{"id":257,"date":"2017-02-22T10:47:42","date_gmt":"2017-02-22T13:47:42","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=257"},"modified":"2017-02-22T10:47:42","modified_gmt":"2017-02-22T13:47:42","slug":"o-concilio-do-papa-joao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.permanencia.org.br\/?p=257","title":{"rendered":"O Conc\u00edlio do Papa Jo\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/archives.sspx.org\/SSPX_FAQs\/another%20Vatican%20Council.jpg\" style=\"float:left; height:275px; margin:10px; width:350px\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-size:14px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>Breve cr\u00f4nica da ocupa\u00e7\u00e3o neo-modernista da Igreja Cat\u00f3lica&nbsp;<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O CONC\u00cdLIO DO PAPA JO\u00c3O<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>\u00c2ngelo Giuseppe Roncalli: o futuro Jo\u00e3o XXIII<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">No conclave ap\u00f3s a morte de Pio XII, o cardeal \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli, patriarca de Veneza, foi eleito Soberano Pont\u00edfice e tomou o nome de Jo\u00e3o XXIII. O novo Papa tinha antecedentes bastante inquietantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Na \u00e9poca de seus estudos eclesi\u00e1sticos, o jovem \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli tinha se tornado amigo de certos condisc\u00edpulos j\u00e1 ligados ao modernismo e que deviam depois se tornar seus c\u00e9lebres representantes: Dom Ernesto Buonaiuti, Dom Alfonso Manaresi e Dom Giulio Belvederi, que ele encontrava todas as noites na igreja do Ges\u00fa em Roma para a visita ao Sant\u00edssimo Sacramento, mas tamb\u00e9m para inflamadas discuss\u00f5es \u201cprogressistas\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:12px\"><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/archives.sspx.org\/SSPX_FAQs\/another%20Vatican%20Council.jpg\" style=\"float:left; height:275px; margin:10px; width:350px\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-size:14px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>Breve cr\u00f4nica da ocupa\u00e7\u00e3o neo-modernista da Igreja Cat\u00f3lica&nbsp;<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O CONC\u00cdLIO DO PAPA JO\u00c3O<\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>\u00c2ngelo Giuseppe Roncalli: o futuro Jo\u00e3o XXIII<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">No conclave ap\u00f3s a morte de Pio XII, o cardeal \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli, patriarca de Veneza, foi eleito Soberano Pont\u00edfice e tomou o nome de Jo\u00e3o XXIII. O novo Papa tinha antecedentes bastante inquietantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Na \u00e9poca de seus estudos eclesi\u00e1sticos, o jovem \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli tinha se tornado amigo de certos condisc\u00edpulos j\u00e1 ligados ao modernismo e que deviam depois se tornar seus c\u00e9lebres representantes: Dom Ernesto Buonaiuti, Dom Alfonso Manaresi e Dom Giulio Belvederi, que ele encontrava todas as noites na igreja do Ges\u00fa em Roma para a visita ao Sant\u00edssimo Sacramento, mas tamb\u00e9m para inflamadas discuss\u00f5es \u201cprogressistas\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:12px\"><!--break--> <\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Isso, evidentemente, n\u00e3o permite deduzir automaticamente uma ades\u00e3o de \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli ao movimento modernista, at\u00e9 porque naquela \u00e9poca ele era jovem e inexperiente. Mas pode-se legitimamente pensar que as ideias debatidas naquela \u00e9poca tiveram uma influ\u00eancia, nem que fosse indireta, sobre certos comportamentos desconcertantes que ele adotar\u00e1 mais tarde e tamb\u00e9m depois da sua elei\u00e7\u00e3o como Papa.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Em contrapartida, Roncalli foi incontestavelmente influenciado por seu amigo Lambert Beauduin, monge beneditino e famoso liturgista, censurado mais tarde devido a seu desenfreado ecumenismo irenista que dissolvia o dogma cat\u00f3lico, e cujas ideias falsas em mat\u00e9ria de ecumenismo e de eclesiologia foram claramente adotadas pelo futuro Jo\u00e3o XXIII, condicionando fortemente as orienta\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es do seu pontificado.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Dessa influ\u00eancia, n\u00f3s j\u00e1 encontramos v\u00e1rios tra\u00e7os nos escritos e serm\u00f5es de Roncalli da \u00e9poca em que era delegado apost\u00f3lico na Bulg\u00e1ria, na Gr\u00e9cia e na Turquia. Em 1926, por exemplo, a um jovem seminarista b\u00falgaro, da igreja cism\u00e1tica dita \u201cortodoxa\u201d, que lhe perguntava se poderia seguir seus estudos na Igreja Cat\u00f3lica, o delegado apost\u00f3lico <strong>respondeu negativamente<\/strong> e o exortou, ao contr\u00e1rio, \u201ccomo eu sempre fiz com todos os jovens ortodoxos, a aproveitar os estudos e a educa\u00e7\u00e3o que recebem no semin\u00e1rio de Sofia [cism\u00e1tico evidentemente \u2013 n.d.r.], porque segundo Rocalli, \u201cos cat\u00f3licos e os ortodoxos n\u00e3o s\u00e3o inimigos, mas sim irm\u00e3os. <strong>Eles t\u00eam a mesma f\u00e9<\/strong>, participam dos mesmos sacramentos, sobretudo da mesma eucaristia. Alguns mal-entendidos sobre a constitui\u00e7\u00e3o divina da Igreja de Jesus Cristo nos separaram [&#8230;]. <u>Deixemos de lado as velhas controv\u00e9rsias<\/u> [&#8230;]. Mais tarde, apesar de passar por caminhos diferentes, nos encontraremos na uni\u00e3o das igrejas para formar todos juntos a verdadeira e \u00fanica Igreja de Nossa Senhor Jesus Cristo\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Visando a uma futura e hipot\u00e9tica uni\u00e3o \u2014 mas fundada na recusa de distin\u00e7\u00e3o entre verdade e heresia e, portanto, necessariamente numa \u201csuper-igreja ecum\u00eanica\u201d que n\u00e3o seria mais cat\u00f3lica \u2014 Mons. Roncalli rejeitava sistematicamente (\u201c<strong>como eu sempre fiz<\/strong> \u2014 escrevia ele \u2014 com todos os jovens ortodoxos\u201d) <u>as almas<\/u> que a gra\u00e7a de Deus levava a se aproximar da Igreja Cat\u00f3lica e a se converter.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Esta atitude \u00e9 evidentemente grav\u00edssima e est\u00e1 em clara oposi\u00e7\u00e3o com os deveres de um delegado da S\u00e9 Apost\u00f3lica: basta lembrar, a simples t\u00edtulo de exemplo, na atitude completamente oposta de grandes figuras como S\u00e3o Josaf\u00e1, bispo de Polock, ou Santo Andr\u00e9 Bobola, martirizados exatamente por causa de seus caridosos esfor\u00e7os para convers\u00e3o dos cism\u00e1ticos orientais.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Uma atitude t\u00e3o inusitada que mesmo o autor da biografia em quest\u00e3o, vendo ali em germe, e antecipadamente, um exemplo fulgurante das mirabolantes \u201cnovidades\u201d do Conc\u00edlio Vaticano II e da atual \u201cpastoral conciliar\u201d neo-modernista, n\u00e3o p\u00f4de deixar de fazer enf\u00e1tico elogio comprometedor ao \u201cprofeta\u201d Roncalli:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cA novidade explosiva das afirma\u00e7\u00f5es (de Mons. Roncalli) \u2014 comenta F. della Salda \u2014 \u00e9 que a subst\u00e2ncia da divis\u00e3o est\u00e1 identificada como <strong>um<\/strong> <strong>problema institucional:<\/strong> a linguagem, de modo impressionante, ignora todas as prud\u00eancias da terminologia oficial cat\u00f3lica da \u00e9poca, <strong>enquadrada no problema do \u2018retorno\u2019 dos \u2018dissidentes\u2019 \u00e0 verdadeira e \u00fanica igreja compreendida como a realidade hist\u00f3rica e concreta da igreja romana<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\"><strong>[2]<\/strong><\/a>\u201d<\/strong>, ou seja, ainda enquadrada na doutrina eterna da Igreja cat\u00f3lica, anti-ecum\u00eanica e que, portanto, deveria ser ultrapassada, no melhor estilo neomodernista.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">E eis que se explica, entre outras coisas, como \u00e0 for\u00e7a de \u201cnovidades explosivas\u201d em oposi\u00e7\u00e3o aberta com a doutrina cat\u00f3lica, o futuro Jo\u00e3o XXIII e os outros inovadores fizeram voar pelos ares, uma ap\u00f3s a outra, as verdades de f\u00e9, a come\u00e7ar justamente pelo dogma que define a Igreja cat\u00f3lica romana como a \u00fanica e verdadeira Igreja de Cristo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>O Papa Pio XI: a condena\u00e7\u00e3o do ecumenismo \u201ca la Roncalli\u201d<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O ecumenismo irenista do delegado Roncalli (que na verdade n\u00e3o passava de mais um ing\u00eanuo adepto do movimento pancrist\u00e3o, como se chamava ent\u00e3o o movimento ecum\u00eanico) seria rapidamente condenado com clareza pelo Soberano Pont\u00edfice Pio XI com a enc\u00edclica <em>Mortalium animos<\/em> (1\u00ba de janeiro de 1928) nos seguintes termos: <strong>\u201c\u00c9 verdade<\/strong> \u2014 escrevia Pio XI <strong>\u2014 que quando se trata de favorecer a unidade entre todos os crist\u00e3os, certos esp\u00edritos ficam logo seduzidos por uma apar\u00eancia de bem. N\u00e3o \u00e9 justo, repete-se, n\u00e3o \u00e9 at\u00e9 mesmo um dever para todos aqueles que invocam o nome de Cristo, abster-se&nbsp; de acusa\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas e um dia de unir-se, enfim, pelos la\u00e7os da caridade de uns para com os outros?<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cQuem ent\u00e3o ousaria afirmar que ama a Cristo se n\u00e3o busca com todas as suas for\u00e7as realizar o voto do pr\u00f3prio Cristo, pedindo ao Pai que seus disc\u00edpulos sejam \u2018um\u2019 (Jo. XVII. 21)?\u201d \u201cTais s\u00e3o \u2014 continuava o Papa \u2014 entre outros do mesmo g\u00eanero, os argumentos que difundem e desenvolvem aqueles que s\u00e3o chamados de \u2018pancrist\u00e3os\u2019&#8230; Seu empreendimento \u00e9, alias, t\u00e3o ativo que obt\u00e9m em muitos lugares o acolhimento de pessoas de todos os tipos e <strong>seduz at\u00e9 muitos cat\u00f3licos. [&#8230;] Mas de fato, <u>sob a sedu\u00e7\u00e3o e a simpatia desse discurso, se esconde um erro muito grave, que desloca completamente os fundamentos da f\u00e9 cat\u00f3lica<\/u>\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\"><strong>[3]<\/strong><\/a>.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Todo o movimento ecum\u00eanico ou \u201cpancrist\u00e3o\u201d \u2014 continuava Pio XI \u2014 estava de fato fundado na \u201cestupidez\u201d da ideia de uma \u201cigreja dividida\u201d: o que n\u00e3o passa de uma heresia, pois a Igreja, que se identifica exclusivamente com a Igreja Cat\u00f3lica romana \u00e9, por promessa divina, indefect\u00edvel, isto \u00e9, ela n\u00e3o poder\u00e1 jamais nem desaparecer nem se dividir (\u201c<em>as portas do inferno n\u00e3o prevalecer\u00e3o sobre ela<\/em>\u201d Mt. 16.18).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O erro escondido sob \u201cpalavras t\u00e3o atraentes\u201d dos partid\u00e1rios do movimento ecum\u00eanico \u2014 denunciava o Papa \u2014 consistia em considerar a unidade da Igreja como ainda n\u00e3o realizada: coisa que n\u00e3o se pode afirmar sen\u00e3o negando \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica romana o atributo de \u00fanica e verdadeira Igreja de Cristo, isto \u00e9, negando um dogma de f\u00e9 definido. A porta aberta pelos \u201cecumenistas\u201d aos protestantes e aos \u201cortodoxos\u201d acabava sendo, para os cat\u00f3licos, uma porta de sa\u00edda da verdadeira Igreja (o que precisamente est\u00e1 se realizando hoje na Igreja \u201cconciliar\u201d e ecum\u00eanica inaugurada por Jo\u00e3o XXIII).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A enc\u00edclica <em>Mortalium animos<\/em>, como vimos, \u00e9 de 1928.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Mas em 1935 \u2014 isto \u00e9, sete anos depois da condena\u00e7\u00e3o papal do \u201cmovimento ecum\u00eanico\u201d \u2014 Roncalli, sem se preocupar ao m\u00ednimo com a doutrina cat\u00f3lica lembrada pelo Magist\u00e9rio do Papa, afirmava tranquilamente:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cJesus n\u00e3o fundou as diversas igrejas crist\u00e3s, mas a sua Igreja [&#8230;] Esta sociedade divino-humana que deveria ser sobre a terra a imagem da sociedade celeste <strong>se dissolvera<\/strong> \u00e0 medida que aqui e ali os interesses humanos, locais, nacionais, impuseram-se ao des\u00edgnio de Cristo [&#8230;]. Meus caros amigos&#8230; olhemos o futuro \u00e0 luz do des\u00edgnio de Cristo. <strong>A unidade da Igreja deve ser reconstru\u00edda plenamente<\/strong>&#8230;<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A Igreja Cat\u00f3lica romana, para Roncalli, n\u00e3o era sen\u00e3o um \u201dpeda\u00e7o\u201d da verdadeira Igreja de Cristo, que se dissolveu ao longo da hist\u00f3ria; o que equivale a dizer<strong> \u201cque Jesus n\u00e3o foi capaz de fazer o que quis, ou se enganou quando disse que as portas do inferno n\u00e3o prevaleceriam contra ela\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\"><strong>[5]<\/strong><\/a>.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">N\u00e3o, o Papa Pio XI tinha afirmado o contr\u00e1rio em <em>Mortalium animos<\/em>: \u201cn\u00e3o \u00e9 permitido buscar a reuni\u00e3o dos crist\u00e3os de outra forma sen\u00e3o impulsionando a volta dos dissidentes \u00e0 <strong>\u00fanica verdadeira Igreja de Cristo<\/strong>, j\u00e1 que outrora tiveram <strong>a infelicidade de se separar dela<\/strong> [&#8230;] <strong>\u00c9 absurdo e rid\u00edculo dizer que <\/strong>[o corpo m\u00edstico de Cristo] <strong>pode se compor de membros esparsos e disjuntos<\/strong>\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\">[6]<\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>A ma\u00e7onaria e Roncalli<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Enfim, depois de ter chegado \u00e0 Nunciatura Apost\u00f3lica de Paris, Mons. Roncalli foi nomeado Patriarca de Veneza e elevado \u00e0 p\u00farpura cardinal\u00edcia. O ecum\u00eanico cardeal Roncalli representava indubitavelmente, para os meios neo-modernistas, um futuro Papa ideal, um excelente instrumento entre suas m\u00e3os para fazer passar lentamente a Igreja de suas &#8220;velhas certezas&#8221; e de sua &#8220;mesquinharia dogm\u00e1tica&#8221;, \u00e0 nova \u00e9poca. Um &#8220;Papa de transi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que nas v\u00e9speras do conclave que ia eleg\u00ea-lo Papa, seu amigo, o padre Lambert Beauduin, que o conhecia bem, pronunciou estas palavras significativas:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;Se elegessem Roncalli [&#8230;] <strong>tudo estaria salvo: ele seria capaz de convocar um conc\u00edlio e consagrar o ecumenismo&#8230;<\/strong>&#8220;, O sil\u00eancio caiu \u2014 continua o c\u00e9lebre Pe. Louis Bouyer, seu disc\u00edpulo, que conta o fato \u2014 e depois ele continuou com mal\u00edcia e um lampejo no olhar: &#8220;Tenho confian\u00e7a \u2014 disse ele \u2014, temos nossa chance; <strong>os cardeais, em sua maioria, n\u00e3o sabem o que devem fazer. Eles s\u00e3o capazes de votar nele<\/strong>&#8220;<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Os neo-modernistas n\u00e3o foram os \u00fanicos a perceber no &#8220;papabile&#8221; Roncalli o nome ideal para dar os primeiros golpes e abrir brechas nas muralhas da &#8220;velha Igreja&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;Em outubro de 1958 \u2014 testemunha o conde Paolo Sella di Monteluce, economista e homem pol\u00edtico \u2014 cerca de sete ou oito dias antes do Conclave, eu estava no santu\u00e1rio de Oropa, numa das refei\u00e7\u00f5es habituais do grupo Attilio Botto, industrial de Bielle que gostava de reunir em volta dele profissionais de diferentes ramos para discutir diversos problemas.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Naquele dia tinha sido convidado um personagem que eu conhecia <strong>como uma alta autoridade ma\u00e7\u00f4nica em contato com o Vaticano<\/strong>. Ele me disse, ao me levar para casa de carro: &#8220;&#8230; o pr\u00f3ximo Papa n\u00e3o ser\u00e1 Siri, como est\u00e3o murmurando em certos c\u00edrculos romanos, porque ele \u00e9 um cardeal autorit\u00e1rio demais. <strong>Vai-se eleger uma Papa de concilia\u00e7\u00e3o. O patriarca de Veneza Roncalli j\u00e1 foi escolhido&#8221;. <\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Respondi surpreso: &#8220;Escolhido por quem?&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>&#8220;Pelos nossos ma\u00e7ons representados no Conclave&#8221;,<\/strong> respondeu serenamente meu cort\u00eas acompanhante.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Perguntei ent\u00e3o: &#8220;H\u00e1 ma\u00e7ons no conclave?&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>&#8220;Com certeza&#8221;<\/strong>, respondeu, <strong>&#8220;a Igreja est\u00e1 em nossas m\u00e3os&#8221;.<\/strong> Repliquei estupefato: &#8220;Ent\u00e3o quem manda na Igreja&#8221;? Ap\u00f3s um breve sil\u00eancio, a voz de meu acompanhante martelou: <strong>&#8220;Ningu\u00e9m pode dizer onde est\u00e3o os cumes. Os cumes est\u00e3o ocultos&#8221;.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A elei\u00e7\u00e3o do Patriarca Roncalli como Soberano Pont\u00edfice ocorreu em 28 de outubro de 1958. Como seu amigo Beauduin tinha previsto, alguns meses depois, em 25 de janeiro de 1959, o novo Papa anunciava seu desejo de convocar um concilio ecum\u00eanico.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>Primeira revanche dos &#8220;novos te\u00f3logos&#8221;<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Ao longo das d\u00e9cadas precedentes muitos membros do Col\u00e9gio cardinal\u00edcio tinham desaconselhado aos Soberanos Pont\u00edfices a convoca\u00e7\u00e3o de um novo Conc\u00edlio ecum\u00eanico, precisamente devido ao perigo, bem real, de infiltra\u00e7\u00f5es modernistas.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Quando, por exemplo, por ocasi\u00e3o do Consist\u00f3rio secreto de 23 de maio de 1923, Pio XI pediu o parecer dos cardeais a respeito da conveni\u00eancia de convocar um conc\u00edlio, o cardeal Billot, c\u00e91ebre te\u00f3logo, respondeu:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;Enfim, eis a raz\u00e3o mais grave, aquela que me parece <strong>bradar absolutamente pela negativa<\/strong>. A retomada do Conc\u00edlio [Vaticano I, interrompido em 1870] <strong>\u00e9 desejada pelos piores inimigos da Igreja, isto \u00e9, pelos modernistas, que j\u00e1 se preparam \u2014 como demonstram os ind\u00edcios mais seguros \u2014 para aproveitar dos estados gerais da Igreja para fazer a revolu\u00e7\u00e3o, o novo 1789, objeto de seus sonhos e suas esperan\u00e7as<\/strong>. In\u00fatil dizer que eles n\u00e3o conseguir\u00e3o, mas veremos novamente os dias t\u00e3o tristes do final do pontificado de Le\u00e3o XIII e do in\u00edcio de Pio X; <strong>veremos coisas piores, e isso ser\u00e1 o aniquilamento dos felizes frutos da enc\u00edclica <em>Pascendi<\/em>, que os reduziu ao sil\u00eancio&#8221;<\/strong><a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Pio XII tamb\u00e9m tinha pensado em convocar um conc\u00edlio, mas tinha sido dissuadido pelas mesmas raz\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O novo Papa, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o quis levar em conta nenhuma dessas raz\u00f5es e instituiu imediatamente uma comiss\u00e3o central preparat\u00f3ria cujo dever seria o de recolher as diversas proposi\u00e7\u00f5es dos episcopados e dos te\u00f3logos do mundo inteiro, para redigir as primeiras provas dos textos sobre os assuntos que deveriam ser tratados ao longo de Conc\u00edlio.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u00c9 justamente neste per\u00edodo que \u00e9 preciso situar a primeira revanche no plano oficial da nova teologia, na pessoa de seus dois principais representantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O Papa Jo\u00e3o XXIII, inspirado segundo todas as probabilidades pelo inoxid\u00e1vel Giovanni Battista Montini, chamou para surpresa geral (dos ing\u00eanuos, compreenda-se), os c\u00e9lebres e j\u00e1 condenados <strong>Henri de Lubac e Yves Congar,<\/strong> para fazer parte da mencionada comiss\u00e3o de prepara\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">E mesmo que eles n\u00e3o tenham podido fazer muito nesta ocasi\u00e3o \u2014 n\u00e3o teria sido prudente para eles expor-se cedo demais, sobretudo em posi\u00e7\u00e3o de franca minoria \u2014 este gesto de Jo\u00e3o XXIII teve um valor simb\u00f3lico de enorme import\u00e2ncia e desconcertou os meios da C\u00faria. Tratava-\u00adse, na verdade, de uma verdadeira reabilita\u00e7\u00e3o oficial \u2014 se bem que t\u00e1cita \u2014 da &#8220;nova teologia&#8221;, assim como de uma escandalosa desautoriza\u00e7\u00e3o das condena\u00e7\u00f5es de Pio XII e seus predecessores contra o antigo e novo modernismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A esse respeito, o Pe. Congar, numa entrevista concedida h\u00e1 alguns anos \u00e0 revista &#8220;30 Giorni&#8221;, lembrava:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">\u201cLubac me explicou que a lista dos \u2018peritos\u2019 j\u00e1 tinha sido preparada e que ela foi submetida a Jo\u00e3o XXIII, para assinatura. O Papa Roncalli a leu, e em seguida acrescentou do seu pr\u00f3prio punho dois nomes: o meu e o de Lubac\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\">[9]<\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Depois de mais ou menos tr\u00eas anos de trabalho, Jo\u00e3o XXIII p\u00f4de abrir solenemente o segundo Conc\u00edlio do Vaticano, que veria a tomada de poder pelos adeptos da nova teologia.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>O &#8220;Conc\u00edlio do Papa Jo\u00e3o&#8221;<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Em 11 de outubro de 1962, Jo\u00e3o XXIII pronunciou na Bas\u00edlica S\u00e3o Pedro do Vaticano, o discurso solene de abertura do Conc\u00edlio Vaticano II.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Nesta alocu\u00e7\u00e3o o Papa anunciou &#8220;moderniza\u00e7\u00f5es (<em>aggiornamenti<\/em>) oportunas\u201d a serem adotadas pela Igreja, e logo deplorou o pessimismo daqueles que ele chamava de &#8220;profetas da desgra\u00e7a&#8221;:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;Nossos ouvidos s\u00e3o ofendidos \u2014 afirmava o Papa \u2014 pelos que dizem alguns que, apesar de estarem inflamados pelo zelo religioso, <strong>carecem de precis\u00e3o de julgamento e de pondera\u00e7\u00e3o em seu modo de ver as coisas<\/strong>. Na situa\u00e7\u00e3o atual da sociedade, eles s\u00f3 veem ru\u00ednas e calamidades; eles t\u00eam o costume de dizer que nossa \u00e9poca piorou profundamente em rela\u00e7\u00e3o aos s\u00e9culos passados [&#8230;]. <strong>Parece-nos necess\u00e1rio expor nosso completo desacordo com estes profetas de desgra\u00e7a, que sempre anunciam cat\u00e1strofes, como se o mundo estivesse perto do seu fim&#8221;.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Deveras? Apenas alguns anos antes, o Papa Pio XII tinha descrito a situa\u00e7\u00e3o da Igreja em termos bem diferentes:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><strong>&#8220;O mundo de hoje corre em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria ru\u00edna [&#8230;] \u00e9 um mundo inteiro que \u00e9 necess\u00e1rio refazer desde suas funda\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/strong> (10 de fevereiro de 1952).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">E ainda<strong>: &#8220;Hoje o inimigo de Deus tomou todas as alavancas do poder e temos o dever de nos levantar contra a corrup\u00e7\u00e3o e os corruptores&#8221;<\/strong> (14 de julho de 1958).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Pio XII teria ent\u00e3o, segundo o Papa Jo\u00e3o, sido tamb\u00e9m um &#8220;profeta de desgra\u00e7a&#8221;, carecendo de &#8220;precis\u00e3o de julgamento e de pondera\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">O Papa Roncalli descrevia a seguir a tarefa do novo Conc\u00edlio, que n\u00e3o devia consistir na &#8220;discuss\u00e3o de certos cap\u00edtulos fundamentais da doutrina da Igreja e, portanto, na repeti\u00e7\u00e3o mais abundante do que os Padres e os te\u00f3logos antigos e modernos j\u00e1 disseram&#8221;, para o que &#8220;n\u00e3o haveria necessidade de reunir um Conc\u00edlio Ecum\u00eanico\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">A tarefa do Vaticano II era, ao contr\u00e1rio, dar um &#8220;salto em dire\u00e7\u00e3o a uma penetra\u00e7\u00e3o doutrinal e uma forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias [em correspond\u00eancia <strong>mais perfeita<\/strong> \u00e0 fidelidade <strong>da doutrina aut\u00eantica<\/strong> aprofundada e apresentada atrav\u00e9s das formas da pesquisa e da formula\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do pensamento moderno]&#8221;<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a>. Continuava Jo\u00e3o XXIII: &#8220;uma coisa \u00e9 o pr\u00f3prio deposito da f\u00e9, ou seja, as verdades contidas em nossa verdadeira doutrina, e outra \u00e9 a forma sob a qual essas verdades s\u00e3o enunciadas, conservando-se, entretanto, seu mesmo sentido e seu mesmo alcance&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Mas essa &#8220;correspond\u00eancia <strong>mais perfeita<\/strong> \u00e0 fidelidade <strong>da doutrina aut\u00eantica<\/strong>&#8221; estranhamente lembrava a ideia do pretenso &#8220;cristianismo aut\u00eantico&#8221; perdido pela Igreja e depois redescoberto, no entender de Blondel e Lubac.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Assim tamb\u00e9m a vontade de apresentar e aprofundar a doutrina cat\u00f3lica &#8220;atrav\u00e9s das formas da pesquisa e da formula\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do <strong>pensamento moderno<\/strong>&#8221; (isto \u00e9, da <strong>filosofia moderna<\/strong>) evocava um pouco excessivamente a t\u00e1tica empregada pelos &#8220;novos te\u00f3logos&#8221; para cobrir com a habitual &#8220;folha de parreira&#8221; seu evolucionismo dogm\u00e1tico condenado, assim como o recurso ao &#8220;pensamento filos\u00f3fico moderno&#8221;, por Pio XII na enc\u00edclica <em>Humani generis<\/em>.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Enfim, a cereja do bolo: Jo\u00e3o XXIII anunciou uma nova atitude do Magist\u00e9rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s heresias e aos erros no dom\u00ednio dogm\u00e1tico e moral:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;A Igreja \u2014 proclamou o Papa Jo\u00e3o \u2014 nunca cessou de se opor a esses erros. Frequentemente, ela at\u00e9 os condenou, e com muita severidade. \u201c<strong>Mas hoje, a esposa de Cristo prefere recorrer ao rem\u00e9dio da miseric\u00f3rdia, ao inv\u00e9s de brandir as armas da severidade<\/strong>. Ela estima que<strong>, em vez de condenar, ela responde melhor \u00e0s necessidades de nossa \u00e9poca pondo em relevo as riquezas de sua doutrina&#8221;.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Entretanto, a Igreja sempre disse o contr\u00e1rio tamb\u00e9m neste ponto: a severidade, na verdade, \u00e9 tamb\u00e9m uma obra de miseric\u00f3rdia. Ela o \u00e9 tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele que est\u00e1 no erro (a Igreja sempre contou entre as obras miseric\u00f3rdia espiritual a &#8220;admoesta\u00e7\u00e3o dos pecadores&#8221;) como em rela\u00e7\u00e3o aos fi\u00e9is que t\u00eam o direito de ser protegidos do erro e do mal.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Estranha &#8220;miseric\u00f3rdia\u201d a do Papa Jo\u00e3o, que abandonava as almas aos lobos.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Inacredit\u00e1vel tamb\u00e9m a raz\u00e3o dada para justificar esta ren\u00fancia ileg\u00edtima do exerc\u00edcio do poder coercitivo:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">&#8220;Certamente, n\u00e3o faltam doutrinas e &#8220;opini\u00f5es falsas\u201d, perigos contra os quais \u00e9 preciso se p\u00f4r em guarda e que se devem afastar; mas tudo isso \u00e9 t\u00e3o manifestamente oposto aos princ\u00edpios de honestidade e traz frutos t\u00e3o amargos, <strong>que hoje os homens parecem come\u00e7ar a conden\u00e1-los por si mesmos.<\/strong> \u00c9 o caso particular desses modos de viver que desprezam a Deus e suas leis, pondo uma confian\u00e7a exagerada no progresso t\u00e9cnico, fazendo consistir a prosperidade unicamente no conforto da exist\u00eancia.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-size:12px\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\">Divaga\u00e7\u00f5es ut\u00f3picas ou superficialidades irrespons\u00e1veis?<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p class=\"rtejustify\">&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Carta de 27 de julho de 1926 a C. Morcefki, em Francesco della Salda, <em>Ob\u00e9issance et paix\/L\u2019\u00e9veque A.G. Roncalli entre Sofia et Rome<\/em> \u2013 1925-1934, \u00e9d. Mariet, 1989, pp. 48-49.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> F. dela Salda, <em>op. cit<\/em>., p. 49.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Pio XI, <em>Mortalium animos<\/em>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> Homilia de 25 de janeiro de 1935, in A. Melloni<em>, Roncalli A. G.\/ La pr\u00e9dication \u00e0 Instanbul<\/em>&#8230;, Floren\u00e7a, 1993.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> <em>Mortalium animos.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> <em>Ibidem<\/em>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> Louis Bouyer, <em>Dom Lambert Beaudin, homme d\u2019\u00c9glise<\/em>, \u00e9d. Casterman, 1964, pp. 180-181.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a> G. Caprile S.J. <em>Le Concile Vatican II,<\/em> \u00e9d. \u201cLa Civilt\u00e0 Catoolica\u201d, Roma, 1969.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> <em>30 Giorni<\/em>, mar\u00e7o de 1993, p. 16.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<p class=\"rtejustify\"><span style=\"font-family:verdana,geneva,sans-serif\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> Vers\u00e3o em italiano empregada depois pelo papa: o texto latino \u00e9 diferente.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Breve cr\u00f4nica da ocupa\u00e7\u00e3o neo-modernista da Igreja Cat\u00f3lica&nbsp; O CONC\u00cdLIO DO PAPA JO\u00c3O &nbsp; &nbsp;&nbsp; \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli: o futuro Jo\u00e3o XXIII No conclave ap\u00f3s a morte de Pio XII, o cardeal \u00c2ngelo Giuseppe Roncalli, patriarca de Veneza, foi eleito Soberano Pont\u00edfice e tomou o nome de Jo\u00e3o XXIII. 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