{"id":227,"date":"2011-10-27T11:48:52","date_gmt":"2011-10-27T13:48:52","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=227"},"modified":"2011-10-27T11:48:52","modified_gmt":"2011-10-27T13:48:52","slug":"carta-ao-sumo-pontifice-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=227","title":{"rendered":"Carta ao Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Quando os nossos leitores abrirem esta carta para ler, a cidade de Assis estar\u00e1 sendo palco de mais um \u201catentado terrorista\u201d contra a f\u00e9 cat\u00f3lica. Mais uma vez a Igreja Cat\u00f3lica estar\u00e1 achatada e humilhada, quando seus principais hierarcas, usando indevidamente o seu nome, abusando do poder que lhes foi confiado pelo Divino Esp\u00edrito Santo, ao inv\u00e9s de pregar e defender a f\u00e9, estar\u00e3o pactuando com o erro, com a heresia, com as falsas religi\u00f5es. J\u00e1 publicamos neste dossi\u00ea sobre Assis 2002 as passagens da Enc\u00edclica <\/span><\/em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Mortalium Animos<em>, do Papa Pio XI, que condena toda e qualquer reuni\u00e3o ecum\u00eanica. Cabe explicitar a raz\u00e3o principal dada pelo Papa: s\u00f3 a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 divinamente Revelada por Deus. Todas as demais religi\u00f5es s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es humanas que podem servir para exprimir um sentimento natural de religiosidade, mas nunca poder\u00e3o representar a vontade divina e seus ensinamentos infal\u00edveis. \u00c9 assim rebaixar a Igreja Cat\u00f3lica lev\u00e1-la a se juntar com as falsas religi\u00f5es. Para mostrar o quanto o ecumenismo atual, pregado por Vaticano II e pelo \u201cEsp\u00edrito de Assis\u201d, \u00e9 falso e condenado pela Igreja, publicamos hoje esta carta, editada em 1985 pelo jornal franc\u00eas \u201c<\/em>Courrier de Rome<em>\u201d (n\u00ba 66) e retomada pelo Boletim da Fraternidade S\u00e3o Pio X na Internet (DICI n\u00ba 38). Esta carta \u00e9 dirigida ao Papa Jo\u00e3o Paulo II e rebate suas afirma\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas com cita\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es da doutrina cat\u00f3lica.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/span><span style=\"font-size:small\"><span style=\"font-family:verdana\"><em><a href=\"http:\/\/www.permanencia.org.br\/drupal\/node\/2809\">LEIA A CONTINUA\u00c7\u00c3O<\/a><\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Quando os nossos leitores abrirem esta carta para ler, a cidade de Assis estar\u00e1 sendo palco de mais um \u201catentado terrorista\u201d contra a f\u00e9 cat\u00f3lica. Mais uma vez a Igreja Cat\u00f3lica estar\u00e1 achatada e humilhada, quando seus principais hierarcas, usando indevidamente o seu nome, abusando do poder que lhes foi confiado pelo Divino Esp\u00edrito Santo, ao inv\u00e9s de pregar e defender a f\u00e9, estar\u00e3o pactuando com o erro, com a heresia, com as falsas religi\u00f5es. J\u00e1 publicamos neste dossi\u00ea sobre Assis 2002 as passagens da Enc\u00edclica <\/span><\/em><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Mortalium Animos<em>, do Papa Pio XI, que condena toda e qualquer reuni\u00e3o ecum\u00eanica. Cabe explicitar a raz\u00e3o principal dada pelo Papa: s\u00f3 a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 divinamente Revelada por Deus. Todas as demais religi\u00f5es s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es humanas que podem servir para exprimir um sentimento natural de religiosidade, mas nunca poder\u00e3o representar a vontade divina e seus ensinamentos infal\u00edveis. \u00c9 assim rebaixar a Igreja Cat\u00f3lica lev\u00e1-la a se juntar com as falsas religi\u00f5es. Para mostrar o quanto o ecumenismo atual, pregado por Vaticano II e pelo \u201cEsp\u00edrito de Assis\u201d, \u00e9 falso e condenado pela Igreja, publicamos hoje esta carta, editada em 1985 pelo jornal franc\u00eas \u201c<\/em>Courrier de Rome<em>\u201d (n\u00ba 66) e retomada pelo Boletim da Fraternidade S\u00e3o Pio X na Internet (DICI n\u00ba 38). Esta carta \u00e9 dirigida ao Papa Jo\u00e3o Paulo II e rebate suas afirma\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas com cita\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es da doutrina cat\u00f3lica.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/span><span style=\"font-size:small\"><span style=\"font-family:verdana\"><em><a href=\"http:\/\/www.permanencia.org.br\/drupal\/node\/2809\">LEIA A CONTINUA\u00c7\u00c3O<\/a><\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--break--><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Sant\u00edssimo Padre,<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Tudo o que acontece de impr\u00f3prio durante as vossas viagens nos enche de amargura. No passado j\u00e1 assinalamos um epis\u00f3dio que ultrapassava os limites do toler\u00e1vel, atribuindo a responsabilidade dele \u00e0 vossa comitiva, \u00e0 qual caberia o zelo de impedir tudo o que n\u00e3o condissesse com a vossa suprema dignidade de Vig\u00e1rio de Cristo. Mas por ocasi\u00e3o da vossa \u00faltima viagem \u00e0 \u00c1frica foram as vossas pr\u00f3prias palavras e atos o que nos encheu de estupor e de consterna\u00e7\u00e3o. Referimo-nos aqui ao discurso que haveis dirigido aos jovens mu\u00e7ulmanos em Casablanca (cf. Obsservatore Romano de 21 de agosto de 1985, p\u00e1gina 5: Um encontro no esp\u00edrito do Conc\u00edlio Vaticano II), \u00e0 vossa prece na \u201cfloresta sagrada\u201d de Lom\u00e9, e aos gestos que fizestes em Kara e Togoville (cf. Osservatore Romano de 11 de agosto de 1985, p\u00e1gina 5: Uma prece na \u201cfloresta sagrada\u201d). <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Sant\u00edssimo Padre, as vossas palavras ressoaram em toda a Igreja, e os vossos atos foram executados sob o olhar de toda a Igreja. \u00c9 por isso que consideramos dever nosso manifestar-Vos publicamente o nosso desacordo. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">1) V\u00f3s dissestes aos jovens mu\u00e7ulmanos: \u201cN\u00f3s cremos no mesmo Deus, no Deus \u00fanico, no Deus vivo.\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o, Sant\u00edssimo Padre, n\u00f3s, os cat\u00f3licos, n\u00e3o cremos no mesmo Deus que os mu\u00e7ulmanos. N\u00f3s cremos no Deus que se revelou plenamente em Jesus Cristo, enquanto os mu\u00e7ulmanos cr\u00eaem num Deus que se teria revelado plenamente por meio de Maom\u00e9. N\u00f3s cremos no Deus \u00fanico e trinit\u00e1rio, enquanto os mu\u00e7ulmanos rejeitam a Sant\u00edssima Trindade como a uma forma de polite\u00edsmo. N\u00f3s cremos no Deus cuja Segunda Pessoa encarnou em Nosso Senhor Jesus Cristo para nos remir, enquanto os mu\u00e7ulmanos rejeitam a Encarna\u00e7\u00e3o e negam a necessidade da Reden\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Assim, o Deus em que cr\u00eaem os mu\u00e7ulmanos n\u00e3o \u00e9 o mesmo Deus, \u201cPai de Nosso Senhor Jesus Cristo\u201d, em que cremos n\u00f3s, os cat\u00f3licos. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">2) V\u00f3s dissestes: \u201cPor seu lado, h\u00e1 vinte anos, por ocasi\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II, a Igreja empenhou-se, na pessoa dos seus bispos, ou dos seus superiores religiosos, em buscar estabelecer uma colabora\u00e7\u00e3o entre todos os crentes. Ela publicou um documento acerca do di\u00e1logo entre as religi\u00f5es (<em>Nostra aetate<\/em>). Ela afirma que todos os homens, e especialmente os homens de f\u00e9 viva, devem respeitar-se, superar toda a discrimina\u00e7\u00e3o, viver em conjunto, e servir a fraternidade universal.\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o, Sant\u00edssimo Padre, a Igreja de modo algum recebeu do seu divino Fundador a miss\u00e3o de promover a colabora\u00e7\u00e3o entre os que cr\u00eaem em qualquer divindade convidando todos a se respeitar mutuamente em suas diversas cren\u00e7as, ainda que falsas, com o objetivo de realizar uma \u201cfraternidade universal\u201d que n\u00e3o se poderia realizar sen\u00e3o no plano natural. O homem de modo algum foi criado por Deus para \u201cservir a fraternidade universal\u201d, mas para servir o verdadeiro Deus na verdadeira religi\u00e3o; a miss\u00e3o da Igreja \u00e9 pois levar aos homens, inclu\u00eddos os mu\u00e7ulmanos, o \u00fanico Evangelho da salva\u00e7\u00e3o, opondo a verdade revelada ao erro. Da aceita\u00e7\u00e3o desta verdade brota a fraternidade universal, \u00e9 fato, mas fraternidade sobrenatural que se funda na ado\u00e7\u00e3o como filhos de Deus pelo \u00fanico batismo. Ora, V\u00f3s tra\u00e7astes nitidamente no Conc\u00edlio uma linha de divis\u00e3o de \u00e1guas, o ponto de partida de um novo curso da Igreja. A partir do Conc\u00edlio, com efeito, a colabora\u00e7\u00e3o com os crist\u00e3os de outras religi\u00f5es (que n\u00e3o era desconhecida no passado, mas que n\u00e3o se praticava sen\u00e3o em circunst\u00e2ncias determinadas e em condi\u00e7\u00f5es precisas, a saber, quando era efetivamente boa e honesta e jamais em detrimento da f\u00e9) traduz-se \u2014 coisa que jamais sucedera \u2014pela ren\u00fancia a anunciar o evangelho, e pois \u00e0 miss\u00e3o em que se resume toda a raz\u00e3o de ser e de agir da Igreja. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">\u00c9 como se a \u201cfraternidade universal\u201d fosse o valor mais alto de todos, ao qual tudo se subordinasse e sacrificasse, at\u00e9 a Verdade mesma, quando, com efeito, a Verdade \u00e9 que \u00e9 o valor supremo, ao qual todos os demais valores se subordinam e, quando \u00e9 o caso, se sacrificam, inclu\u00edda a fraternidade humana. \u201cN\u00e3o julgueis que vim trazer a paz \u00e0 terra; n\u00e3o vim trazer a paz, mas a espada\u201d (Mt. 10, 34, cf. Lc. 12, 51).&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Em raz\u00e3o da liberdade humana e da natureza humana deca\u00edda, a Verdade separa para o tempo e para a eternidade os que a aceitam dos que a rejeitam. O pr\u00f3prio Cristo, sendo a Verdade, \u00e9 sinal de contradi\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito, por isso, p\u00f4-Lo de lado para \u201cviver em conjunto e servir a fraternidade universal\u201d; isto significaria fazer da Igreja Cat\u00f3lica, em nome do Conc\u00edlio Vaticano II, um duplo da ma\u00e7onaria. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">3) V\u00f3s dissestes: \u201cO testemunho da f\u00e9, que \u00e9 vital para n\u00f3s, e que n\u00e3o pode padecer de infidelidade nem de indiferen\u00e7a \u00e0 verdade, faz-se <em>no respeito<\/em> <em>\u00e0s outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas, porque cada homem tem de ser respeitado no que ele \u00e9 de fato e pelo que cr\u00ea na sua consci\u00eancia<\/em>\u201d. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o, Sant\u00edssimo Padre, o testemunho da f\u00e9 n\u00e3o pode conciliar-se com o respeito \u00e0s \u201coutras tradi\u00e7\u00f5es religiosas\u201d, pois esse respeito implica precisamente a infidelidade a Deus e a indiferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade. O respeito \u00e0s \u201coutras tradi\u00e7\u00f5es religiosas\u201d, que n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica Religi\u00e3o divinamente revelada, equivale ao respeito ao erro, e o erro n\u00e3o deve ser respeitado, mas combatido, porque \u00e9 contr\u00e1rio a Deus. <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">O homem n\u00e3o tem, portanto, o direito de esperar ser respeitado \u201cno que ele \u00e9 de fato e pelo que cr\u00ea na sua consci\u00eancia\u201d, pois isso equivale a exigir respeito at\u00e9 ao mal e ao erro. O homem deve ser respeitado pelo que Deus o chama a ser, e sua consci\u00eancia deve ser respeitada na medida em que adere \u00e0 verdade objetiva. \u201cSe, por\u00e9m, [teu irm\u00e3o] te n\u00e3o ouvir [&#8230;] dize-o \u00e0 Igreja. E, se n\u00e3o ouvir a Igreja, considera-o como um gentio e um publicano\u201d (Mt. 18, 15-17).<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">A caridade da Igreja, pautando-se pelo modelo da Divina Caridade, sempre distinguiu entre pecado e pecador, entre o erro e o que o comete, odiando \u201cde um \u00f3dio completo\u201d (Salmo 138, 23) o pecado e o erro como opostos a Deus e obst\u00e1culos \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o do homem, e amando o pecador e o extraviado n\u00e3o enquanto tal, mas enquanto ainda capaz de aderir \u00e0 Verdade e ao Bem (S. Tom\u00e1s II-II, q. 25, art. 6). Os condenados, com efeito, que perderam definitivamente tal capacidade, est\u00e3o definitivamente exclu\u00eddos desta Caridade.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">4) V\u00f3s dissestes aos jovens mu\u00e7ulmanos: \u201cA Igreja cat\u00f3lica olha com respeito e <em>reconhece a qualidade do vosso caminho religioso <\/em>(isto est\u00e1 em it\u00e1lico no texto original), <em>a riqueza da vossa tradi\u00e7\u00e3o espiritual.<\/em> N\u00f3s, crist\u00e3os, tamb\u00e9m temos orgulho da nossa tradi\u00e7\u00e3o religiosa.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Sant\u00edssimo Padre, V\u00f3s exprimistes com isso, em nome da Igreja, um est\u00edmulo a um caminho religioso sa\u00eddo da fantasia de um exaltado e que se cumpre no erro, na recusa de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem o Qual ningu\u00e9m pode salvar-se, e da sua Igreja, fora da qual absolutamente n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o. Com aquelas palavras V\u00f3s confirmastes os mu\u00e7ulmanos no erro. Ademais, V\u00f3s pusestes no mesmo plano a tradi\u00e7\u00e3o espiritual mu\u00e7ulmana e a Divina Revela\u00e7\u00e3o, que nos foi transmitida infalivelmente por Pedro e por seus sucessores. V\u00f3s humilhastes, assim, a Tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e elevastes a tradi\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana a um plano que absolutamente n\u00e3o lhe cabe.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Entre outras coisas, vossas palavras parecem aprovar todos os crimes cometidos pelo Isl\u00e3 contra a catolicidade pela \u201cguerra santa\u201d (trata-se de algo completamente distinto da \u201cfraternidade universal\u201d!), guerra que, sendo para os mu\u00e7ulmanos um dos cinco principais deveres religiosos prescritos pelo Alcor\u00e3o, \u00e9 insepar\u00e1vel tanto de seu \u201ccaminho religioso\u201d como de sua \u201ctradi\u00e7\u00e3o espiritual\u201d. Implicitamente, vossas palavras significam a condena\u00e7\u00e3o de todos os pont\u00edfices, como S\u00e3o Pio V e o bem-aventurado Inoc\u00eancio XI, que combateram o Isl\u00e3 para permitir \u00e0 Europa cat\u00f3lica sobreviver. Santo Padre, \u00e9-nos permitido recordar-vos que, sem a \u201ctradi\u00e7\u00e3o espiritual\u201d isl\u00e2mica, que elogiastes, a Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o teria sido expulsa da \u00c1frica do Norte e que, l\u00e1 onde h\u00e1 hoje milhares de jovens que cr\u00eaem em Al\u00e1, haveria milhares de jovens que creriam em Nosso Senhor Jesus Cristo?<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">5) V\u00f3s dissestes: \u201cEu acredito que n\u00f3s, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, <em>podemos reconhecer com alegria os valores religiosos que temos em comum <\/em>e dar gra\u00e7as a Deus por isso. Uns e outros cremos em um Deus, o Deus \u00fanico, que \u00e9 plenitude de Justi\u00e7a e plenitude de Miseric\u00f3rdia; cremos na import\u00e2ncia da ora\u00e7\u00e3o, do jejum e da esmola, da penit\u00eancia e do perd\u00e3o; cremos <em>que Deus ser\u00e1 juiz misericordioso no fim dos tempos, esperamos que ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o ele estar\u00e1 satisfeito conosco<\/em>, e sabemos que estaremos satisfeitos com Ele.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o, Santo Padre, n\u00e3o podemos n\u00f3s, os crist\u00e3os, alegrar-nos desses valores religiosos que os mu\u00e7ulmanos teriam em comum conosco, dado que desses valores religiosos est\u00e1 exclu\u00edda a f\u00e9 em Nosso Senhor Jesus Cristo e em sua Igreja. Antes da Reden\u00e7\u00e3o, era necess\u00e1rio, para salvar-se, crer n\u00e3o somente em Deus mas no Cristo que viria; com mais forte raz\u00e3o ap\u00f3s a Reden\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio crer n\u00e3o somente em Deus mas Tamb\u00e9m no Cristo que veio. Nenhum homem pode pois esperar encontrar um Deus juiz misericordioso no fim dos tempos se n\u00e3o aceitou Jesus Cristo e sua Igreja. At\u00e9 as pr\u00f3prias obras de justi\u00e7a que cumprimos n\u00e3o nos salvam por si mesmas, mas em virtude da nossa incorpora\u00e7\u00e3o ao Cristo (1 Co. 16, 2-3). Se, no fim dos tempos, mu\u00e7ulmanos se salvarem, n\u00e3o ser\u00e1 em virtude de sua pseudo-religi\u00e3o, mas, apesar de sua pseudo-religi\u00e3o, em virtude deste desejo de Cristo e de sua Igreja que est\u00e1 impl\u00edcito na disposi\u00e7\u00e3o moral de cumprir fielmente a vontade de Deus e na observa\u00e7\u00e3o da lei natural (Rm. 2, 14-16); desejo que pode substituir, em caso de ignor\u00e2ncia invenc\u00edvel ou de impossibilidade, a f\u00e9 real em Nosso Senhor Jesus Cristo e o pertencer efetivamente \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica. Isto n\u00e3o tira nada a esta verdade da f\u00e9 divina e cat\u00f3lica segundo a qual pertencer \u00e0 Igreja \u00e9 necess\u00e1rio a todos para obter a salva\u00e7\u00e3o, e absolutamente n\u00e3o elimina os deveres que decorrem, para a Igreja, do preceito de seu divino Fundador:<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">\u201cIde, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei\u201d (Mt. 28, 19-20; cf. Rm. 1, 5).<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">6) V\u00f3s dissestes: \u201cA lealdade exige portanto que reconhe\u00e7amos e respeitemos as nossas diferen\u00e7as. Evidentemente, a mais fundamental \u00e9 o olhar que temos sobre a Pessoa e sobre a obra de Jesus de Nazar\u00e9. V\u00f3s sabeis que, <em>para os crist\u00e3os<\/em>, Jesus os faz entrar num conhecimento \u00edntimo do mist\u00e9rio de Deus e numa comunh\u00e3o filial com seus dons desde que o reconhe\u00e7am e proclamem Senhor e Salvador.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o, Santo Padre, n\u00e3o \u00e9 somente exig\u00eancia de lealdade, e n\u00e3o se trata, menos ainda, de reconhecer e respeitar as diferen\u00e7as rec\u00edprocas. Trata-se aqui de direito e de dever: dever da Igreja de anunciar Nosso Senhor Jesus Cristo e a salva\u00e7\u00e3o que Ele traz, direito das almas a esperar que ela O anuncie. Pois, contrariamente ao que v\u00f3s pareceis dizer, a religi\u00e3o cat\u00f3lica n\u00e3o \u00e9 uma cren\u00e7a subjetiva dos crist\u00e3os, mas \u00e9 a \u00fanica Religi\u00e3o verdadeira, revelada por Deus, e que qualquer homem direito pode perfeitamente distinguir por certos sinais. E Nosso Senhor Jesus Cristo faz os fi\u00e9is entrar em comunh\u00e3o com Ele n\u00e3o \u201cdesde que\u201d eles o reconhe\u00e7am e proclamem Senhor e Salvador, mas precisamente \u201cporque\u201d o proclamam e o reconhecem Senhor e Salvador. Pois \u00e9 isto o que Ele \u00e9 antes de tudo, n\u00e3o somente para os que j\u00e1 s\u00e3o crist\u00e3os, mas para todos os homens, inclu\u00eddos os mu\u00e7ulmanos, que de modo algum se salvar\u00e3o sem a gra\u00e7a d\u2019Ele: s\u00f3 Cristo \u00e9 \u201co caminho que leva a Deus\u201d, e n\u00e3o o homem, como v\u00f3s dissestes aos jovens mu\u00e7ulmanos em outro ponto de vosso discurso, ao passo que n\u00e3o lhes exigistes que \u201cabrissem as portas\u201d, exigindo-o somente dos crist\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, n\u00e3o queremos p\u00f4r em d\u00favida vossa f\u00e9, mas os vossos l\u00e1bios, em Casablanca, n\u00e3o exprimem a f\u00e9 de S\u00e3o Pedro, que n\u00e3o hesitou em confessar a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo diante dos mesmos judeus que o haviam crucificado.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">7) Logo depois, V\u00f3s acrescentastes: \u201cA\u00ed est\u00e3o as diferen\u00e7as importantes, que nos \u00e9 poss\u00edvel aceitar com humildade e respeito numa <em>toler\u00e2ncia m\u00fatua<\/em>; h\u00e1 a\u00ed um mist\u00e9rio acerca do qual Deus nos esclarecer\u00e1 um dia, estou certo disso.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, sentimo-nos obrigado a Vos dizer que hoje ainda nossos olhos cr\u00eaem enganar-se ao ler isso. V\u00f3s, vig\u00e1rio de Nosso Senhor Jesus Cristo, sucessor do que mereceu ser o pr\u00edncipe dos ap\u00f3stolos em raz\u00e3o da sua F\u00e9, exigistes<em> toler\u00e2ncia <\/em>para a religi\u00e3o cat\u00f3lica. Seria absurdo pensar que V\u00f3s n\u00e3o sabeis que \u201ctoler\u00e2ncia\u201d quer dizer atitude a respeito de um mal te\u00f3rico ou pr\u00e1tico que se deixa subsistir, mas sem o aprovar, por alguma raz\u00e3o precisa. V\u00f3s portanto exigistes para a Verdade revelada o que se exige&nbsp; para o erro. N\u00e3o insistamos no contra-senso que h\u00e1 em exigir dos mu\u00e7ulmanos toler\u00e2ncia no momento mesmo em que acabam de dar testemunho de sua pr\u00f3pria f\u00e9, que prescreve precisamente a toler\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Por fim, V\u00f3s remeteis crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos a uma luz futura acerca do \u201cmist\u00e9rio\u201d de sua diferen\u00e7a de f\u00e9, quando n\u00e3o h\u00e1 nisto nenhum mist\u00e9rio, e quando acerca disto todas as luzes j\u00e1 foram dadas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">8) Que dizer depois dos vossos atos em Togoville, em Kara e em Lom\u00e9? Na periferia desta \u00faltima cidade, V\u00f3s vos dispusestes a rezar, em comum, com os padres animistas e seus fi\u00e9is, na \u201cfloresta sagrada\u201d de B\u00e9, onde se invoca o \u201cpoder da \u00e1gua\u201d e as almas divinizadas dos ancestrais. E duas vezes ao menos, em Kara e em Togoville \u2014 em Kara, antes da santa Missa! \u2014 V\u00f3s despejastes na terra, de uma caba\u00e7a, \u00e1gua e farinha de milho, gesto pelo qual se professa uma falsa cren\u00e7a religiosa.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, absolutamente n\u00e3o julgamos vossas inten\u00e7\u00f5es: como devido, deixamos esse julgamento a Deus. Mas perguntamo-nos se V\u00f3s avaliastes a gravidade do espet\u00e1culo que se apresentou aos fi\u00e9is e aos infi\u00e9is. Eles viram o vig\u00e1rio de Nosso Senhor Jesus Cristo rezar num lugar consagrado ao culto de falsas divindades, e realizar pr\u00e1ticas rituais pelas quais se professa uma falsa cren\u00e7a religiosa. Santo Padre, o vosso comportamento na \u00c1frica \u00e9 para os infi\u00e9is um&nbsp; encorajamento a persistir no erro e nas pr\u00e1ticas supersticiosas das suas falsas religi\u00f5es; para os fi\u00e9is, \u00e9 motivo de esc\u00e2ndalo.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">O vosso discurso em Casablanca, juntamente com as vossas atitudes, parece uma reprova\u00e7\u00e3o de toda a atividade mission\u00e1ria tal qual se deu durante dois mil anos na Igreja Cat\u00f3lica: reprova\u00e7\u00e3o dos mission\u00e1rios que, a come\u00e7ar pelos Ap\u00f3stolos, cumprindo a ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, anunciaram aos infi\u00e9is a necessidade da Reden\u00e7\u00e3o, e de pertencerem \u00e0 Igreja para ser salvos, exigindo dos convertidos o abandono de todas as pr\u00e1ticas ligadas \u00e0s falsas religi\u00f5es; reprova\u00e7\u00e3o da Igreja, que, fiel \u00e0 ordem de Jesus, os enviou com esta miss\u00e3o, e canonizou os que foram fi\u00e9is a esta miss\u00e3o at\u00e9 a morte; reprova\u00e7\u00e3o do preceito mesmo de Jesus Cristo de anunciar o Evangelho a todos os povos e de os batizar em nome do Deus \u00fanico em tr\u00eas Pessoas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, \u00e9 ineg\u00e1vel que nas vossas atitudes e nas vossas palavras h\u00e1 ruptura com o ensinamento e a pr\u00e1tica tradicionais da Igreja Cat\u00f3lica. E, porque vos reivindicais do Conc\u00edlio Vaticano II \u2014 e n\u00e3o poder\u00edeis apelar para outros \u2014 V\u00f3s mesmo forneceis a prova mais autorizada de que o Conc\u00edlio Vaticano II est\u00e1 em ruptura com o ensinamento divino cat\u00f3lico em alguns de seus textos e em sua aplica\u00e7\u00e3o. A origem dessa ruptura deve-se buscar na aceita\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia de \u201cliberdade religiosa\u201d que, nascida fora da Igreja e contra a Igreja, se insinuou finalmente nos documentos conciliares, e foi posta em pr\u00e1tica pelas mais altas autoridades da Igreja, particularmente V\u00f3s mesmo, n\u00e3o havendo nenhuma d\u00favida quanto ao erro de sua formula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">N\u00e3o nos referimos aqui somente \u00e0 vossa recente viagem \u00e0 \u00c1frica, mas tamb\u00e9m \u00e0 vossa celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica em Cantu\u00e1ria, ao vosso \u201cencontro\u201d com os luteranos no seu templo de Roma, \u00e0 vossa \u201cvisita\u201d \u00e0 mais alta autoridade do budismo tailand\u00eas. Nessas ocasi\u00f5es, os cat\u00f3licos viram a heresia posta no mesmo plano que a verdade, as pseudo-revela\u00e7\u00f5es agraciadas com a mesma autoridade que a \u00fanica verdadeira religi\u00e3o, os falsos cultos postos em p\u00e9 de igualdade com o verdadeiro culto.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, tudo isto \u00e9 motivo de esc\u00e2ndalo para o povo cat\u00f3lico, que se pretende levar ao indiferentismo pela afirma\u00e7\u00e3o de que absolutamente n\u00e3o existe uma \u00fanica verdadeira religi\u00e3o, mas que todas as cren\u00e7as religiosas podem ser meios de salva\u00e7\u00e3o. Sem interrup\u00e7\u00e3o durante 150 anos, os Papas se sentiram obrigados, esclarecidos que estavam pelo ensinamento de Nosso Senhor transmitido por sua Igreja, a condenar a id\u00e9ia de \u201cliberdade religiosa\u201d, \u00e0 qual, ao contr\u00e1rio, o Conc\u00edlio Vaticano II abriu as portas de par em par: os vossos predecessores previam, com justeza, os efeitos nefastos desse erro. E, com efeito, \u00e9 este mesmo conceito de \u201cliberdade religiosa\u201d que se encontra na raiz de todas as \u201cinova\u00e7\u00f5es\u201d propostas pelos textos conciliares, e particularmente a desse falso ecumenismo, fonte envenenada de todas as reformas mais nefastas, a come\u00e7ar pela da liturgia, e das orienta\u00e7\u00f5es mais perniciosas da \u00e9poca p\u00f3s-conciliar.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Santo Padre, vinte anos de colheitas envenenadas bastam para julgar a \u00e1rvore. \u00c9 chegada a hora de reafirmar tudo o que a Igreja sempre ensinou acerca da \u201cliberdade religiosa\u201d, com todas as conseq\u00fc\u00eancias pr\u00e1ticas que da\u00ed decorrem.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Eis o que os filhos da Igreja temos o direito de esperar de Vossa Santidade. Pois, se temos o dever de manifestar nosso desacordo em mat\u00e9ria t\u00e3o grave, n\u00e3o temos o poder de reparar o desastre que se torna cada dia mais evidente. \u00c9 a V\u00f3s que Nosso Senhor Jesus Cristo confiou esse poder e, ao mesmo tempo, a autoridade suprema, e, com esse poder, <em>o dever de<\/em> <em>guiar a Igreja em tempos normais e de salv\u00e1-la no momento da tempestade<\/em>, para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo e para a salva\u00e7\u00e3o das almas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,sans-serif; font-size:12pt\">Com todo o respeito devido a Vossa Santidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Quando os nossos leitores abrirem esta carta para ler, a cidade de Assis estar\u00e1 sendo palco de mais um \u201catentado terrorista\u201d contra a f\u00e9 cat\u00f3lica. 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