00f5es que aparecer\u00e3o depois no livro. Todo o movimento de aprendizado, de orienta\u00e7\u00e3o, era do gigante para as formiguinhas, do mestre para os alunos. A afirma\u00e7\u00e3o da senhora Marta Braga \u00e9 falsa e injuriosa, exprime uma realidade que ela s\u00f3 ouviu da boca daqueles que n\u00e3o seguiram o pensamento do mestre, preferindo seguir outros caminhos.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Como afirmei no in\u00edcio, os dez \u00faltimos anos da vida de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o correspondem \u00e0s evid\u00eancias de que a crise da Igreja fora causada pelo Conc\u00edlio, pelos papas do Conc\u00edlio, que provocaram uma crise de identidade tal, que j\u00e1 n\u00e3o se pode afirmar quem ainda guarda a f\u00e9 sobrenatural. Dentro desta realidade, Gustavo Cor\u00e7\u00e3o defendeu diversas vezes a honra de Mons. Lefebvre e n\u00e3o teve medo de se expor para dizer a verdade sobre o bispo de Ec\u00f4ne. Freq\u00fcentou com seus amigos da Perman\u00eancia, enquanto viveu, a Missa Tridentina, fugiu com todas as for\u00e7as da missa de Paulo VI, que criticou duramente, teologicamente, tanto em artigos de jornais como em aulas gravadas que conservamos piedosamente como um tesouro de sabedoria e de doutrina.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:10pt\">Ficamos profundamente tristes com a publica\u00e7\u00e3o dessas Falsas Li\u00e7\u00f5es de Gustavo Cor\u00e7\u00e3o. Teria sido melhor para a honra do maior escritor do s\u00e9culo XX no Brasil, que seu nome continuasse esquecido, do que aparecer manipulado por pessoas muito jovens e que n\u00e3o tiveram a honestidade intelectual de mostrar Gustavo Cor\u00e7\u00e3o como ele realmente era.<\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB &nbsp; Quando escrevi o pref\u00e1cio ao livro O Pensamento de Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, procurei denunciar a falsifica\u00e7\u00e3o que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda refer\u00eancia aos textos do grande bispo, com data a partir da d\u00e9cada de 1970.&nbsp;Nesta \u00e9poca tornaram-se mais claras as causas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","entry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp;Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB &nbsp; Quando escrevi o pref\u00e1cio ao livro O Pensamento de Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, procurei denunciar a falsifica\u00e7\u00e3o que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda refer\u00eancia aos textos do grande bispo, com data a partir da d\u00e9cada de 1970.&nbsp;Nesta \u00e9poca tornaram-se mais claras as causas [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"DevPermanencia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-01-16T15:34:59+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"23 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f\"},\"headline\":\"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2011-01-16T15:34:59+00:00\",\"dateModified\":\"2011-01-16T15:34:59+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\"},\"wordCount\":4620,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Uncategorized\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\",\"name\":\"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-01-16T15:34:59+00:00\",\"dateModified\":\"2011-01-16T15:34:59+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\",\"name\":\"DevPermanencia\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\",\"name\":\"DevPermanencia\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg\",\"width\":514,\"height\":79,\"caption\":\"DevPermanencia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\"],\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","og_description":"&nbsp;Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB &nbsp; Quando escrevi o pref\u00e1cio ao livro O Pensamento de Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, procurei denunciar a falsifica\u00e7\u00e3o que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda refer\u00eancia aos textos do grande bispo, com data a partir da d\u00e9cada de 1970.&nbsp;Nesta \u00e9poca tornaram-se mais claras as causas [&hellip;]","og_url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224","og_site_name":"DevPermanencia","article_published_time":"2011-01-16T15:34:59+00:00","author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"23 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f"},"headline":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o","datePublished":"2011-01-16T15:34:59+00:00","dateModified":"2011-01-16T15:34:59+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224"},"wordCount":4620,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization"},"articleSection":["Uncategorized"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224","name":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website"},"datePublished":"2011-01-16T15:34:59+00:00","dateModified":"2011-01-16T15:34:59+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=224#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Falsas Li\u00e7\u00f5es sobre Gustavo Cor\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/","name":"DevPermanencia","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization","name":"DevPermanencia","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg","contentUrl":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg","width":514,"height":79,"caption":"DevPermanencia"},"image":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/dev.permanencia.org.br"],"url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?author=1"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}