{"id":230,"date":"2013-04-16T15:43:37","date_gmt":"2013-04-16T18:43:37","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=230"},"modified":"2013-04-16T15:43:37","modified_gmt":"2013-04-16T18:43:37","slug":"a-nova-carta-aos-amigos-e-benfeitores-de-dom-fellay","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=230","title":{"rendered":"A nova Carta aos amigos e benfeitores de Dom Fellay"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">H\u00e1 quase um ano, o Cap\u00edtulo Geral da Fraternidade S\u00e3o Pio X reunificou em um mesmo esp\u00edrito algumas diferen\u00e7as que haviam surgido ao longo do ano de 2011 e in\u00edcio de 2012, diante da possibilidade de haver um acordo pr\u00e1tico com as autoridades do Vaticano. Infelizmente, nessa ocasi\u00e3o, alguns padres da Fraternidade e outros de comunidades religiosas amigas da Fraternidade, resolveram precipitadamente romper com a Fraternidade, alegando que esta j\u00e1 havia tra\u00eddo a orienta\u00e7\u00e3o de Dom Marcel Lefebvre. N\u00e3o havia atos ou documentos que pudessem servir de base segura para tal atitude, e esses padres, insistindo em analisar argumentos anteriores ao Cap\u00edtulo de julho de 2012, cometeram um grave equ\u00edvoco que s\u00f3 serviu para dividir a Tradi\u00e7\u00e3o. Da nossa parte, insistimos em que se devia desviar a aten\u00e7\u00e3o da internet e seus blogs e redes sociais, para nos dedicarmos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao sil\u00eancio, muito necess\u00e1rios nessas horas para guardarmos um m\u00ednimo de sabedoria. Ap\u00f3s o Cap\u00edtulo, o pr\u00f3prio Dom Fellay, assim como Dom Galarreta, fizeram serm\u00f5es e confer\u00eancias mostrando que o Cap\u00edtulo tinha, de fato, sido um momento da gra\u00e7a, retomando crit\u00e9rios importantes para evitar quedas e divis\u00f5es da Fraternidade. Mas os dissidentes insistiam em afirmar que um acordo j\u00e1 tinha sido feito e que Dom Fellay estava apenas enganando os resistentes. Uma cal\u00fania, na verdade, sem fundamento. Hoje, queremos publicar a Carta aos amigos e benfeitores que Dom Fellay acaba de escrever, onde fica definitivamente marcada a defesa da f\u00e9, como sempre foi a pauta da Fraternidade S\u00e3o Pio X ao longo desses anos todos. Pedimos a S\u00e3o Jos\u00e9 que amanse os cora\u00e7\u00f5es endurecidos trazendo-os \u00e0 humildade, para que saibam retornar a essa unidade que, s\u00f3 ela, pode nos manter fortes no combate.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB<\/span><\/span><span style=\"font-size:12px\"> <\/span><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/permanencia.org.br\/drupal\/node\/3548\">Leia a continua\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">H\u00e1 quase um ano, o Cap\u00edtulo Geral da Fraternidade S\u00e3o Pio X reunificou em um mesmo esp\u00edrito algumas diferen\u00e7as que haviam surgido ao longo do ano de 2011 e in\u00edcio de 2012, diante da possibilidade de haver um acordo pr\u00e1tico com as autoridades do Vaticano. Infelizmente, nessa ocasi\u00e3o, alguns padres da Fraternidade e outros de comunidades religiosas amigas da Fraternidade, resolveram precipitadamente romper com a Fraternidade, alegando que esta j\u00e1 havia tra\u00eddo a orienta\u00e7\u00e3o de Dom Marcel Lefebvre. N\u00e3o havia atos ou documentos que pudessem servir de base segura para tal atitude, e esses padres, insistindo em analisar argumentos anteriores ao Cap\u00edtulo de julho de 2012, cometeram um grave equ\u00edvoco que s\u00f3 serviu para dividir a Tradi\u00e7\u00e3o. Da nossa parte, insistimos em que se devia desviar a aten\u00e7\u00e3o da internet e seus blogs e redes sociais, para nos dedicarmos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao sil\u00eancio, muito necess\u00e1rios nessas horas para guardarmos um m\u00ednimo de sabedoria. Ap\u00f3s o Cap\u00edtulo, o pr\u00f3prio Dom Fellay, assim como Dom Galarreta, fizeram serm\u00f5es e confer\u00eancias mostrando que o Cap\u00edtulo tinha, de fato, sido um momento da gra\u00e7a, retomando crit\u00e9rios importantes para evitar quedas e divis\u00f5es da Fraternidade. Mas os dissidentes insistiam em afirmar que um acordo j\u00e1 tinha sido feito e que Dom Fellay estava apenas enganando os resistentes. Uma cal\u00fania, na verdade, sem fundamento. Hoje, queremos publicar a Carta aos amigos e benfeitores que Dom Fellay acaba de escrever, onde fica definitivamente marcada a defesa da f\u00e9, como sempre foi a pauta da Fraternidade S\u00e3o Pio X ao longo desses anos todos. Pedimos a S\u00e3o Jos\u00e9 que amanse os cora\u00e7\u00f5es endurecidos trazendo-os \u00e0 humildade, para que saibam retornar a essa unidade que, s\u00f3 ela, pode nos manter fortes no combate.&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Dom Louren\u00e7o Fleichman OSB<\/span><\/span><span style=\"font-size:12px\"> <\/span><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/permanencia.org.br\/drupal\/node\/3548\">Leia a continua\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p><!--break--><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><strong><span style=\"color:rgb(153, 51, 0)\">CARTA AOS AMIGOS E BENFEITORES<\/span><\/strong> <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><em>Dom Bernard Fellay<\/em> <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal S\u00e3o Pio X<\/span><\/span><span style=\"font-size:12px\"> <\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Esta carta deveria j\u00e1 lhes ter chegado a um bom tempo, e \u00e9 com alegria, neste tempo pascal, que gostar\u00edamos de mostrar em que p\u00e9 estamos bem como expor algumas reflex\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">C<\/span><\/span><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">omo todos sabem, a Fraternidade se viu numa posi\u00e7\u00e3o delicada em boa parte do ano 2012, depois da \u00faltima aproxima\u00e7\u00e3o de Bento XVI para normalizar nossa situa\u00e7\u00e3o. As dificuldades vinham, de um lado, das exig\u00eancias que acompanhavam a proposta de Roma \u2013 dificuldades que n\u00e3o pod\u00edamos nem podemos subscrever \u2013 e, de outro, de uma falta de claridade por parte da Santa S\u00e9, que n\u00e3o permitia conhecer precisamente qual era a vontade do Santo Padre, nem o que estava disposto a nos conceder. A confus\u00e3o gerada por tais incertezas dissipou-se a partir de 13 de junho de 2012, com uma confirma\u00e7\u00e3o precisa, no dia 30 do mesmo m\u00eas, por uma carta do pr\u00f3prio Bento XVI, exprimindo claramente, e sem ambiguidade, as condi\u00e7\u00f5es que nos eram impostas para uma normaliza\u00e7\u00e3o can\u00f4nica.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Tais condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o de ordem doutrinal; t\u00eam por objeto a total aceita\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II e da Missa de Paulo VI. Consequentemente, como escreveu Mons. Augustine Di Noia, vice-presidente da Comiss\u00e3o <em>Ecclesia Dei<\/em>, numa carta endere\u00e7ada aos membros da Fraternidade S\u00e3o Pio X no final do ano passado, n\u00e3o sa\u00edmos do ponto de partida, tal qual era nos anos 70. Infelizmente, temos de assinar embaixo desta constata\u00e7\u00e3o das autoridades romanas, e reconhecer a atualidade da an\u00e1lise de Mons. Marcel Lefebvre, fundador da nossa Fraternidade, que n\u00e3o mudou nos dec\u00eanios que se seguiram ao Conc\u00edlio, at\u00e9 sua morte. Sua percep\u00e7\u00e3o, corret\u00edssima, tanto do ponto de vista teol\u00f3gico como pr\u00e1tico, vale ainda nos dias de hoje, cinquenta anos ap\u00f3s o in\u00edcio do Conc\u00edlio.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Gostar\u00edamos de recordar esta an\u00e1lise, que a Fraternidade S\u00e3o Pio X sempre fez sua, e que continua sendo o fio condutor de sua posi\u00e7\u00e3o doutrinal e de sua a\u00e7\u00e3o: mesmo reconhecendo que a crise que assola a Igreja tamb\u00e9m possui causas exteriores, foi o pr\u00f3prio Conc\u00edlio o principal agente de sua autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Desde o fim do Conc\u00edlio, Mons. Lefebvre exp\u00f4s numa carta ao cardeal Alfredo Ottaviani, em 20 de dezembro de 1966, os terr\u00edveis danos causados pelo Conc\u00edlio a toda a Igreja. Eu j\u00e1 a citava na <em>Carta aos Amigos e Benfeitores n\u00famero 68<\/em>, de 29 de setembro de 2005. \u00c9 \u00fatil reler hoje alguns extratos desta Carta.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201c<span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">Ent\u00e3o, quando o Conc\u00edlio se preparava para ser um clar\u00e3o luminoso no mundo de hoje, se tivessem sido utilizados os textos pr\u00e9-conciliares nos quais se encontrava uma profiss\u00e3o solene de doutrina segura em rela\u00e7\u00e3o aos problemas modernos, pode-se e se deve infelizmente afirmar que <em>de uma maneira quase geral, quando o Concilio inovou, abalou a certeza de verdades ensinadas pelo Magist\u00e9rio aut\u00eantico da Igreja como pertencendo definitivamente ao tesouro da tradi\u00e7\u00e3o<\/em><\/span><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">\u201cQue se trate da transmiss\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o dos bispos, das duas fontes da revela\u00e7\u00e3o, da inspira\u00e7\u00e3o das Sagradas Escrituras, da necessidade da gra\u00e7a para a justifica\u00e7\u00e3o, da necessidade do batismo cat\u00f3lico, da vida da gra\u00e7a nos her\u00e9ticos, cism\u00e1ticos e pag\u00e3os, dos fins do casamento, da liberdade religiosa, dos fins \u00faltimos, etc\u2026 Sobre estes pontos fundamentais, a doutrina tradicional \u00e9 clara e ensinada unanimemente nas universidades cat\u00f3licas. Ora, numerosos textos do Conc\u00edlio sobre estas verdades permitem atualmente p\u00f4-las em d\u00favida.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">\u201cAs consequ\u00eancias foram rapidamente tiradas e aplicadas na vida da Igreja:<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">\u201cAs d\u00favidas quanto \u00e0 necessidade da Igreja e dos sacramentos trazem o desaparecimento das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAs d\u00favidas sobre a necessidade e a natureza da \u201cconvers\u00e3o\u201d de cada alma trazem o desaparecimento das voca\u00e7\u00f5es religiosas, a ru\u00edna da espiritualidade tradicional nos noviciados, a inutilidade das miss\u00f5es.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAs d\u00favidas sobre a legitimidade da autoridade e a exig\u00eancia da obedi\u00eancia provocada pela exalta\u00e7\u00e3o da dignidade humana, da autonomia da consci\u00eancia, da liberdade, abalam todas as sociedades a come\u00e7ar pela Igreja, as sociedades religiosas, as dioceses, a sociedade civil, a fam\u00edlia.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cO orgulho traz como conseq\u00fc\u00eancia todas as concupisc\u00eancias dos olhos e da carne. Talvez seja uma das constata\u00e7\u00f5es mais atrozes de nossa \u00e9poca, ver a que decad\u00eancia moral chegou a maior parte das publica\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas. Falam sem o menor pudor da sexualidade, da limita\u00e7\u00e3o dos nascimentos por qualquer meio, da legitimidade do div\u00f3rcio, da educa\u00e7\u00e3o mista, do flerte, dos bailes como meios necess\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, do celibato dos padres, etc.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAs d\u00favidas sobre a necessidade da gra\u00e7a para se alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o provocam o menosprezo do batismo, doravante adiado para depois, o abandono do sacramento da penit\u00eancia. Trata-se, sobretudo, de uma atitude dos padres, e n\u00e3o dos fi\u00e9is. O mesmo ocorre quanto \u00e0 presen\u00e7a real: s\u00e3o os padres que agem como se n\u00e3o mais cressem, escondendo a Santa Reserva, suprimindo todas as marcas de respeito para com o Santo Sacramento, e todas cerim\u00f4nias em sua honra.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAs d\u00favidas sobre a necessidade da Igreja \u00fanica fonte de salva\u00e7\u00e3o, sobre a Igreja Cat\u00f3lica \u00fanica religi\u00e3o, provenientes das declara\u00e7\u00f5es sobre o ecumenismo e liberdade religiosa, destroem a autoridade do Magist\u00e9rio da Igreja. Com efeito, Roma n\u00e3o \u00e9 mais a \u201cMagistra Veritatis (Mestra da Verdade)\u201d \u00fanica e necess\u00e1ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201c\u00c9 preciso pois, for\u00e7ado pelos fatos, concluir que o Conc\u00edlio favoreceu de uma maneira inconceb\u00edvel a difus\u00e3o dos erros liberais. A f\u00e9, a moral, a disciplina eclesi\u00e1stica foram abaladas em seus fundamentos, segundo as previs\u00f5es de todos os papas.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA destrui\u00e7\u00e3o da Igreja avan\u00e7a a passos r\u00e1pidos. Por uma autoridade exagerada dada \u00e0s Confer\u00eancias episcopais, o Soberano Pont\u00edfice tornou-se impotente. Em um s\u00f3 ano, quantos exemplos dolorosos! No entanto o Sucessor de Pedro e s\u00f3 ele pode salvar a Igreja.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cQue o Santo Padre se cerque de vigorosos defensores da f\u00e9, que os designe em dioceses importantes. Que se digne por documentos importantes proclamar a verdade, perseguir o erro, sem temor das contradi\u00e7\u00f5es, sem temor dos cismas, sem temor de p\u00f4r em causa as disposi\u00e7\u00f5es pastorais do Conc\u00edlio.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cDigne-se o Santo Padre: encorajar os bispos a endireitar a f\u00e9 e os costumes individualmente, cada um em sua respectiva diocese, como conv\u00e9m a todo bom pastor; sustentar os bispos corajosos, incit\u00e1-los a reformar seus semin\u00e1rios, e restaurar a\u00ed o estudo de Santo Tom\u00e1s; encorajar os superiores gerais a manter nos noviciados e comunidades princ\u00edpios fundamentais de toda ascese crist\u00e3, sobretudo a obedi\u00eancia; encorajar o desenvolvimento de escolas cat\u00f3licas, a imprensa da s\u00e3 doutrina, as associa\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias crist\u00e3s; enfim, reprimir os que erram e reduzi-los ao sil\u00eancio. As alocu\u00e7\u00f5es das quartas-feiras n\u00e3o podem substituir as enc\u00edclicas, os mandamentos, as cartas para os bispos.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cSem d\u00favida estou sendo bem temer\u00e1rio ao me exprimir desta maneira! Mas \u00e9 com um amor ardente que componho estas linhas, amor pela gl\u00f3ria de Deus, amor por Jesus, amor por Maria, por sua Igreja, pelo Sucessor de Pedro, bispo de Roma, Vig\u00e1rio de Jesus Cristo.\u201d<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Em 21 de novembro de 1974, ap\u00f3s a visita apost\u00f3lica do semin\u00e1rio de Ec\u00f4ne, Monsenhor Lefebvre julgou necess\u00e1rio resumir sua posi\u00e7\u00e3o na c\u00e9lebre declara\u00e7\u00e3o que ter\u00e1 por consequ\u00eancia, alguns meses mais tarde, a injusta supress\u00e3o can\u00f4nica da Fraternidade S\u00e3o Pio X, que nosso fundador e seus sucessores sempre consideraram nula. Este texto capital come\u00e7ava com esta profiss\u00e3o de f\u00e9, que \u00e9 a de todos os membros da Fraternidade:<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201c<span style=\"color:rgb(38, 38, 38)\">N\u00f3s aderimos de todo o cora\u00e7\u00e3o e com toda a nossa alma \u00e0 Roma cat\u00f3lica, guardi\u00e3 da f\u00e9 cat\u00f3lica e das tradi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a manuten\u00e7\u00e3o dessa f\u00e9, \u00e0 Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cPelo contr\u00e1rio, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tend\u00eancia neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Conc\u00edlio Vaticano II, e depois do Conc\u00edlio em todas as reformas que dele surgiram.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cTodas estas reformas, com efeito, contribu\u00edram, e continuam contribuindo, para a demoli\u00e7\u00e3o da Igreja, a ru\u00edna do sacerd\u00f3cio, a destrui\u00e7\u00e3o do Sacrif\u00edcio e dos Sacramentos, a desapari\u00e7\u00e3o da vida religiosa, e a implanta\u00e7\u00e3o de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos semin\u00e1rios e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados m\u00faltiplas vezes pelo Magist\u00e9rio solene da Igreja.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Esta declara\u00e7\u00e3o terminava com as seguintes linhas:<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA \u00fanica atitude de fidelidade \u00e0 Igreja e \u00e0 doutrina cat\u00f3lica, para bem da nossa salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma negativa categ\u00f3rica \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da Reforma.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cE por isso, sem nenhuma rebeli\u00e3o, sem amargura alguma e sem nenhum ressentimento, prosseguimos a nossa obra de forma\u00e7\u00e3o sacerdotal \u00e0 luz do Magist\u00e9rio de sempre, convencidos de que n\u00e3o podemos prestar maior servi\u00e7o \u00e0 Santa Igreja Cat\u00f3lica, ao Soberano Pont\u00edfice e \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.\u201d<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Em 1983, recordando o sentido o combate pela Tradi\u00e7\u00e3o, Monsenhor Lefebvre remetia um manifesto episcopal a Jo\u00e3o Paulo II, co-assinado por Dom Ant\u00f4nio de Castro Mayer, em que denunciava, uma vez mais, a desola\u00e7\u00e3o causada pelas reformas p\u00f3s-conciliares e o esp\u00edrito nefasto que se espalhou por toda parte. Assinalava, particularmente, os pontos seguintes, a prop\u00f3sito do falso ecumenismo, da colegialidade, da liberdade religiosa, do poder do Papa e da missa nova:<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">&#8211; <strong>O falso ecumenismo:<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201c<span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">Este ecumenismo \u00e9 igualmente contr\u00e1rio aos ensinamentos de Pio XI na Enc\u00edclica \u201cMortalium animos\u201d: \u201cSobre este ponto \u00e9 oportuno expor e recusar uma opini\u00e3o falsa que est\u00e1 na raiz deste problema e deste movimento complexo por meio do qual os n\u00e3o cat\u00f3licos se esfor\u00e7am por realizar uma uni\u00e3o das Igrejas crist\u00e3s. Os que aderem a esta opini\u00e3o citam constantemente estas palavras de Cristo: \u201cQue eles sejam um\u2026 e que n\u00e3o exista sen\u00e3o um s\u00f3 rebanho e um s\u00f3 pastor\u201d (Jo. 17, 21 e 10, 16) e pretendem que, por estas palavras, Jesus exprime um desejo ou uma ora\u00e7\u00e3o que jamais foi realizada. Eles pretendem, com efeito, que a unidade de f\u00e9 e de governo, que \u00e9 uma das notas da verdadeira Igreja de Cristo, praticamente, at\u00e9 hoje jamais existiu e hoje ainda n\u00e3o existe\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">\u201cEste ecumenismo condenado pela Moral e Direito Cat\u00f3licos chega a permitir a recep\u00e7\u00e3o dos Sacramentos da Penit\u00eancia, da Eucaristia e da Extrema-un\u00e7\u00e3o de \u201cministros n\u00e3o cat\u00f3licos\u201d (C. 844 do novo C\u00f3digo) e favorece a \u201chospitalidade ecum\u00eanica\u201d autorizando os ministros cat\u00f3licos a dar o sacramento da Eucaristia a n\u00e3o cat\u00f3licos.\u201d<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><strong><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">&#8211; A colegialidade:<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"color:rgb(24, 24, 24)\">\u201cA doutrina, j\u00e1 sugerida pelo documento \u201cLumen Gentium\u201d do Conc\u00edlio Vaticano II, ser\u00e1 retomada explicitamente pelo novo Direito Can\u00f4nico (C. 336); doutrina segundo a qual o col\u00e9gio dos Bispos juntamente com o Papa goza igualmente do poder supremo na Igreja, e isto de uma maneira habitual e constante.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cEsta doutrina do duplo poder supremo \u00e9 contr\u00e1ria ao ensinamento e \u00e0 pr\u00e1tica do Magist\u00e9rio da Igreja, especialmente no Conc\u00edlio Vaticano I (DS 3055) e na Enc\u00edclica de Le\u00e3o XIII \u201cSatis Cognitum\u201d. Somente o Papa tem este poder supremo que ele comunica, na medida em que ele o julgar oportuno e em circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA este grave erro est\u00e1 ligada a orienta\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica da Igreja, com os poderes inerentes no \u201cpovo de Deus\u201d, como se define no novo Direito. Este erro jansenista foi condenado pela Bula \u201cAuctorem fidei\u201d de Pio VI (DS 2592).<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">&#8211;<strong> A liberdade religiosa:<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA declara\u00e7\u00e3o \u201cDignitatis humanae\u201d do Conc\u00edlio Vaticano II afirma a exist\u00eancia de um falso direito natural do homem em mat\u00e9ria religiosa, que se op\u00f5e aos ensinamento pontif\u00edcios, que negam formalmente semelhante blasf\u00eamia.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAssim Pio IX na sua Enc\u00edclica \u201cQuanta cura\u201d e o Syllabus, Le\u00e3o XIII nas suas Enc\u00edclicas \u201cLibertas praestantissimum\u201d e \u201cImmortale Dei\u201d, Pio XII na sua alocu\u00e7\u00e3o: \u201cCi riesce\u201d aos juristas cat\u00f3licos italianos, negam que a raz\u00e3o e a revela\u00e7\u00e3o fundamentem semelhante direito.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cO Vaticano II cr\u00ea e professa, de modo universal, que \u201ca Verdade n\u00e3o pode impor-se sen\u00e3o pela for\u00e7a da pr\u00f3pria Verdade\u201d, esquecendo-se de que a Verdade pode impor-se tamb\u00e9m, normal e racionalmente, pela autoridade, pela autoridade de Deus revelante. O Conc\u00edlio chega ao absurdo de afirmar o direito de n\u00e3o aderir e de n\u00e3o seguir a verdade, de obrigar os governos civis a n\u00e3o mais fazer discrimina\u00e7\u00f5es por motivos religiosos, estabelecendo a igualdade jur\u00eddica entre as falsas e a verdadeira religi\u00e3o (&#8230;)<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAs conseq\u00fc\u00eancias do reconhecimento por parte do Conc\u00edlio deste falso direito do homem arru\u00ednam os fundamentos do Reino Social de Nosso Senhor, abalam a sua autoridade e o Poder da Igreja na sua miss\u00e3o de fazer reinar Nosso Senhor nos esp\u00edritos e nos cora\u00e7\u00f5es, empenhando-se no combate contra as for\u00e7as sat\u00e2nicas que subjugam as almas. O esp\u00edrito mission\u00e1rio ser\u00e1 acusado de proselitismo exagerado.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA neutralidade dos Estados em mat\u00e9ria de religi\u00e3o \u00e9 injuriosa a Nosso Senhor e \u00e0 sua Igreja, quando se trata de Estados com maioria cat\u00f3lica.\u201d<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><strong>&#8211; O poder do Papa:<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cSem d\u00favida, o poder do Papa na Igreja \u00e9 um poder supremo, mas ele n\u00e3o pode ser absoluto e sem limites, visto que est\u00e1 subordinado ao poder divino, que se exprime na Tradi\u00e7\u00e3o, na Sagrada Escritura e nas defini\u00e7\u00f5es j\u00e1 promulgadas pelo Magist\u00e9rio eclesi\u00e1stico (DS. 3116).<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cO poder do Papa \u00e9 subordinado e limitado pelo fim que determinou a concess\u00e3o desse poder. Este fim foi claramente definido pelo Papa Pio IX na Constitui\u00e7\u00e3o \u201cPastor aeternus\u201d do 1\u00ba Conc\u00edlio do Vaticano (DS. 3070). Seria um intoler\u00e1vel abuso de poder modificar a constitui\u00e7\u00e3o da Igreja e pretender apelar para o direito humano contra o direito divino, como na liberdade religiosa, como na hospitalidade eucar\u00edstica autorizada pelo novo Direito, como na afirma\u00e7\u00e3o de dois poderes supremos na Igreja.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201c\u00c9 claro que nestes casos e em outros semelhantes, h\u00e1 um dever para todo o clero e fiel cat\u00f3lico de resistir e recusar a obedi\u00eancia. A obedi\u00eancia cega \u00e9 um contrasenso e ningu\u00e9m est\u00e1 isento de responsabilidade por ter obedecido aos homens antes que a Deus (DS. 3115), e esta resist\u00eancia deve ser p\u00fablica se o mal \u00e9 p\u00fablico e \u00e9 uma causa de esc\u00e2ndalo para as almas (S. Tom\u00e1s, Summa Th. II-II, q. 33, a. 4 ad 2).<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cA\u00ed est\u00e3o princ\u00edpios elementares de moral, que regulamentam as rela\u00e7\u00f5es dos s\u00faditos com todas as autoridades leg\u00edtimas.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cEsta resist\u00eancia, ali\u00e1s, encontra uma confirma\u00e7\u00e3o no fato de que atualmente s\u00e3o punidos os que se mant\u00eam firmemente vinculados \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o e \u00e0 F\u00e9 cat\u00f3licas, ao passo que os que professam doutrinas heterodoxas ou realizam verdadeiros sacril\u00e9gios absolutamente n\u00e3o s\u00e3o inquietados. \u00c9 a l\u00f3gica do abuso do poder.\u201d<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\"><strong>&#8211; A missa nova:<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cEm oposi\u00e7\u00e3o aos ensinamentos do Conc\u00edlio de Trento na sua Sess\u00e3o XXII, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Enc\u00edclica \u201cMediator Dei\u201d de Pio XII, exagerou-se o papel dos fi\u00e9is na participa\u00e7\u00e3o na Santa Missa e diminuiu-se o papel do sacerdote transformando-o em simples presidente. Exagerou-se o papel da Liturgia da Palavra e diminuiu-se o Sacrif\u00edcio propiciat\u00f3rio. Exaltou-se a ceia comunit\u00e1ria e foi ela laicizada, \u00e0s custas do respeito e da f\u00e9 na Presen\u00e7a Real mediante a transubstancia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">\u201cAo suprimir a l\u00edngua sagrada, pluralizaram-se ao infinito os ritos, profanando-os por achegas mundanas ou pag\u00e3s e difundiram-se tradu\u00e7\u00f5es falsas com preju\u00edzo da verdadeira f\u00e9 e da verdadeira piedade dos fi\u00e9is.\u201d<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Em 1986, a prop\u00f3sito dos Encontros inter-religiosos de Assis, que constituiam um esc\u00e2ndalo jamais visto na Igreja Cat\u00f3lica e, acima de tudo, uma viola\u00e7\u00e3o do primeiro de todos os Mandamentos: \u2013 \u201cAdorar\u00e1s um s\u00f3 Deus\u201d \u2013 onde se viu o Vig\u00e1rio de Cristo convidar os representantes de todas as religi\u00f5es para invocar suas falsas divindades, Monsenhor Lefebvre protestou com veem\u00eancia. Chegar\u00e1 a dizer que viu neste evento intoler\u00e1vel para todo cora\u00e7\u00e3o cat\u00f3lico um dos sinais que pedira ao C\u00e9u, antes de proceder \u00e0s sagra\u00e7\u00f5es episcopais.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Na Carta aos Amigos e Benfeitores n\u00ba 40, de 2 de fevereiro de 1991, o padre Franz Schmidberger, segundo Superior Geral da Fraternidade S\u00e3o Pio X, retomou a quest\u00e3o na sua totalidade e reafirmou a posi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica num pequeno comp\u00eandio dos erros contempor\u00e2neos contr\u00e1rios \u00e0 f\u00e9. E n\u00f3s pedimos a alguns dos nossos de resumir numa esp\u00e9cie de vade-mecum o conjunto destes pontos em diversas obras publicadas desde ent\u00e3o, entre as quais o not\u00e1vel <em>Catecismo da Crise da Igreja<\/em>, do padre Matthias Gaudron (Edi\u00e7\u00f5es Rex Regum).&nbsp; <\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Hoje, na mesma linha, n\u00e3o podemos sen\u00e3o repetir o que Mons. Lefebvre, e o padre Schmidberger ap\u00f3s ele, afirmaram. Todos os erros que denunciaram, n\u00f3s o denunciamos. Suplicamos ao C\u00e9u e \u00e0s autoridades da Igreja, particularmente ao novo soberano pont\u00edfice, o Papa Francisco, Vig\u00e1rio de Cristo, sucessor de Pedro, de n\u00e3o permitir que as almas se percam por n\u00e3o receberem mais a s\u00e3 doutrina, o dep\u00f3sito revelado, a f\u00e9, sem a qual ningu\u00e9m pode se salvar, ningu\u00e9m pode agradar a Deus.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">De que adianta dedicar-se aos homens se lhes escondemos o essencial, o fim e o sentido de suas vidas, e a gravidade do pecado que lhes afastam deste fim e sentido? A caridade pelos pobres, pelos mais desfavorecidos, pelos aleijados, pelos doentes, sempre foi uma preocupa\u00e7\u00e3o verdadeira para a Igreja, e n\u00e3o se deve deixar isso de lado, mas se reduzimos isto \u00e0 pura filantropia e ao antropocentrismo, ent\u00e3o a Igreja deixa de cumprir a sua miss\u00e3o, de conduzir as almas a Deus, o que s\u00f3 se pode fazer por meios sobrenaturais, a f\u00e9, a esperan\u00e7a, a caridade, a gra\u00e7a. E, portanto, pela den\u00fancia de tudo o que a isto se op\u00f5e: os erros contra a f\u00e9 e contra a moral. Se esta den\u00fancia n\u00e3o \u00e9 feita, os homens pecam, condenam-se pela eternidade. A raz\u00e3o de ser da Igreja \u00e9 de salvar-lhes e de lhes fazer evitar a desgra\u00e7a de sua perda eterna.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Certamente, isto n\u00e3o agradar\u00e1 ao mundo, que se volta ent\u00e3o contra a Igreja, por vezes com viol\u00eancia, como a hist\u00f3ria nos demonstra.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Eis-nos aqui, P\u00e1scoa de 2013, e a situa\u00e7\u00e3o da Igreja seja quase inalterada. As palavras de Mons. Lefebvre ganham uma resson\u00e2ncia prof\u00e9tica. Tudo cumpriu-se, e tudo continua para o maior detrimento das almas, que n\u00e3o escutam mais de seus pastores a mensagem da salva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Sem nos deixar inquietar, quer pela dura\u00e7\u00e3o desta crise terr\u00edvel, quer pelo n\u00famero de padres, de bispos que perseguem a autodestrui\u00e7\u00e3o da Igreja, como o reconhecia Paulo VI, continuamos, na medida de nossos meios, a proclamar que a Igreja n\u00e3o pode mudar nem seus dogmas, nem sua moral. Pois, n\u00e3o \u00e9 sem provocar um verdadeiro desastre que se toca nestas vener\u00e1veis institui\u00e7\u00f5es. Se certas modifica\u00e7\u00f5es acidentais, recaindo sobre a forma exterior, devem ser feitas \u2013 como se d\u00e1 em todas institui\u00e7\u00f5es humanas \u2013 n\u00e3o podem, de modo algum, ser feitas em oposi\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios que guiaram a Igreja em todos s\u00e9culos precedentes.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">A consagra\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Jos\u00e9, decidida no Cap\u00edtulo Geral de julho de 2012, ocorre justamente neste momento decisivo. Por que S\u00e3o Jos\u00e9? Porque \u00e9 o padroeiro da Igreja Cat\u00f3lica. Continua ele a ter, para o Corpo m\u00edstico, o papel que Deus Pai lhe confiou ao lado de seu Divino Filho. Sendo Cristo o chefe da Igreja, cabe\u00e7a do Corpo m\u00edstico, decorre disso que, aquele que teve o encargo de proteger o Messias, Filho de Deus humanado, veja sua miss\u00e3o estender-se a todo Corpo m\u00edstico.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Assim como foi discret\u00edssimo e em boa parte escondida a sua a\u00e7\u00e3o \u2013 mesmo sendo perfeitamente eficaz \u2013 assim tamb\u00e9m o papel protetor \u2013 igualmente eficaz com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja \u2013 exer\u00e7a-se hoje com grande discri\u00e7\u00e3o. Foi somente ao longo dos s\u00e9culos que se manifestou de modo cada vez mais claro a devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Jos\u00e9. Um dos maiores santos, um dos mais discretos. Depois de Pio XI, que o declarou padroeiro de toda a Igreja, depois de Le\u00e3o XIII, que confirmou este papel e introduziu a magn\u00edfica <em>Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 S\u00e3o Jos\u00e9, padroeiro da Igreja universal <\/em>\u2013 que a cada dia recitamos na Fraternidade \u2013 depois de s\u00e3o Pio X, que tinha uma devo\u00e7\u00e3o toda especial por S\u00e3o Jos\u00e9, de quem tinha o nome, queremos fazer nossas, neste dram\u00e1tico momento da hist\u00f3ria da Igreja, esta devo\u00e7\u00e3o e esta prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">Prezados Amigos e Benfeitores da Fraternidade S\u00e3o Pio X, eu os aben\u00e7oo de todo cora\u00e7\u00e3o, exprimindo minha gratid\u00e3o por suas ora\u00e7\u00f5es e generosidade em prol da obra de restaura\u00e7\u00e3o da Igreja, empreendida por Mons. Lefebvre. E mais: rogo a s\u00e3o Jos\u00e9 que lhes obtenha as gra\u00e7as divinas que suas fam\u00edlias precisam para permanecer fi\u00e9is \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size:larger\"><span style=\"font-family:verdana\">+ Bernard Fellay, Superior Geral.<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family:verdana\"><span style=\"font-size:10pt\"><span style=\"font-size:larger\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase um ano, o Cap\u00edtulo Geral da Fraternidade S\u00e3o Pio X reunificou em um mesmo esp\u00edrito algumas diferen\u00e7as que haviam surgido ao longo do ano de 2011 e in\u00edcio de 2012, diante da possibilidade de haver um acordo pr\u00e1tico com as autoridades do Vaticano. 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