{"id":246,"date":"2016-08-17T18:09:12","date_gmt":"2016-08-17T21:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246"},"modified":"2016-08-17T18:09:12","modified_gmt":"2016-08-17T21:09:12","slug":"paulo-vi-o-sepultador-da-tradicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246","title":{"rendered":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<p class=\"rtejustify\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-245\" alt=\"\" src=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\" style=\"float:left; height:241px; margin:10px; width:350px\" \/><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Nota da Perman\u00ean<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">cia: Apresentamos a seguir um cap\u00edtulo do livro \u201cCem anos de modernismo\u201d (<em>Cent ans de modernsim<\/em><\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><em>e. G\u00e9n\u00e9alogie du Concile Vatican II<\/em>, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Cap\u00edtulo X<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">XII<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">H\u00e1 mais de um s\u00e9culo que os <em>Carbon\u00e1rios<\/em>, a ma\u00e7onaria italiana, tinham planejado destruir o papado:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cO trabalho que empreenderemos n\u00e3o \u00e9 obra de um dia, nem de um m\u00eas, nem de um ano: pode durar v\u00e1rios anos, talvez um s\u00e9culo; mas em nossas fileiras morre o soldado e a luta continua\u2026 O que devemos buscar e esperar, como os judeus esperam o Messias, \u00e9 um Papa de acordo com nossas necessidades\u2026 E este pont\u00edfice, como a maioria dos seus contempor\u00e2neos, estar\u00e1 mais ou menos imbu\u00eddo dos princ\u00edpios humanit\u00e1rios que come\u00e7aremos a p\u00f4r em circula\u00e7\u00e3o\u2026 Quereis estabelecer o reino dos escolhidos sobre o trono da prostituta da Babil\u00f4nia? Que o clero marche sob o vosso estandarte, crendo sempre marchar sob a bandeira das Chaves Apost\u00f3licas\u2026 Estendei vossas redes\u2026 no fundo das sacristias, dos semin\u00e1rios, dos conventos\u2026 Tereis pregado uma revolu\u00e7\u00e3o de tiara e capa pluvial, marchando com a cruz e a bandeira, uma revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o necessitar\u00e1 sen\u00e3o ser ligeiramente estimulada para atear fogo em todos os extremos da terra\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>. &nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/permanencia.org.br\/drupal\/node\/5195\" style=\"font-family: inherit; line-height: 1.6em; font-style: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; color: rgb(51, 102, 153); text-decoration: none;\" title=\"Ler o resto de Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o.\">Leia mais<\/a><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\n<!--more--><\/p>\n<div>\n<p class=\"rtejustify\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-245\" alt=\"\" src=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\" style=\"float:left; height:241px; margin:10px; width:350px\" \/><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Nota da Perman\u00ean<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">cia: Apresentamos a seguir um cap\u00edtulo do livro \u201cCem anos de modernismo\u201d (<em>Cent ans de modernsim<\/em><\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><em>e. G\u00e9n\u00e9alogie du Concile Vatican II<\/em>, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Cap\u00edtulo X<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">XII<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">H\u00e1 mais de um s\u00e9culo que os <em>Carbon\u00e1rios<\/em>, a ma\u00e7onaria italiana, tinham planejado destruir o papado:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cO trabalho que empreenderemos n\u00e3o \u00e9 obra de um dia, nem de um m\u00eas, nem de um ano: pode durar v\u00e1rios anos, talvez um s\u00e9culo; mas em nossas fileiras morre o soldado e a luta continua\u2026 O que devemos buscar e esperar, como os judeus esperam o Messias, \u00e9 um Papa de acordo com nossas necessidades\u2026 E este pont\u00edfice, como a maioria dos seus contempor\u00e2neos, estar\u00e1 mais ou menos imbu\u00eddo dos princ\u00edpios humanit\u00e1rios que come\u00e7aremos a p\u00f4r em circula\u00e7\u00e3o\u2026 Quereis estabelecer o reino dos escolhidos sobre o trono da prostituta da Babil\u00f4nia? Que o clero marche sob o vosso estandarte, crendo sempre marchar sob a bandeira das Chaves Apost\u00f3licas\u2026 Estendei vossas redes\u2026 no fundo das sacristias, dos semin\u00e1rios, dos conventos\u2026 Tereis pregado uma revolu\u00e7\u00e3o de tiara e capa pluvial, marchando com a cruz e a bandeira, uma revolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o necessitar\u00e1 sen\u00e3o ser ligeiramente estimulada para atear fogo em todos os extremos da terra\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>. &nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/permanencia.org.br\/drupal\/node\/5195\" style=\"font-family: inherit; line-height: 1.6em; font-style: inherit; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; color: rgb(51, 102, 153); text-decoration: none;\" title=\"Ler o resto de Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o.\">Leia mais<\/a><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><!--break--><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Na falta de um revolucion\u00e1rio de tiara e capa pluvial, comparou-se Paulo VI com Mois\u00e9s guiando o povo escolhido para fora do Egito rumo \u00e0 terra desconhecida da Promessa. Tamb\u00e9m \u00e9 apresentado freq\u00fcentemente como um Hamlet que terminou no trono de Pedro. Seu temperamento indeciso resultava, talvez, da falta de uma forma\u00e7\u00e3o intelectual s\u00f3lida, uma vez que Giovanni Battista Montini (1897-1978) n\u00e3o havia seguido semin\u00e1rio algum&#8230; realidade ainda mais lament\u00e1vel pelo fato de que seu pai, homem influente, publicava uma revista de tom liberal. Deste fato procediam suas utopias juvenis de que \u00e9 poss\u00edvel colaborar com a esquerda mas n\u00e3o com a direita<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a>. Essas defici\u00eancias intelectuais n\u00e3o faziam mais que aumentar, pelo predom\u00ednio que, nele, a imagina\u00e7\u00e3o tinha sobre a realidade:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cEstou convencido de que um s\u00f3 de meus pensamentos, um pensamento de minha pr\u00f3pria alma, vale para mim mais que qualquer outra coisa no mundo\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\">[3]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Seu amigo Jean Guitton descreve-o muito bem. Montini \u00e9 mostrado como um homem moderno, e isto \u00e9 o inusitado. Inusitado porque os Papas, como guias e chefes da humanidade, n\u00e3o t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de assemelhar-se aos homens de seu tempo, principalmente ao homem desorientado do nosso tempo. Este Papa n\u00e3o se contenta em pensar como n\u00f3s, tarefa f\u00e1cil para uma intelig\u00eancia, mas quer sentir, angustiar-se e sofrer como n\u00f3s. Paulo VI leva em sua natureza esta semelhan\u00e7a com o homem deste tempo, em suas aspira\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo em seus tormentos<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>. Com semelhante mentalidade, o liberal que se ignorava s\u00f3 tinha uma ambi\u00e7\u00e3o: a uni\u00e3o de todos os povos e de todas as Igrejas; ambi\u00e7\u00e3o para a qual estava disposto a sacrificar tudo. \u00c9 ele quem fomentar\u00e1 discretamente o modernismo junto a Pio XII, e posteriormente, com o amparo de seu protetor Jo\u00e3o XXIII. Mas foi somente quando se tornou Papa que empreendeu a aplica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da iconoclastia conciliar.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">1. Os amigos<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cDiga-me com quem andas e eu te direi quem \u00e9s\u201d. Nada mais esclarecedor que este ditado para se compreender a este indiv\u00edduo de personalidade dupla e inquieta, que trabalhou como substituto na Secretaria de Estado na \u00e9poca de Pio XII. Grande admirador do modernismo, era o \u00fanico sacerdote que ousava freq\u00fcentar a habita\u00e7\u00e3o do conde Gallarati-Scotti, condenado duas vezes pelo Santo Of\u00edcio. Dizia-se que tinha simpatia pelas filosofias da A\u00e7\u00e3o, popularizadas entre n\u00f3s por Laberthoni\u00e8re, Blondel e Le Roy. Tal afei\u00e7\u00e3o pelas extravag\u00e2ncias modernistas \u00e9 confirmada por seu confidente, Jean Guitton:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201c8 de setembro de 1969. O Papa elogia o padre De Lubac. Enaltece seu esp\u00edrito, a seguran\u00e7a e amplitude de sua documenta\u00e7\u00e3o. Surpreende-se de que alguns consideram-no \u2018antiquado\u2019.<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">28 de abril. O Papa fez-me grandes elogios dos te\u00f3logos atuais. Cita Manaranche e De Lubac (a quem outorga a palma), al\u00e9m de Congar e Rahner (a quem alguns consideram ser muito confuso), e ao cardeal Journet (que lhe parece um pouco escol\u00e1stico)\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\">[5]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Coloca Blondel sob sua prote\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cVossa teologia sobre a \u2018filosofia do esp\u00edrito crist\u00e3o\u2019\u2026 confirma-se como um monumento de elevada e ben\u00e9fica apolog\u00e9tica: como n\u00e3o teria sido agrad\u00e1vel vossa filial homenagem \u00e0 Sua Santidade? Assim, pois, vossas especula\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas respeitosas da transcend\u00eancia do dado revelado, n\u00e3o deixam de dar fruto quando aplicam-se ao conjunto dos mist\u00e9rios da f\u00e9\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\">[6]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Em nome de Pio XII, Montini aprovou a obra de Blondel, que o pr\u00f3prio Papa condenaria pouco depois na enc\u00edclica <em>Humani generis<\/em>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Se Montini foi afastado da C\u00faria nos \u00faltimos anos do pontificado de Pacelli, isto foi devido, em primeiro lugar, a uma certa independ\u00eancia de julgamento e a demora de Montini em comunicar ao Papa certos fatos, com a esperan\u00e7a de que, enquanto isso, as coisas acalmar-se-iam um pouco<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>. Em segundo lugar, deveu-se tamb\u00e9m ao fato que Montini havia estabelecido contatos com Stalin, contra as orienta\u00e7\u00f5es expressas do Papa, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1954, mediante um relat\u00f3rio secreto do arcebispo de Riga, prisioneiro dos sovi\u00e9ticos, Pio XII foi informado que, em seu nome, tinha havido contatos com os perseguidores da parte de uma alta personalidade da Secretaria de Estado. A amargura sentida pelo Papa foi t\u00e3o profunda que sua sa\u00fade ficou debilitada e ele resignou-se, dali em diante, a dirigir sozinho a marcha dos assuntos exteriores do Vaticano<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A trai\u00e7\u00e3o acentuou-se quando a enc\u00edclica <em>Humani generis <\/em>foi publicada. Nela, Pio XII condenava vigorosamente os erros modernistas do momento. Tamb\u00e9m havia ordenado que os bispos e Superiores gerais vigiassem com o maior cuidado e com grave encargo de consci\u00eancia para que n\u00e3o se sustentassem as opini\u00f5es daquela natureza nas escolas, reuni\u00f5es e confer\u00eancias<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\">[9]<\/a>. Ora, Montini, a dois passos de se tornar Papa, queria convencer seu amigo Jean Guitton que os erros condenados n\u00e3o eram mais que<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cdois modos de pensar que poderiam conduzir a erros, mas que, em si mesmos, continuam sendo respeit\u00e1veis. Ademais, h\u00e1 tr\u00eas raz\u00f5es para que a enc\u00edclica n\u00e3o seja deformada. A primeira posso confiar: \u00e9 a vontade expressa do Santo Padre. A segunda \u00e9 o estado de \u00e2nimo do episcopado franc\u00eas, de esp\u00edrito t\u00e3o amplo, t\u00e3o aberto \u00e0s correntes contempor\u00e2neas\u2026 Chego a minha terceira raz\u00e3o. Ser\u00e1 breve: os franceses s\u00e3o inteligentes\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Outra vez Pio XII descobriu a trai\u00e7\u00e3o e tomou medidas disciplinares contra Montini, a quem afastou de Roma nomeando-o arcebispo de Mil\u00e3o \u2014 <em>promoveatur ut amoveatur<\/em> \u2014. Negou-se a dar-lhe o chap\u00e9u cardinal\u00edcio e nunca quis receb\u00ea-lo em audi\u00eancia. Enquanto De Lubac recebia as san\u00e7\u00f5es do Santo Of\u00edcio e via seus livros serem denunciados, de Mil\u00e3o chegavam-lhe palavras de ades\u00e3o e de alento<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\" title=\"\">[11]<\/a>. Montini foi criado cardeal pelo seu amigo Jo\u00e3o XXIII, que lhe abriu, assim, o caminho ao papado, caminho este que lhe havia sido fechado por Pio XII. Eleito Papa, Montini pode utilizar a autoridade suprema a servi\u00e7o das for\u00e7as modernistas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Mais ainda que Jo\u00e3o XXIII, ele abriu as portas do Conc\u00edlio aos novos te\u00f3logos. Estes passaram de 201 em setembro de 1962, para o significativo n\u00famero de 480 ao t\u00e9rmino do Conc\u00edlio, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia discreta de Paulo VI, que lhes mostrava sua aprova\u00e7\u00e3o recebendo-os em audi\u00eancias privadas, concelebrando com eles e enaltecendo sua colabora\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\" title=\"\">[12]<\/a>. Exerceu a mesma influ\u00eancia discreta sobre os Padres conciliares, para que aprovassem a nova teologia condenada por Pio XII poucos anos antes. O cardeal Dani\u00e9lou via em Paulo VI um <em>Papa liberal<\/em>, isto \u00e9, n\u00e3o tanto um Papa indeciso e sem convic\u00e7\u00e3o, mas ao contr\u00e1rio, um Papa empenhado em defender as id\u00e9ias liberais. Paulo VI sabia o que queria e usava o artif\u00edcio da discri\u00e7\u00e3o para desviar as rea\u00e7\u00f5es previs\u00edveis daqueles que se opunham \u00e0s suas id\u00e9ias, como assegura o pr\u00f3prio Bugnini<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\" title=\"\">[13]<\/a>. Na verdade, com uma firmeza met\u00f3dica e tenaz, que desmente uma lenda igualmente tenaz, Paulo VI guiava a barca de Pedro com a proa dirigida imperturbavelmente para o modernismo ecum\u00eanico. Foi esta a t\u00e1tica utilizada para dominar o padre Charles Boyer, reitor da Universidade Gregoriana, e faz\u00ea-lo reabilitar tanto Teilhard de Chardin quanto De Lubac, obrigando-o a convidar a este \u00faltimo para um congresso tomista<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\" title=\"\">[14]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Com esta mesma firmeza o Papa subjugou toda a resist\u00eancia dos exegetas, voltando a admitir alguns professores do Instituto B\u00edblico, ref\u00fagio modernista sob a prote\u00e7\u00e3o do nefasto cardeal Tisserant. Zerwick e Lyonnet, expulsos pelo Santo Oficio em 1961, recuperaram triunfalmente suas c\u00e1tedras de Sagrada Escritura em Roma gra\u00e7as a Paulo VI, embora n\u00e3o tenham feito retrata\u00e7\u00e3o de nenhum dos seus erros: a nega\u00e7\u00e3o da profecia messi\u00e2nica de Isa\u00edas (7, 14), \u201cEis que a Virgem conceber\u00e1 e dar\u00e1 a luz\u2026\u201d; a recusa de entender a passagem da Carta aos Romanos (5, 12) no sentido do pecado original, como o definiu o Conc\u00edlio de Trento<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\" title=\"\">[15]<\/a>; a nega\u00e7\u00e3o do primado de Pedro em Mateus (16, 17-19), \u201cBem-aventurado \u00e9s, Sim\u00e3o, filho de Jonas\u2026\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\" title=\"\">[16]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Congar tinha raz\u00e3o em dizer de Paulo VI que falava \u00e0 direita e agia \u00e0 esquerda. Tamb\u00e9m abarrotou a Comiss\u00e3o B\u00edblica de novos membros preparados para introduzir a <em>Formgeschichte<\/em> de Bultmann. O Papa julgava com o mesmo erro modernista as distor\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas de Hans K\u00fcng, que havia combatido ao seu lado durante o Conc\u00edlio. Na verdade, a condena\u00e7\u00e3o de K\u00fcng foi uma das mais benignas, pois lhe permitia continuar ensinando<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\" title=\"\">[17]<\/a>. Por outro lado, quando monsenhor Lefebvre decidiu formar seus seminaristas de \u00c9c\u00f4ne na tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, este recebeu a suspens\u00e3o <em>a divinis<\/em> e a ordem de dissolver a Fraternidade S\u00e3o Pio X e o semin\u00e1rio em trinta dias, s\u00f3 porque era antimodernista. Paulo VI, muito misericordioso com todos os que estavam \u00e0 sua esquerda, ressuscita a Inquisi\u00e7\u00e3o e as condena\u00e7\u00f5es para os \u201cintegristas\u201d. \u00c9 verdadeira a afirma\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 maior sect\u00e1rio que um liberal.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Depois de seu protetor Jo\u00e3o XXIII, Paulo VI foi o promotor mais ardente da causa ecum\u00eanica. Acompanhado pelos cardeais Bea, Frings e Li\u00e9nart, acreditava que seu dever era abrir um caminho novo para universalizar a Igreja, para torn\u00e1-la aceit\u00e1vel ao mundo moderno tal como \u00e9, com sua falsa filosofia, seus falsos princ\u00edpios sociais e suas falsas religi\u00f5es. Parecia que esses homens tinham medo de toda a superioridade e de todo exclusivismo. Eles t\u00eam medo de ser o sal da terra e a luz do mundo, porque isto significa opor-se ao mundo. Sua falsa humildade leva-os a rejeitar tudo o que constitui o orgulho dos cat\u00f3licos: o fato de pertencer \u00e0 verdadeira religi\u00e3o, a \u00fanica religi\u00e3o sobre a terra que defende as leis do Dec\u00e1logo, a \u00fanica que defende seus princ\u00edpios de maneira racional e l\u00f3gica, a \u00fanica que satisfaz a consci\u00eancia humana por sua santidade e caridade. N\u00e3o! Tudo isto deve desaparecer. A utopia da uni\u00e3o da humanidade, a f\u00e9 no homem tal como \u00e9, crente ou n\u00e3o, obnubilar\u00e1 o sucessor de Pedro a ponto de este sacrificar seu papel de Vig\u00e1rio de Cristo. Abandonar\u00e1 o primado da verdade e o primado do Papa. Desta forma, p\u00f4de desprezar tamb\u00e9m o primado de Jesus Cristo e da Igreja.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">2. Abandono do primado da f\u00e9<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O maior abandono \u00e9, sem d\u00favida alguma, o do primado da verdade e das verdades de f\u00e9. A abdica\u00e7\u00e3o da autoridade foi patente com o <em>Catecismo holand\u00eas<\/em>, que deveria ser melhor chamado de <em>Catecismo das heresias<\/em>, pois negava os anjos, o sacerd\u00f3cio, a Encarna\u00e7\u00e3o e a Presen\u00e7a Real de Cristo na h\u00f3stia consagrada. Roma deixou que este catecismo circulasse pelo mundo, com a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o de que fosse acrescentado no ap\u00eandice o decreto de condena\u00e7\u00e3o romana! T\u00e3o grave ren\u00fancia ao dever de proteger a f\u00e9 ocorrer\u00e1 novamente com a edi\u00e7\u00e3o do catecismo dos bispos franceses, <em>Pedras vivas<\/em>, publicado sub-repticiamente antes de receber a aprova\u00e7\u00e3o romana. Depois de ter falado da \u00abmis\u00e9ria da nova catequese\u00bb e da \u00abdegrada\u00e7\u00e3o\u00bb com respeito a este catecismo infectado de heresias, o que desencadeou uma indigna\u00e7\u00e3o episcopal, o cardeal Ratzinger retirou sua cr\u00edtica imediatamente, dando a entender que somente queria falar da situa\u00e7\u00e3o global da catequese, e n\u00e3o censurar o trabalho catequ\u00e9tico na Fran\u00e7a. Os bispos franceses puderam ent\u00e3o cantar vit\u00f3ria<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\" title=\"\">[18]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Na verdade, muito antes de infiltrar a catequese, o ensino revolucion\u00e1rio j\u00e1 havia infectado as universidades e os semin\u00e1rios. O cardeal Decourtray confessa que, desde os anos 50 e 60, a escuta e o di\u00e1logo eram moeda corrente na Igreja e particularmente nos semin\u00e1rios da Fran\u00e7a. Os professores das universidades tamb\u00e9m foram totalmente surpreendidos pela tempestade de t\u00e9cnicas e ideologias, inclusive a de laiciza\u00e7\u00e3o. Praticava-se sobretudo a din\u00e2mica de grupo e a aprendizagem dos sistemas modernos de informa\u00e7\u00e3o, que iam desde a express\u00e3o livre at\u00e9 \u00e0s t\u00e9cnicas de programa\u00e7\u00e3o computacional<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\" title=\"\">[19]<\/a>. Em poucas palavras, a lavagem cerebral funcionava maravilhosamente bem, mais ainda quando Teilhard era o autor mais lido, tanto nos semin\u00e1rios como nas lojas ma\u00e7\u00f4nicas<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\" title=\"\">[20]<\/a>. Depois de tudo isso, como surpreender-se que os cl\u00e9rigos e os professores tenham perdido a refer\u00eancia das refer\u00eancias que \u00e9 a f\u00e9 cat\u00f3lica?<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Como se n\u00e3o fosse suficiente a sabotagem das institui\u00e7\u00f5es e do ensino, os modernistas atacaram a Sagrada Escritura, e quiseram colocar nas m\u00e3os dos fi\u00e9is uma B\u00edblia de acordo com suas fantasias tantas vezes condenadas. Esta \u00e9 a raz\u00e3o de ser da nova B\u00edblia chamada \u201cecum\u00eanica\u201d. O que \u00e9 uma <em>B\u00edblia ecum\u00eanica<\/em> se n\u00e3o uma tradu\u00e7\u00e3o fraudulenta com notas infestadas de indiferentismo? N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar a parcialidade e quantidade de fatos e informa\u00e7\u00f5es deixadas de lado nas passagens consideradas \u201cmuito cat\u00f3licas\u201d. Tamb\u00e9m a palavra de Deus deveria ceder ante as exig\u00eancias dos \u201cirm\u00e3os separados\u201d. Deus e sua palavra incomodam.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">As publica\u00e7\u00f5es deste tipo poderiam multiplicar-se e negar as doutrinas da Igreja com total impunidade, porque o Papa suprimiu o \u00cdndice dos Livros proibidos em 1965 e extinguiu o Santo Oficio, seguindo ao p\u00e9 da letra a agenda modernista que exigia a dissolu\u00e7\u00e3o da autoridade: reforma das Congrega\u00e7\u00f5es romanas, principalmente as do Santo Oficio e do \u00cdndice<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\" title=\"\">[21]<\/a>. J\u00e1 chega de condena\u00e7\u00f5es e de processos judiciais! O homem moderno \u00e9 respons\u00e1vel e maduro o bastante para julgar por si mesmo. De agora em diante, o Papa nega-se a condenar qualquer coisa, e os fi\u00e9is t\u00eam de seguir o caminho da Igreja completamente e por amor, bastando que se lhes mostre o conte\u00fado da f\u00e9 e a natureza da moral<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\" title=\"\">[22]<\/a>. Da mesma maneira, o Santo Oficio, transformado a partir de ent\u00e3o em <em>Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da f\u00e9<\/em>, v\u00ea-se legalmente paralisado para condenar os casos de not\u00f3ria heresia, pois o procedimento inquisitorial secreto tornou-se proibido. A Congrega\u00e7\u00e3o deve, a partir de ent\u00e3o, usar o procedimento judicial ordin\u00e1rio, o que impede praticamente toda decis\u00e3o concludente, mais ainda quando os incriminados contam com protetores poderosos. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual, depois de 1968, t\u00e3o poucas condena\u00e7\u00f5es tenham sido pronunciadas contra as obras dos hereges, que pululam impunemente. Tal \u00e9 o caso de Hans K\u00fcng, apoiado pelos bispos su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es. Tamb\u00e9m \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do padre L\u00e9on-Xavier Dufour, professor de exegese em Fourvi\u00e8re, que negava a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e foi protegido por seus colegas jesu\u00edtas. Em virtude disto, a atividade papal ficou reduzida \u00e0 metade, pois sua finalidade n\u00e3o \u00e9 somente propagar o dep\u00f3sito revelado, mas tamb\u00e9m defend\u00ea-lo contra os ataques inimigos. Ora, de que vale um ex\u00e9rcito quando o inimigo sabe que ele carece totalmente dos meios de defesa?<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">3. Abandono do primado do Papa<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Junto com o primado da f\u00e9, o primado do Papa foi tamb\u00e9m objeto de reiterados ataques depois do Conc\u00edlio. Na verdade, o primeiro antipapista era o pr\u00f3prio Papa. A partir de 1967, ele mesmo lastimava-se de que o primado impossibilitava o ecumenismo<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\" title=\"\">[23]<\/a>. Desta ideia passar\u00e1 rapidamente \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, renunciando ao seu poder de Vig\u00e1rio de Cristo. A disputa entre o Papa e as confer\u00eancias episcopais aconteceu por ocasi\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica <em>Humanae Vitae<\/em>. O Papa nomeou uma comiss\u00e3o para estudar o problema da licitude da p\u00edlula anticoncepcional, com um prazo de dois anos para decidir, como se o assunto n\u00e3o tivesse sido j\u00e1 definitivamente resolvido pela Igreja h\u00e1 tempos. Alguns bispos americanos aproveitaram o prazo para encorajar o uso de contraceptivos. A enc\u00edclica foi publicada finalmente em 1968 para p\u00f4r um fim \u00e0 disputa. Este ato reafirmava a autoridade do Papa acima de qualquer coisa: nenhum fiel podia negar que a autoridade do ensino da Igreja era competente para interpretar a lei natural. <em>Humanae Vitae <\/em>tornou-se por esta raz\u00e3o o ato mais importante do pontificado de Paulo VI, porque agia contra o parecer da Comiss\u00e3o dos te\u00f3logos e contra os &#8220;sinais dos tempos&#8221;, colocando-se em uma situa\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda nada menos que doze hierarquias contestadoras<em>. <\/em>O princ\u00edpio da colegialidade, ou seja, a corresponsabilidade, permitia teoricamente que todos pudessem julgar tudo, at\u00e9 mesmo as decis\u00f5es papais. O episcopado franc\u00eas, seguido de perto pelos holandeses e pelos canadenses, deu sua vers\u00e3o da <em>Humanae Vitae<\/em>. Afirmava que, no caso de conflito de deveres, a consci\u00eancia poderia buscar diante de Deus qual dever \u00e9 maior em cada circunst\u00e2ncia, e que o dever moral deveria ceder sempre que encontrasse uma dificuldade humanamente insuport\u00e1vel. Tudo isto era conseq\u00fc\u00eancia de uma exegese tortuosa, em flagrante delito de oposi\u00e7\u00e3o com a enc\u00edclica, que declarava com todas as letras que um ato essencialmente desordenado nunca poderia ser l\u00edcito<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\" title=\"\">[24]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Este \u00fanico ato de autoridade do Papa, e a tempestade que desencadeou no mundo inteiro, foram para ele uma experi\u00eancia t\u00e3o dolorosa que se negou a repeti-la. O tumor da abdica\u00e7\u00e3o papal abriu-se com o conc\u00edlio pastoral da Holanda, que reuniu uma enorme assembl\u00e9ia de fi\u00e9is na presen\u00e7a dos bispos. Noventa por cento dos membros votaram pela aboli\u00e7\u00e3o do celibato sacerdotal, o emprego de sacerdotes secularizados para as fun\u00e7\u00f5es de p\u00e1roco, a ordena\u00e7\u00e3o de mulheres e o direito dos bispos a ter voz deliberativa nos decretos do Papa. A resposta do Papa \u00e0 esta assembl\u00e9ia \u00e9 t\u00edpica do pontificado de Paulo VI. O olho v\u00ea o dano, mas a m\u00e3o n\u00e3o aplica o rem\u00e9dio \u00e0 raiz do mal. O Papa disse que algumas proposi\u00e7\u00f5es doutrinais aceitas pelos bispos deixaram-no perplexo e merecem s\u00e9rias reservas. Perturba-o profundamente o fato de que o Vaticano II tenha sido citado t\u00e3o poucas vezes, e que as proposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o parecem estar em conson\u00e2ncia com os atos conciliares e papais. Embora os bispos estivessem confabulados, em vez de exigir deles que reafirmassem a f\u00e9 nos pontos em lit\u00edgio, Paulo VI continuou:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cNossa responsabilidade de Pastor da Igreja universal Nos obriga a perguntar-lhes com toda a franqueza: O que pensais que N\u00f3s poder\u00edamos fazer para ajud\u00e1-los, para refor\u00e7ar vossa autoridade, para que possais superar as atuais dificuldades da Igreja da Holanda?\u201d<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\" title=\"\">[25]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Este rebaixamento diante dos holandeses significou a abdica\u00e7\u00e3o completa da autoridade dali em diante, a tal ponto que a 22 de junho de 1972 o Papa admitiu abertamente:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cTalvez o Senhor me chamou a este servi\u00e7o n\u00e3o porque eu tenha aptid\u00f5es, ou para que governe e salve a Igreja nas presentes dificuldades, mas para que eu sofra algo pela Igreja, e apare\u00e7a claro que \u00e9 Ele, e ningu\u00e9m mais, quem a guia e a salva\u201d<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\" title=\"\">[26]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A partir deste momento aconteceu a abdica\u00e7\u00e3o de fato. No lugar de leis obrigat\u00f3rias, Roma contentou-se com simples conselhos e orienta\u00e7\u00f5es. Em vez de corrigir o erro e separar os hereges dos fi\u00e9is, o Vaticano praticou a pol\u00edtica da avestruz, particularmente em mat\u00e9ria lit\u00fargica. E foi justamente neste ponto que muitos sacerdotes faziam o que queriam. As iniciativas tomadas sem autoriza\u00e7\u00e3o estavam fora de controle. O Papa, nestes casos, cedia freq\u00fcentemente contra sua vontade<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\" title=\"\">[27]<\/a>. Foi deste modo como os bispos franceses impuseram ilegalmente a pr\u00e1tica do recebimento da comunh\u00e3o na m\u00e3o e for\u00e7aram sua extens\u00e3o ao mundo inteiro. Com esta fobia \u00e0 autoridade, pr\u00f3pria dos liberais, Paulo VI imaginava que a melhor atitude era entregar o governo da Igreja a outras m\u00e3os. De fato, a reestrutura\u00e7\u00e3o da C\u00faria pontif\u00edcia colocou todas as Congrega\u00e7\u00f5es romanas sob o controle do Secret\u00e1rio de Estado, que desde ent\u00e3o poderia agir como o verdadeiro chefe, enquanto o Papa foi relegado ao plano de monarca honor\u00e1rio<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\" title=\"\">[28]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Se a an\u00e1lise que apresentamos dos fatos hist\u00f3ricos do pontificado de Paulo VI (repetidos posteriormente no pontificado de Jo\u00e3o Paulo II) \u00e9 correta, parece que podemos tirar sem dificuldade a seguinte conclus\u00e3o: o Papa, desde a <em>Humanae Vitae<\/em>, j\u00e1 n\u00e3o voltou a usar sua infalibilidade para decidir sobre temas abertos em mat\u00e9ria dogm\u00e1tica ou moral, uma vez que j\u00e1 n\u00e3o lhe restavam for\u00e7as para opor-se \u00e0s decis\u00f5es das confer\u00eancias episcopais, que faziam contrapeso. O que vale para a doutrina ortodoxa vale com maior raz\u00e3o para a doutrina heterodoxa. Esta conclus\u00e3o, por si s\u00f3, destr\u00f3i um dos principais argumentos utilizados pelos sedevacantistas<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\" title=\"\">[29]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">4. Abandono do primado de Jesus Cristo e da Igreja<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Depois do primado da verdade e do Papa, Roma abandonou intencionalmente o primado de Jesus Cristo, Rei das sociedades. O abismo que separa S\u00e3o Pio X de Paulo VI pode ser avaliado com as duas passagens da Sagrada Escritura sobre o Reino de Cristo. Negligenciando o lema de S\u00e3o Pio X: \u201cRestabelecer tudo em Jesus Cristo\u201d<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\" title=\"\">[30]<\/a>, os homens da Igreja inclinaram-se a seguir o vociferar dos judeus no momento da Paix\u00e3o: \u201cN\u00e3o queremos que Ele reine!\u201d<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\" title=\"\">[31]<\/a>, rejeitando de fato o Reino de Cristo na terra. Esta pol\u00edtica romana consiste em suprimir os \u00faltimos Estados cat\u00f3licos para contentar-se com o direito comum. Depois da Espanha, Col\u00f4mbia e algumas regi\u00f5es su\u00ed\u00e7as, chegou a vez da It\u00e1lia. Paulo VI, em 1976, preparou o tratado de 1984 para revogar o artigo que especificava que a It\u00e1lia reconhecia a religi\u00e3o cat\u00f3lica como a \u00fanica religi\u00e3o do Estado<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\" title=\"\">[32]<\/a>. O que Paulo VI pedia era que a Igreja cat\u00f3lica fosse reconhecida como uma forma de express\u00e3o religiosa importante na hist\u00f3ria da It\u00e1lia, e nada mais<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\" title=\"\">[33]<\/a>. Tamanho abandono do primado de Cristo Rei na sociedade deveria abrir as portas para as medidas laicistas que se difundiram em pa\u00edses outrora crist\u00e3os: o div\u00f3rcio e o <\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">aborto por decis\u00e3o unilateral do Estado, o ensino n\u00e3o-obrigat\u00f3rio do catecismo nas escolas. Como n\u00e3o mencionar, ademais, a trai\u00e7\u00e3o de Roma aos cat\u00f3licos dos pa\u00edses comunistas? Deste modo, Paulo VI afastou o cardeal Mindszenty das suas fun\u00e7\u00f5es de primaz da Hungria para agradar as autoridades locais. Tamb\u00e9m mostrou sua simpatia pela Igreja cat\u00f3lica cism\u00e1tica da China condenada por Pio XII em 1956. Al\u00e9m disso, ajudou a Col\u00f4mbia a apoiar os <em>camponeses<\/em> e indiretamente os <em>guerrilheiros<\/em>. Tamb\u00e9m abra\u00e7ou o agente da KGB, Aten\u00e1goras, levantando-lhe a excomunh\u00e3o<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\" title=\"\">[34]<\/a>. Ademais, foi feita uma infinidade de contatos entre Casaroli e o governo sovi\u00e9tico, que serviram \u00e0 causa comunista. Os cat\u00f3licos perseguidos ainda esperam os frutos tang\u00edveis desta <em>Ostpolitik<\/em> de m\u00edopes.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Finalmente, Paulo VI abandonou o primado da Igreja cat\u00f3lica, fora da qual ningu\u00e9m pode se salvar<a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\" title=\"\">[35]<\/a>. O esp\u00edrito ecum\u00eanico do Conc\u00edlio \u00e9 compreendido em um duplo sentido: empobrecimento das riquezas da Igreja e abertura desenfreada oferecida aos hereges. Quanto \u00e0s riqueza da Igreja, falamos sobretudo da Santa Missa e da vida consagrada. A Missa \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3. Pois bem, foi aniquilada com a chegada da missa nova, como o declara cinicamente seu arquiteto, An\u00edbal Bugnini<a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\" title=\"\">[36]<\/a>. O Papa, na alocu\u00e7\u00e3o aos membros do <em>Consilium<\/em>, que inclu\u00eda seis observadores n\u00e3o cat\u00f3licos, reprova o Conc\u00edlio de Trento por ter eclipsado a mais antiga tradi\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\" title=\"\">[37]<\/a>. Jean Guitton explica o pensamento de seu<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"> ilustre amigo:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cEm Paulo VI havia uma inten\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica de eliminar, ou pelo menos de remover ou atenuar, o que em uma missa era demasiado cat\u00f3lico no sentido tradicional, com o fim de aproximar a missa cat\u00f3lica da missa calvinista\u201d<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\" title=\"\">[38]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Com este crit\u00e9rio, compreende-se que a <em>Institutio generalis<\/em> <em>Missalis Romanum<\/em> apresente uma defini\u00e7\u00e3o protestante da missa:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cA Ceia do Senhor, ou Missa, \u00e9 a assembl\u00e9ia sagra<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">da ou congrega\u00e7\u00e3o do povo de Deus, reunido sob a presid\u00eancia do sacerdote para celebrar o memorial do Senhor. Da\u00ed ser eminentemente v\u00e1lida, quando se fala da assembl\u00e9ia local da Santa Igreja, aquela promessa de Cristo: \u2018onde se acham dois ou tr\u00eas congregados em meu nome, a\u00ed estou eu no meio deles\u2019 (Mt 18,20)\u201d<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\" title=\"\">[39]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A missa nova \u00e9 equ\u00edvoca porque semeia a d\u00favida sobre o sacerd\u00f3cio do padre, considerado, agora, apenas como o animador de uma multid\u00e3o; sobre a Missa, como ato sacrificial rebaixado a uma simples comemora\u00e7\u00e3o (proposi\u00e7\u00e3o condenada pelo Conc\u00edlio de Trento), e sobre a presen\u00e7a real de Cristo, negada pelos protestantes. Esta ambig\u00fcidade pode ser vista em todos os aspectos. Pelo lado cat\u00f3lico, os cardeais Ottaviani e Bacci escreveram imediatamente ao Papa que o novo <em>Ordo missae<\/em> afastava-se de modo impressionante, tanto em seu conjunto como em seus detalhes, da teologia cat\u00f3lica da Santa Missa, tal qual havia sido formulada na sess\u00e3o de XXII do Conc\u00edlio de Trento, que, ao fixar de maneira definitiva os c\u00e2nones do rito, levantou uma barreira intranspon\u00edvel contra toda heresia que pudesse atentar contra a integridade do mist\u00e9rio<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\" title=\"\">[40]<\/a>. Pelo lado protestante, Max Thurian, da comunidade Tai<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">z\u00e9, declara:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cUm dos frutos da reforma lit\u00fargica ser\u00e1 possivelmente que as comunidades n\u00e3o cat\u00f3licas poder\u00e3o celebrar a santa Ceia com as mesmas ora\u00e7\u00f5es que a Igreja cat\u00f3lica. Teologicamente \u00e9 poss\u00edvel\u201d<a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\" title=\"\">[41]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Isto n\u00e3o era poss\u00edvel, evidentemente, com o rito tradicional. Siegwalt, professor de dogm\u00e1tica na faculdade protestante de Estrasburgo, entre outras considera\u00e7\u00f5es, diz tamb\u00e9m que<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cn\u00e3o h\u00e1 nada na missa renovada que possa incomodar realmente ao crist\u00e3o evang\u00e9lico. Resta saber se este rito ainda pode ser chamado de missa cat\u00f3lica\u201d<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\" title=\"\">[42]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A mesma demoli\u00e7\u00e3o que ultraja a nossa missa paralisa tamb\u00e9m a vida consagrada. Naturalmente, os sacerdotes s\u00e3o as primeiras v\u00edtimas da missa ecum\u00eanica. A crise sacerdotal \u00e9 surpreendente e n\u00e3o tem paralelo na hist\u00f3ria da Igreja, n\u00e3o tanto porque as defec\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am propor\u00e7\u00f5es inimagin\u00e1veis, nem porque se formalizem massivamente, mas principalmente porque os pr\u00f3prios sacerdotes parecem renunciar a seu car\u00e1ter sagrado. <\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O sacerdote perdeu sua identidade. Do mesmo modo, o furac\u00e3o conciliar difunde um esp\u00edrito democr\u00e1tico que ataca frontalmente a vida religiosa. Depois do Conc\u00edlio, todos os institutos religiosos tiveram que reunir cap\u00edtulos extraordin\u00e1rios para reescrever suas constitui\u00e7\u00f5es e regras. O santo Padre Pio n\u00e3o olhou com muita benevol\u00eancia estas inova\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cMas o que estais fazendo em Roma? O que estais tramando? Quereis mudar inclusive a regra de S\u00e3o Francisco!\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">As verdadeiras reformas religiosas sempre ocorreram no sentido do f\u00e1cil ao mais dif\u00edcil. Agora, ao contr\u00e1rio, a lei geral \u00e9 o esp\u00edrito de independ\u00eancia. Os religiosos destroem a autoridade do Superior geral em benef\u00edcio de uma assembl\u00e9ia democr\u00e1tica; exterminam a clausura e a estabilidade monacal; destroem a vida de comunidade para estar \u00abcada um na sua\u00bb; perdem principalmente o esp\u00edrito de consagra\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"> de Deus para consagrar-se ao servi\u00e7o do homem, ou pior, da humanidade. O cardeal Dani\u00e9lou n\u00e3o vacila em falar de decad\u00eancia religiosa. As estat\u00edsticas est\u00e3o a\u00ed, inelut\u00e1veis, mostrando que em dez anos de per\u00edodo p\u00f3s-conciliar a Igreja tinha perdido um quarto do contingente religioso, enquanto que o recrutamento aproximava-se do zero absoluto. O fracasso moral da Igreja modernista e a licenciosidade espiritual, intelectual e moral, n\u00e3o s\u00e3o obviamente o clima ideal para inspirar \u00e0s almas generosas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Se as for\u00e7as vitais da Igreja s\u00e3o neutralizadas por Paulo VI, isto \u00e9 decorrente, sobretudo, da insist\u00eancia em sua ideia fixa: o ecumenismo a todo custo. Aqui v\u00ea-se, em toda sua profundidade, o abandono do primado da Igreja cat\u00f3lica: levantamento da excomunh\u00e3o dos cism\u00e1ticos orientais, sem impor-lhes nenhuma abjura\u00e7\u00e3o; envio do anel papal a Ramsey, leigo, ma\u00e7om e herege, que concede sua b\u00ean\u00e7\u00e3o junto com o Papa; promulga\u00e7\u00e3o do decreto sobre a hospitalidade eucar\u00edstica para os protestantes; concelebra\u00e7\u00e3o de pastores anglicanos no Vaticano; entrega do estandarte de Lepanto aos mu\u00e7ulmanos; supress\u00e3o da exig\u00eancia do batismo cat\u00f3lico das crian\u00e7as nos matrim\u00f4nios mistos. Havia neste Papa um prurido ecumenista, uma verdadeira \u201c<em>ecumania\u201d<\/em> de querer reunir todas as Igrejas e todas as religi\u00f5es, como se ele nunca tivesse lido o juramento multissecular que \u00e9 feito durante a coroa\u00e7\u00e3o papal,<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"> e que estipula:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cSe chegar a trair a Tradi\u00e7\u00e3o recebida de meus predecessores, n\u00e3o seja Deus, para mim, um Juiz misericordioso no Ju\u00edzo Final\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Desgra\u00e7adamente, Paulo VI n\u00e3o seguiu os s\u00e1bios conselhos de S\u00e3o Pio X. Este ensinava, com toda raz\u00e3o, que a verdade abomina a simula\u00e7\u00e3o e que \u00e9 necess\u00e1rio desdobrarmos nossa bandeira. S\u00f3 por meio da honestidade e sinceridade poderemos fazer algum bem, ainda que sejamos atacados e visados pelos inimigos.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">*<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">*&nbsp;&nbsp;&nbsp; *<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Apesar de suas tend\u00eancias otimistas, no dia 7 dezembro de 1968, Paulo 7 confessou sua ang\u00fastia perante o desastre conciliar:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cA Igreja encontra-se em uma hora inquieta de autocr\u00edtica ou, melhor, de autodemoli\u00e7\u00e3o. \u00c9 como uma invers\u00e3o aguda e complexa que ningu\u00e9m esperava que ocorresse depois do Conc\u00edlio\u2026 A Igreja est\u00e1 praticamente golpeando-se a<\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"> si mesma\u201d<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\" title=\"\">[43]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Estas \u00faltimas palavras revelam a origem do mal, mas o Papa n\u00e3o quer perceber isto. No dia 29 de junho de 1972, Paulo VI emite um julgamento id\u00eantico:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cPor alguma fissura foi introduzida a fuma\u00e7a de Satan\u00e1s no templo de Deus: a d\u00favida, a incerteza, a problem\u00e1tica, a inquietude, a insatisfa\u00e7\u00e3o sa\u00edram \u00e0 luz\u2026 O que aconteceu? Confiamos-vos nosso pensamento: trata-se de um poder adverso, o Diabo, este ser misterioso, inimigo de todos os homens, este algo sobrenatural que veio envenenar e secar os frutos do Conc\u00edlio ecum\u00eanico\u201d<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\" title=\"\">[44]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Na verdade, o Diabo n\u00e3o poderia ter feito grande coisa se j\u00e1 n\u00e3o se tivesse instalado uma Contra-igreja, se n\u00e3o fosse auxiliado pela ma\u00e7onaria, com seus fins sat\u00e2nicos e secretos sem d\u00favida, mas tamb\u00e9m, e principalmente, sem a ajuda de alguns de seus seguidores instalados dentro da pr\u00f3pria Igreja. Ora, \u00e9 dif\u00edcil negar que Paulo VI, depois de <\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Jo\u00e3o XXIII, tenha mantido amizades com as sociedades secretas. Montini, antes de 1950, teria predito ao padre Morlion que em menos de uma gera\u00e7\u00e3o as duas sociedades fariam as pazes<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\" title=\"\">[45]<\/a>. J\u00e1 falamos dos reiterados encontros do cardeal Bea com a B&#8217;nai B&#8217;rith de Nova Iorque, que tanto influ\u00edram no decreto conciliar <em>Nostra Aetate<\/em>. O Papa acompanhava e encorajava os encontros, inclusive os p\u00fablicos, com os altos representantes ma\u00e7\u00f4nicos, a fim de chegar a um acordo p\u00fablico de modelo \u201cecum\u00eanico\u201d entre a Igreja e a ma\u00e7onaria<a href=\"#_ftn46\" name=\"_ftnref46\" title=\"\">[46]<\/a>. Seria preciso falar tamb\u00e9m dos apoios incondicionais dados \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o ma\u00e7\u00f4nica, como a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Se todos estes fatos s\u00e3o hist\u00f3ricos, se eles s\u00e3o confirmados pelo trabalho perseverante de demoli\u00e7\u00e3o de todos os valores da Igreja, ent\u00e3o n\u00e3o surpreender\u00e1 a ningu\u00e9m a ang\u00fastia que nos consome ao ler o discurso de Paulo VI na conclus\u00e3o do Conc\u00edlio. Nele, o Papa diz sentir uma simpatia imensa pela Contra-igreja, ou seja, definitivamente, pela Igreja luciferina:<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cA religi\u00e3o do Deus que se fez homem encontrou-se com a religi\u00e3o (porque o \u00e9) do homem que se faz Deus. O que aconteceu? Um choque, uma luta, uma condena\u00e7\u00e3o? Tudo isto poderia ter-se dado, mas n\u00e3o aconteceu. A <\/span><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">antiga hist\u00f3ria do samaritano foi a regra da espiritualidade do Conc\u00edlio. Uma simpatia imensa invadiu-o completamente\u201d<a href=\"#_ftn47\" name=\"_ftnref47\" title=\"\">[47]<\/a>.<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Este texto<a href=\"#_ftn48\" name=\"_ftnref48\" title=\"\">[48]<\/a>, um marco importante do pr\u00f3prio Conc\u00edlio, o \u00e9 ainda mais porque parece dar uma chave para decifrar o enigm\u00e1tico pontificado de um Papa n\u00e3o menos enigm\u00e1tico. Paulo VI, desgra\u00e7adamente, n\u00e3o serviu a <em>religi\u00e3o do homem que se faz Deus<\/em> mais que a <em>religi\u00e3o do Deus que se fez homem<\/em>?<\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"rteindent1 rteright\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Tradu\u00e7\u00e3o: Ricardo Bellei<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<hr \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Monsenhor Delassus, <em>La conjuration antichr\u00e9tienne<\/em>, III, pp. 1040-1046; Ploncard d\u00b4Assac, <em>La Iglesia ocupada<\/em>, p. 71.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> Frappani-Molinari, <em>Montini giovane<\/em>. Ver a revista <em>Courrier de Rome<\/em>, mar\u00e7o de 1994, que fala das rela\u00e7\u00f5es entre o cardeal Siri e monsenhor Montini, filocomunista.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Amerio, <em>Iota unum<\/em>, n\u00famero 78.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> Jean Guitton, <em>Dialogues avec Paul VI<\/em>, pp. 133-134.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> Guitton, <em>Paul VI secret<\/em>, pp. 110, 141, em Courrier II, p. 82.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> <em>Documentation catholique<\/em>, 8 de julho de 1945, col. 498-499, em <em>ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> Martina, <em>Vatican II, bilan et perspectives,<\/em> p. 39, em <em>ibid.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a> Monsenhor Roche, <em>Pie XII devant l\u2019Histoire<\/em>; cf. acordos Montini-Stalin de 1942, revista <em>Courrier de Rome<\/em>, setembro de 84, abril de 1986, abril de 95.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> <em>Humani generis.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> Guitton, <em>Paul VI secret<\/em>, na revista <em>Courrier de Rome<\/em>, julho-agosto de 1993.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn11\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\" title=\"\">[11]<\/a> Von Baltasar, <em>Henri de Lubac<\/em>, em Courrier II, p. 90.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn12\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\" title=\"\">[12]<\/a> Latourelle, em Martina, introdu\u00e7\u00e3o, <em>ibid<\/em>., p. 91.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn13\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\" title=\"\">[13]<\/a> Bugnini, <em>La reforma liturgica<\/em>, Centro Liturgico Vincenziano, 1983, pp. 297-299.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn14\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\" title=\"\">[14]<\/a> Ver o cap\u00edtulo 15.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn15\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\" title=\"\">[15]<\/a> &#8220;Por isso, como por um s\u00f3 homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o g\u00eanero humano, porque todos pecaram&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn16\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\" title=\"\">[16]<\/a> &#8220;Jesus ent\u00e3o lhe disse: Bem-aventurado \u00e9s, Sim\u00e3o, filho de Jonas, porque n\u00e3o foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us. E eu te declaro: tu \u00e9s Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno n\u00e3o prevalecer\u00e3o contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos c\u00e9us: tudo o que ligares na terra ser\u00e1 ligado nos c\u00e9us, e tudo o que desligares na terra ser\u00e1 desligado nos c\u00e9us&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn17\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\" title=\"\">[17]<\/a> K\u00fcng queria que o crist\u00e3o fosse, ao mesmo tempo, &#8220;cat\u00f3lico&#8221; (universal) e &#8220;protestante&#8221; (cr\u00edtico). Para ele, al\u00e9m da nega\u00e7\u00e3o da divindade de Jesus Cristo, era necess\u00e1rio &#8220;mudar a forma de comando da Igreja, o modo de elei\u00e7\u00e3o do Papa e dos bispos, o celibato obrigat\u00f3rio, a participa\u00e7\u00e3o dos leigos, a ordena\u00e7\u00e3o das mulheres, a liberdade de conci\u00eancia moral, inclusive em mat\u00e9ria de anticoncep\u00e7\u00e3o&#8221; (cf. Molnar, <em>Le Dieu immanent<\/em>, p. 96).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn18\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\" title=\"\">[18]<\/a> <em>La Croix<\/em>, 19 de mar\u00e7o de 1983.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn19\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\" title=\"\">[19]<\/a> Monsenhor Defois, reitor da Universidade Cat\u00f3lica de Lyon, <em>Osservatore romano<\/em> da l\u00edngua francesa, 4 de outubro de 1988, na revista <em>Action familiale et scolaire<\/em>, &#8220;Le modernisme&#8221;, pp. 77-78.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn20\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\" title=\"\">[20]<\/a> Yves Marsaudon, <em>L\u2019\u0153cum\u00e9nisme vu par un franc-ma\u00e7on de tradition,<\/em> Vitiano, Par\u00eds, p. 60.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn21\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\" title=\"\">[21]<\/a> Citado por S\u00e3o P\u00edo X na enc\u00edclica <em>Pascendi<\/em>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn22\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\" title=\"\">[22]<\/a> Pr\u00f3logo de Paulo VI ao Motu proprio <em>Integr\u00e6 servand\u00e6<\/em>, aos 7 de dezembro de 1965, em <em>Documentation catholique<\/em>, 1966, n\u00famero 1462.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn23\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\" title=\"\">[23]<\/a> Em <em>30 Jours<\/em>, mar\u00e7o de 1993, p. 70.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn24\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\" title=\"\">[24]<\/a> Amerio, <em>Iota unum<\/em>, n\u00famero 63.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn25\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\" title=\"\">[25]<\/a> <em>Osservatore romano<\/em>, 13 de janeiro de 1970, em Amerio, <em>Ibid<\/em>., n\u00famero 64.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn26\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\" title=\"\">[26]<\/a> Amerio, n\u00famero 65.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn27\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\" title=\"\">[27]<\/a> Cardeal Gut, <em>Documentation catholique<\/em>, n\u00famero 1551, p. 18.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn28\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\" title=\"\">[28]<\/a> Ver <em>Regimini Ecclesi\u00e6 univers\u00e6<\/em>, de 15 de agosto de 1967, sobretudo os artigos 18-28; e <em>Pastor bonus<\/em> de 15 de agosto de 1988, que retoma o documento precedente.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn29\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\" title=\"\">[29]<\/a> Segundo os sedevacantistas, a c\u00e1tedra de Pedro est\u00e1 vacante porque Roma ensina a heresia em decretos magistrais. Tais descretos, se procedessem realmente do Papa, deberiam ser infal\u00edveis. Por\u00e9m, a primeira condi\u00e7\u00e3o da infalibilidade pontif\u00edcia \u00e9 a vontade de obrigar a Igreja universal, vontade esta que desapareceu de fato desde 1968.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn30\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\" title=\"\">[30]<\/a> Ef 1, 10.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn31\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\" title=\"\">[31]<\/a> Lc 19, 14.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn32\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\" title=\"\">[32]<\/a> <em>Osservatore romano<\/em>, 23 de dezembro de 1976.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn33\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\" title=\"\">[33]<\/a> Em um discurso de 24 de dezembro de 1965, o Papa considera a Igreja cat\u00f3lica como fermento de distin\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o de divis\u00e3o entre os homens, distin\u00e7\u00e3o que \u00e9 \u00abdo mesmo g\u00eanero que a encontrada na linguagem, na cultura, na arte e na profiss\u00e3o\u00bb.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn34\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\" title=\"\">[34]<\/a> O autor faz refer\u00eancia \u00e0 excomunh\u00e3o que permanecia desde o Cisma do Oriente ocorrido em 1054. (Nota do Tradutor).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn35\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\" title=\"\">[35]<\/a> IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn36\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\" title=\"\">[36]<\/a> \u00abTrata-se de uma restaura\u00e7\u00e3o fundamental, de uma refundi\u00e7\u00e3o e, em alguns pontos, de uma verdadeira cria\u00e7\u00e3o nova\u00bb (<em>Documentation catholique<\/em>, n\u00famero 1493, 7 de maio de 1967).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn37\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\" title=\"\">[37]<\/a> Jean Guitton, <em>Paul VI secret<\/em>, p. 158.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn38\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\" title=\"\">[38]<\/a> Jean Guitton, 19 de dezembro de 1993.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn39\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\" title=\"\">[39]<\/a> <em>Institutio generalis missalis romani<\/em>, 3 de abril de 1969, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o, em <em>Nuevas normas de la Misa<\/em>, BAC, 1969, pp. 83.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn40\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\" title=\"\">[40]<\/a> <em>Bref examen critique,<\/em> em Salleron, <em>La nouvelle messe,<\/em> p. 104.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn41\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\" title=\"\">[41]<\/a> <em>La Croix<\/em>, 30 de maio de 1969.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn42\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\" title=\"\">[42]<\/a> &#8220;L\u2019intercommunion&#8221;, <em>Documentation catholique<\/em>, n\u00famero 1555, 18 de janeiro de 1970, p. 96. O irm\u00e3o Roger, de Taiz\u00e9, disse que a missa nova segue a estrutura da Ceia luterana. Davies, em <em>Pope Paul\u2019s New Mass<\/em>, comprova que se parece a do rito anglicano de Cranmer, mas que na realidade exalta, principalmente, o homem (pp. 137 e ss.).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn43\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\" title=\"\">[43]<\/a> Em Amerio, <em>Iota unum<\/em>, n\u00famero 7.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn44\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\" title=\"\">[44]<\/a> Em Amerio, <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn45\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\" title=\"\">[45]<\/a> Y. A. Ferre Benimeli, G. Caprile, <em>Massoneria e Chiesa cattolica<\/em>, p. 91, em Courrier I, p. 417.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn46\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref46\" name=\"_ftn46\" title=\"\">[46]<\/a> Rosario Esposito, <em>Le grandi concordanze fra Chiesa e massoneria<\/em>, <em>op. cit.<\/em>, p. 420, em Courrier I, p. 418.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn47\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref47\" name=\"_ftn47\" title=\"\">[47]<\/a> <em>Enchiridion vaticanum<\/em>, em Courrier I, p. 416; <em>Vaticano II, historia, doctrina, documentos<\/em>, p. 1295.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn48\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref48\" name=\"_ftn48\" title=\"\">[48]<\/a> No site do Vaticano, h\u00e1 uma pequena variante da cita\u00e7\u00e3o acima: \u201cA religi\u00e3o, que \u00e9 o culto de Deus que quis ser homem, e a religi\u00e3o \u2014 porque o \u00e9 \u2014 que \u00e9 o culto do homem que quer ser Deus, encontraram-se. Que aconteceu? Combate, luta, an\u00e1tema? Tudo isto poderia ter-se dado, mas de facto n\u00e3o se deu. Aquela antiga hist\u00f3ria do bom samaritano foi exemplo e norma segundo os quais se orientou o nosso Conc\u00edlio. Com efeito, um imenso amor para com os homens penetrou totalmente o Conc\u00edlio\u201d, cf: <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/paul_vi\/speeches\/1965\/documents\/hf_p-vi_spe_19651207_epilogo-concilio_po.html\">http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/paul_vi\/speeches\/1965\/documents\/hf_p-vi_spe_19651207_epilogo-concilio_po.html<\/a>. (N. do T.).<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota da Perman\u00eancia: Apresentamos a seguir um cap\u00edtulo do livro \u201cCem anos de modernismo\u201d (Cent ans de modernsime. G\u00e9n\u00e9alogie du Concile Vatican II, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX. Cap\u00edtulo XXII H\u00e1 mais de um s\u00e9culo que os Carbon\u00e1rios, a ma\u00e7onaria italiana, tinham planejado destruir o papado: \u201cO trabalho que empreenderemos n\u00e3o \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","entry","has-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Nota da Perman\u00eancia: Apresentamos a seguir um cap\u00edtulo do livro \u201cCem anos de modernismo\u201d (Cent ans de modernsime. G\u00e9n\u00e9alogie du Concile Vatican II, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX. Cap\u00edtulo XXII H\u00e1 mais de um s\u00e9culo que os Carbon\u00e1rios, a ma\u00e7onaria italiana, tinham planejado destruir o papado: \u201cO trabalho que empreenderemos n\u00e3o \u00e9 [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"DevPermanencia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-08-17T21:09:12+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"34 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f\"},\"headline\":\"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2016-08-17T21:09:12+00:00\",\"dateModified\":\"2016-08-17T21:09:12+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\"},\"wordCount\":6828,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\",\"articleSection\":[\"Uncategorized\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\",\"name\":\"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\",\"datePublished\":\"2016-08-17T21:09:12+00:00\",\"dateModified\":\"2016-08-17T21:09:12+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\",\"name\":\"DevPermanencia\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization\",\"name\":\"DevPermanencia\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg\",\"width\":514,\"height\":79,\"caption\":\"DevPermanencia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\"],\"url\":\"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","og_description":"Nota da Perman\u00eancia: Apresentamos a seguir um cap\u00edtulo do livro \u201cCem anos de modernismo\u201d (Cent ans de modernsime. G\u00e9n\u00e9alogie du Concile Vatican II, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX. Cap\u00edtulo XXII H\u00e1 mais de um s\u00e9culo que os Carbon\u00e1rios, a ma\u00e7onaria italiana, tinham planejado destruir o papado: \u201cO trabalho que empreenderemos n\u00e3o \u00e9 [&hellip;]","og_url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246","og_site_name":"DevPermanencia","article_published_time":"2016-08-17T21:09:12+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg","width":1,"height":1,"type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"34 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f"},"headline":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o","datePublished":"2016-08-17T21:09:12+00:00","dateModified":"2016-08-17T21:09:12+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246"},"wordCount":6828,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg","articleSection":["Uncategorized"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246","name":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o - DevPermanencia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg","datePublished":"2016-08-17T21:09:12+00:00","dateModified":"2016-08-17T21:09:12+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#primaryimage","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg","contentUrl":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/paoloVI_montini_finestraR439_thumb400x275-96b.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=246#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Paulo VI, o sepultador da Tradi\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#website","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/","name":"DevPermanencia","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#organization","name":"DevPermanencia","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg","contentUrl":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/cropped-cropped-permanencia_logo.jpg","width":514,"height":79,"caption":"DevPermanencia"},"image":{"@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/548b0dd52becee03129cd51d877ff13f","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0c7d0bbbd9775e631e3873e3502416ace6a643ab53a2b2c38c7b8127c16784bd?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/dev.permanencia.org.br"],"url":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?author=1"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=246"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/246\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}